Home / Economia & Emprego / Economia / “O Café dos Caçadores” de Messines, em destaque na Revista do Expresso

“O Café dos Caçadores” de Messines, em destaque na Revista do Expresso

“As aparências iludem… O Café dos Caçadores atrai os que farejam a boa cozinha, sem reservas!”, assim afirma o destaque do artigo «Bem “caçados” à chegada», publicado na rubrica “Sobre Mesa”, na última revista do jornal Expresso, no dia 6 de julho.

O artigo, assinado pelo crítico gastronómico Fortunato da Câmara, destaca o Café dos Caçadores que encontrou “na vila árabe de São Bartolomeu de Messines”, cinco minutos depois de ter deixado a saída nº 14 da A2, a primeira dentro do Algarve. Aqui, descobriu uma “localidade ancestral, anterior à fundação do país, e terra de passado revolto, ou não fosse aqui que o guerrilheiro José Joaquim de Sousa Reis, de cognome “Remexido”, fez oposição miguelista aos liberais durante quatro anos”.

“Na rotunda, junto ao terminal rodoviário, uma fachada singela, estilo “marquise” de alumínio branco, é o acesso ao Café dos Caçadores que contrasta com essas memórias agitadas. A frugalidade genuína, tipo café da terra, das várias salas pequenas de apresentação simples, oferece petiscos do mar. Outros atrativos são as enguias de caldeirada, em ensopado, ou em molho branco, e, de encomenda, lebre com grão ou feijão branco, e o domingueiro galo do campo”. 

O autor comenta e elogia as entradas e os pratos experimentados, como a salada de peixe-galo, o berbigão à Bulhão Pato, a Gamba da Costa; o coelho bravo frito e a canja de perdiz e ainda a doçaria que, nesta casa, diz, “é caso sério”. E aponta as sobremesas experimentadas: pudim de amêndoa e chila, torta de batata-doce e bolo de figo e medronho. Analisa ainda a carta dos vinhos “pouco extensa, alguns rótulos locais, mas preços pouco entusiasmantes” e o serviço, que considera “despojado, mas em contrapartida franco, e com a nítida preocupação em servir bem. O que é coisa rara de encontrar”, acrescenta.

E termina: “O ambiente castiço e familiar do Café dos Caçadores, onde se leva muito a sério as raízes gastronómicas do Algarve interior, seria um lugar onde o malogrado Anthony Bourdain – desaparecido há um anos – estaria “Sem Reservas” à cata de enriquecer o seu legado, descobrindo à mesa como se desenha a deliciosa relação antropológica entre o homem, a comida e a vida. Vale a pena ser assim caçado logo à chegada”.

 

Veja Também

Candidaturas abertas para a formação de públicos estratégicos

O Programa Operacional CRESC ALGARVE 2020 abriu o concurso nº ALG 64–2019-08, no domínio temático …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *