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Entrevista a José Manuel Gonçalves, presidente do Crédito Agrícola de Silves -“O Crédito Agrícola é o banco que faz a diferença na comunidade”

 

“A Caixa de Crédito Agrícola é o banco que faz a diferença na comunidade”

José Manuel Gonçalves conhece bem a entidade bancária que gere, estando há mais de 20 anos na Direção da Caixa de Crédito Agrícola de Silves.

José Manuel Gonçalves

Uma entidade que há uns anos deu “o salto”, ao expandir para Lagoa. Sendo hoje uma Caixa robusta e com algum peso regional, teme, no entanto, perder a autonomia. No futuro imediato, discute com o Crédito Agrícola de Messines a possibilidade de fusão. Uma possibilidade que tem opositores e defensores de ambos os lados.
Entre todos estes desafios, uma constatação: há poucas semanas o Crédito Agrícola de Silves comemorou o seu 90º aniversário.

 

Começo por vos dar os parabéns, pela comemoração do vosso 90º aniversário, uma data muito significativa.
Temos orgulho no nosso passado. Como sabe, editamos um livro “Silves: 90 anos de Crédito Agrícola 1929- 2019”, da autoria de João Vasco Reis, onde se pode ler tudo o que nossos associados fizeram por nós, pela nossa comunidade, ao longo destas décadas.

Vimos que o Crédito Agrícola nasceu em luta contra o Governo da altura, e salvou muitos silvenses da fome e da pobreza.

Falo em especial do Dr. Francisco Vieira, um homem extraordinário na defesa de Silves e o livro explica muito bem a razão de fundarem o Crédito Agrícola, mostra que foi construído “contra tudo e contra todos”, sempre para apoiar as pessoas da terra. E aliás foi isso que nos motivou a publicarmos esta obra, para deixarmos este legado e para os silvenses conhecerem a história do Crédito Agrícola. Até porque os jovens hoje não conhecem esta história.

Olham para o Crédito Agrícola como se fosse um banco normal…
Mas não é! E o que nos diferencia dos outros é a nossa história e o nosso sistema de cooperativismo. Veja-se que o Crédito Agrícola é uma entidade que nunca foi buscar dinheiro ao Estado. Se alguma Caixa entra em dificuldade, é ajudada por todo o Sistema (SICAM – Sistema Integrado do Crédito Agrícola Mútuo). Recentemente passamos por este tsunami económico e financeiro e o Crédito Agrícola, conseguiu dar lucros e satisfazer os associados, sem recorrer a auxílios do Estado, como o fez a maioria dos grandes Bancos. Portanto, este livro mostra tudo isso e representa a dedicação dos órgãos sociais, dos associados e dos colaboradores durante muitos anos…
No seu caso são mesmo muitos anos.
Muitos anos… eu estou cá há 23 anos, saí do antigo BNU. E esse banco tinha uma coisa: primava por ter nos balcões pessoas da terra, era assim em Silves, era assim em Messines. A proximidade era muito importante. E para nós ainda é. Mas com o desenvolvimento da área digital, vemos que isso está a mudar, para os mais jovens o mais importante é a celeridade e tudo disponível à distância de um “click”.
Quanto menos forem ao banco melhor…
Tenho 47 anos de banca. E digo que nunca foi tão desafiante trabalhar na banca como é hoje.

Também está na Direção do Crédito Agrícola há muitos anos…
Estou na Direção (agora denominada Conselho de Administração) desde 1996, fui convidado quando me reformei do BNU. Assumi a presidência em 2007… E sou sócio desde 1980. Sei bem que o Crédito Agrícola faz falta às populações e às economias regionais porque é aqui que nós deixamos os impostos, é aqui em Silves. Os outros bancos têm a sede em Lisboa e é para lá que vai o dinheiro. Além disso, nós ajudamos as comunidades locais e isso é muito importante. É verdade que na década de 2000 tínhamos lucros mais robustos, tal como o resto da grande Banca Comercial. A actividade bancária era mais fácil e previsível.

Hoje é tudo muito mais complexo, mas, mesmo assim, nunca deixamos de ajudar. Desde 2008 já demos mais de 500 mil euros em ajudas à comunidade, quer em Silves, quer em Lagoa. Qual é o banco que fez isto?

Isso é que o diferencia dos outros?
As Caixas todas, por todo o país fazem isto. Portanto o Crédito Agrícola também deve merecer a preferência por parte das comunidades, porque nós efectivamente redistribuímos uma parte da riqueza gerada na nossa operação onde nos inserimos. Para que para além destes 90 anos venham mais 90.

Qual a dimensão da Caixa de Crédito Agrícola de Silves?
Neste momento estamos com um balanço de pouco mais de 200 milhões de euros, temos depósitos na ordem de 180 milhões, na Caixa Central temos quase 90 milhões de euros parados, temos em crédito na ordem dos 105 milhões, e temos uma área de ação que se está a expandir bem, especialmente para a área de Lagoa. No concelho de Silves, o Algoz regista negócio relevante e significativo, porque tem a zona industrial e agricultura maioritariamente ligada aos citrinos. Mas essencialmente é o concelho de Lagoa que mais está a contribuir para o nosso crescimento. É uma praça com bastante potencial, ainda que registe forte concorrência.
Que balcões têm atualmente?
Somos sete: Silves, Algoz, Alcantarilha, Parchal, Carvoeiro, Lagoa, Porches. Fomos obrigados a encerrar Tunes, Pêra e Armação de Pêra. Tivemos que redimensionar a Caixa, por causa dos custos, para melhorar a eficiência, de modo a não comprometer o futuro da Cooperativa.

Hoje somos uma Caixa bem dimensionada, bem gerida, com números que vão cumprindo os rácios todos, a orgânica da Caixa está toda como deve ser, de acordo com as regras e as exigências de todos os organismos.

E a opção que fizemos em 2004, de avançarmos para Lagoa, revelou-se muito boa. Na altura havia um problema, a Caixa de Lagoa estava intervencionada pela Caixa Central quando fomos convidados para assumi-la. Foi um processo negocial complexo, tivemos de ir buscar dinheiro ao Fundo de Garantia para nos ajudar, mas pagamos tudo. Nesse tempo a quota de mercado em Lagoa era pequeníssima, não tinha muito negócio, por estar intervencionada, mas a partir de 2008, 2009 conseguimos dar-lhe outra dimensão e hoje temos uma quota de mercado nos depósitos que supera 18 por cento, o que é muito bom.
Em Lagoa a concorrência é muito forte…
Enorme! E conseguimos outra coisa, foi ter muitos estrangeiros a trabalhar connosco. Gostam de ir ao balcão, ali têm um funcionário que trata logo dos assuntos. Num outro banco, o gerente tem de mandar para Lisboa. Connosco não, resolve-se tudo localmente.

E como analisa as intenções da Caixa Central de concentrar os balcões, encerrando vários?
É verdade que a Caixa Central quer acelerar o processo de fusões entre Caixas, concentrando-as… ainda na última Assembleia esse assunto voltou a ser debatido. Eu reconheço que há Caixas pequenas que devido à sua dimensão têm dificuldade em cumprir as novas obrigações legais, acima de tudo fora do Algarve. É muito complicado. Em Lisboa, a Caixa Central reconhece que a Caixa de Silves está a funcionar bem, o Banco de Portugal já tem vindo aqui com o cliente mistério e temos tido auditorias e temos conseguido cumprir com a grande globalidade das exigências.

Recentemente vi uma notícia no jornal Expresso sobre a multa que o Crédito Agrícola teve por causa de problemas relacionados com branqueamento de capitais e vinha uma lista de balcões com problemas detetados, e estava lá o balcão de Silves.
Silves não teve problema significativo, fora daquilo que a maioria da Banca já verificou a este respeito. Na medida em que esta é uma área que, do ponto vista regulamentar, tem conhecido importantes e aceleradas alterações, cujos procedimentos levam tempo a incorporar e calibrar. O caso em concreto prende-se essencialmente com aspectos de reforçado controlo, factos do ano de 2014. Entretanto nestes últimos quatro anos e meio, muito foi feito e melhorado na CCAM de Silves, nomeadamente reforçando a eficácia de funções de controlo interno, revendo organogramas, colocando recursos humanos adicionais, bem como implementando investimentos informáticos significativos. Investimentos que muito têm elevados custos internos, e que justificam por todo o Crédito Agrícola a validade de se pensar em algumas fusões. Na nossa opinião, a força da ação da supervisão, também poderia ser colocada em decisões mais rápidas, em termos de aprovação de Órgãos Sociais, já eleitos pela nossa Assembleia Geral. Fomos eleitos em Dezembro e ainda estamos à espera da homologação desde essa altura, veja como as coisas são hoje em dia. Isto é uma amostra das exigências do regulador. Cada vez são mais fortes com os pequenos e fracos com os grandes. As coisas estão muito diferentes, mais exigentes e rigorosas. Mas nós temos actualmente todas as condições financeiras, de organização e de pessoal para cumprir com essas exigências.

Houve há poucos dias as eleições para os órgãos sociais da Caixa Central. As Caixas mais pequenas ainda conseguem ter alguma voz?
A Caixa de Silves tem tido sempre. Estive desde 2004 na CA Seguros, até 2013, saí para o Conselho Consultivo e agora para o Conselho Geral da CA Vida.

E a nível de de associados têm crescido? E conseguem captar jovens?
Temos quase 6000 sócios. Há algum envelhecimento, mas os dados internos mostram que temos conseguido renovar, não só em Lagoa, mas também em Silves. Com base em iniciativas como são exemplo, os protocolos que temos há alguns anos, com agrupamentos escolares em Silves, onde temos conseguido incentivar alguns miúdos e os pais a virem abrir conta. Por exemplo no Agrupamento Escolas Silves Sul já realizamos sessões de esclarecimento para os alunos, com os nossos funcionários, e temos instituído prémios para os melhores alunos, promovendo a meritocracia, o que tem criado algum dinamismo.

As pessoas têm dificuldade em compreender a utilidade de uma instituição deste género para a comunidade?
Por vezes existe alguma incompreensão, diria mais, talvez algum desconhecimento.

Eu tenho dificuldade em entender o porquê de um Município acarinhar pouco o Crédito Agrícola da sua terra. Eu ando por esse país fora e em todo o lado vejo os municípios terem essa atenção, e aqui, muitas vezes, tal não ocorre.

Um exemplo do dia a dia, público e visível a qualquer um que pague através de cartão bancário: nós há alguns anos tínhamos os TPAs nas Piscinas Municipais, passaram para o BPI. O BPI é um banco espanhol. Não faz sentido. Lá em cima, para o Castelo, apresentamos uma proposta mas também ficou para esse banco. Disse isso várias inúmeras vezes aos vários executivos desde então, mas pelo que constamos, na prática, é que não largam os bancos que pouco ou nada deixam nas nossas localidades. Então nós ajudamos os Bombeiros, o Silves Futebol Clube, e mais uma série de outras entidades locais sem fins lucrativos, e a Câmara retribui em que medida? Eu e o dr. Carlos Vargas, presidente da Caixa de Messines, já fomos à Câmara falar sobre este assunto. Vão meter milhões de euros noutros bancos, quando há duas Caixas de Crédito no concelho? E mesmo que o dinheiro esteja na Caixa Geral de Depósitos? É um banco do Estado mas o que é que distribui aqui na comunidade? Eu continuo a dizer que não podemos dar muito, mas vamos sempre dando à medida das nossas possibilidades. Em 2018 fechamos as contas com perto de 850 mil euros de lucro, e demos perto de 30 mil euros às associações. É verdade que não podemos ajudar como antes, mas o que nós damos faz toda a diferença, para essas entidades.

Pensando no futuro desta instituição, ele passa pela fusão com o Crédito Agrícola de Messines?
Na altura eu não era o presidente, mas participei no processo, foi muito transparente, estava tudo escrito em atas, mas depois terminou de uma maneira, em que muitos sócios, aqui em Silves, ficaram sentidos. Mas sendo isso passado, digo agora o mesmo que há 10 anos: acho que faz sentido. Talvez ainda mais sentido faça, atendendo a todas as acrescidas exigências da regulação nesta década, a juntar aos custos de modernização digital, ou passando ainda com a exigência do currículo dos candidatos a órgãos sociais. Exigências essas, que passam não só pela experiência bancária, como também com outras exigências profissionais e académicas, e ainda com disponibilidade para ocupar estes cargos. Por que é que a maior parte das Caixas está a colocar administradores oriundos dos quadros do pessoal? Porque não têm sócios que possam responder a todos enormes os requisitos do Fit and Proper, avaliados pelo Banco de Portugal e Caixa Central.

E pelo que me apercebo, muitos sócios não gostam disso…
Pois não, os sócios não gostam, mas como querem fazer? Deixar de ser cooperativa bancária? Nós não vamos seguir essa via. Por isso temos duas pessoas que vieram do quadro de pessoal, que estão no Crédito Agrícola há muitos anos, que vestem a camisola e sabem o que é este mundo. E tive também a preocupação de ter Lagoa sempre representada, é um compromisso de honra para mim.

Ainda vamos ter a Caixa de Crédito de Silves, Lagoa e Messines?
Eu não apoio esse nome, acho que esses três nomes têm de deixar de existir. Já fiz antes essa proposta e fui votado vencido, paciência, mas eu defendo um nome como Terras do Arade, ou Vale do Arade, ou algo parecido.
Para não manter essa rivalidade?
Precisamente.
As rivalidades entre Silves e Messines ainda continuam…
Eu ainda trabalhei em Messines, no antigo BNU, aliás o acidente que tive foi quando ia para lá, para o trabalho. E nunca consegui perceber porque existe essa rivalidade. Fiz muitos anos parte da Assembleia Municipal, quando havia propostas para Messines votávamos todos, quando era para Silves também votava, nunca alimentei bairrismos e muito menos fundamentalismos.

São algumas pessoas que alimentam isso, mais do que as entidades…
Mas há situações que não se podem alimentar. Veja a situação da fusão das duas Caixas, de Messines e de Silves. Se há 10 anos tivesse sido feita, estaríamos mais fortes. Hoje não sei o que os sócios vão decidir. Tenho falado neste assunto, nas assembleias, explicado as circunstâncias, que dadas as exigências tremendas do Banco Central Europeu, do Banco de Portugal, a surgirem todos os dias, nós temos que criar condições para sermos capazes de responder a estas novas situações. E as Caixas têm de criar essa massa crítica e suporte económico, caso contrário ficarão menos musculadas para fazer face aos desafios que temos pela frente, como procuramos explanar no Posfácio do nosso livro dos 90 anos que, quem tiver curiosidade, poderá consultar.

É possível criar essa massa critica sem fusões, de forma orgânica, mas custará individualmente muito mais a cada Caixa. Por isso, quando a Caixa de Messines veio ter comigo, eu disse que tinha a mesma disposição que há 10 anos atrás.

Fui falar com os meus colegas, eles não disseram que não. E fui falar com os sócios, muitos não disseram que não, mas na Assembleia houve outros que questionaram essa possibilidade. Eu quero que a fusão se faça, mas os sócios é que mandam, eles é que vão dizer. Nós estamos dispostos a negociar e pensamos que seria benéfico. Estamos a conversar e quando tivermos um acordo queremos marcar uma assembleia preliminar para informarmos os sócios sobre as condições. Para os sócios terem uma oportunidade de conhecer os termos e uma oportunidade de debater o assunto e se pronunciarem, antes da decisão final, para não se repetirem as situações do passado.

Sim, em Messines, também há sócios que não concordam, vimos isso quando o Terra Ruiva publicou, há dois meses, uma entrevista com Carlos Vargas, o presidente do Conselho de Administração, em que ele se mostrava favorável a esta fusão.
Nós podemos querer, mas os sócios é que mandam. A proposta que eu apresentei foi para que as Caixas de Silves e de Messines fizessem, no mesmo dia, assembleias preliminares, para “apalpar o terreno”. Se verificarmos que não há condições, não avançamos. Mas na minha opinião, este processo é uma evidência, irá acontecer. Ou agora ou mais tarde. Mas se for mais tarde, não sei em que condições será, porque de certeza que será imposto.

Os capitais próprios e ativos de Silves e de Messines são muito apetecíveis, no Crédito Agrícola. E sendo imposto, aí perdemos todos. Perde-se todo o trabalho que está refletido no livro dos nossos 90 anos, os clientes perdem, os associados perdem, as comunidades perdem.

O que está em questão é que uma eventual imposta centralização regional de caixas agrícolas, de certeza que não vai prever um centro de decisão próximo das pessoas, num dos nossos dois concelhos de actuação. Por isso é preferível tomarmos a iniciativa enquanto temos uma palavra a dizer. Com a eventual fusão passaríamos a ser uma Caixa unida com muito mais peso no Sistema do Crédito Agrícola, e logo passaríamos a ter uma voz mais competente e audível. Isto porque juntando os balanços de Messines (cerca de 100 milhões de euros), e de Silves (que ascende a 200 milhões de euros), ficaríamos com um balanço de mais de 300 milhões de euros, e com Capitais Próprios de mais de 30 Milhões de euros. Uma Caixa unida com uma força que falaria por si, dentro das 15 maiores caixas do país.
O que eu desejo é que Silves e Messines se juntem e façam uma caixa forte. E assim as pessoas de Silves, Messines, e Lagoa continuarão a ter os seus serviços de proximidade, a resolver os seus assuntos nas suas localidades. Sendo Lagoa o nosso melhor mercado potencial, e continuando a haver aqui em Silves, ou Messines, algum dinamismo económico, todas essas pessoas continuarão a ter um acompanhamento próximo.

Ao fim de tantos anos dedicados a esta casa, como avalia esse tempo?
Tem sido muito gratificante. E tenho tido a sorte de trabalhar com colaboradores muito bons, pessoas sérias e também nos órgãos sociais. Pessoas sabedoras, que muito me ensinaram. Estou aqui há 23 anos e sempre gostei. E uma coisa eu noto: quer a Caixa de Silves, quer a Caixa de Messines podem não ter tido os maiores académicos à frente, mas foram sempre dirigidas por pessoas sérias e honestas. E eu gostava que assim continuasse.

E o que lhe falta ainda fazer aqui?
A mim, já pouco me falta. Digo sinceramente, faço este mandato e mais não. Penso sair como saí da Santa Casa de Misericórdia, dentro do meu tempo e com tudo arrumado, com a consciência de ter feito tudo o que podia, com a ajuda de equipas que trabalharam comigo, pessoas formidáveis que muito me ajudaram. Gente aberta que discorda com frontalidade e que conversa até chegar a um consenso, gente com quem vale a pena trabalhar. E nestas funções também andei muito por este país fora, conheci muita gente boa, gente que dinamizou as suas comunidades.

O meu desejo é que o Crédito Agrícola continue, porque os bancos cooperativos, de proximidade, fazem muita falta às economias locais. E que as Caixas continuem a ser geridas pelas pessoas boas da terra.

 

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