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Agricultores de Silves promovem manifestações em Portimão e Lisboa

A Associação de Regantes e Beneficiários de Silves, Lagoa e Portimão anunciou que irá promover duas manifestações de agricultores, para exigir a ligação do sistema de rega que está concluído desde 2015.
A primeira manifestação estava marcada para dia 6 de março, junto à nova ETAR de Portimão e a segunda será no dia 15, em Lisboa, frente ao Ministério da Agricultura.
Os agricultores exigem que entre em funcionamento o novo sistema do perímetro de rega, onde só falta fazer “a ligação ao adutor que liga a Barragem do Funcho à ETA de Alcantarilha”.
Como recorda a Associação de Regantes, esta entidade iniciou em 2002 o “processo de modernização do perímetro de rega, candidatando-se a fundos comunitários” e em “2013 o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural aprovou o projeto de Reabilitação e Modernização do Bloco 1 de Silves. No final desse ano fez-se a adjudicação das obras pelo valor de 6,5M€. “.
A obra concluída aguarda a “autorização da Secretaria de Estado do Ambiente para a ligação ao referido adutor, construído para rega e para abastecimento público”.

Esta obra, afirma a Associação, irá “originar a poupança de 2.000.000m3 de água em perdas pelo sistema de rega obsoleto com mais de 50 anos de idade e 1.000.000Kw/h de energia elétrica por ano”. Esta nova rede de rega fornecerá “água com mais qualidade” dispõe de “sistemas de rega mais eficientes, maior liberdade no horário de rega, maior liberdade na escolha de culturas, pois possibilita a rega em qualquer altura do ano, diminui os custos de produção”.

Em “2017 a Assembleia da Republica aprovou uma recomendação ao Governo para que autorizasse a ligação”, o que ainda não aconteceu.

Recorde-se que o Ministério do Ambiente tem  defendido que a obra não foi licenciada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e que o sistema não pode ser utilizado com o recurso à água proveniente da albufeira do Funcho, dado esta ser de menor qualidade e, por este motivo, pôr em causa a abastecimento público do barlavento algarvio, pelo que entende que é necessário voltar ao projeto inicial, em que estava prevista a construção de uma estação elevatória.

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