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“O Infante D. Henrique, Alcaide de Silves” – obra lançada pela Câmara Municipal

O Infante D. Henrique, essa figura tão emblemática da História de Portugal, também residiu na cidade de Silves, tendo sido seu Alcaide-mor.
Esse período menos conhecido da vida da cidade é o tema da obra “O Infante D. Henrique, Alcaide-mor de Silves”, editada pela Câmara Municipal de Silves.

O Infante D. Henrique foi nomeado Alcaide da cidade em 1457, embora a sua ligação com a cidade fosse mais antiga, havendo documentos que o colocam aqui, em 1444, quando vem pedir a colaboração do Bispo do Algarve, para equipar uma caravela que participou, em 1446, na descoberta da costa ocidental africana.
D, Henrique, assim como importantes vultos ligados aos Descobrimentos permaneceram na cidade de Silves, cidade-berço de Diogo de Silves que, em 1427 descobriu os Açores e que era uma das pessoas que faziam parte da Casa do Infante.
Investigações mais recentes no Castelo de Silves, por responsabilidade de Rosa Varela Gomes, da Universidade Nova de Lisboa, defendem que a alcaidaria manteve-se bem conservada até, pelo menos, 1573, dado que nesse ano ali terá pernoitado o rei D. Sebastião. Nesta alcaidaria, o Infante terá promovido os primeiros ensaios referentes à produção de açúcar, cuja produção promoveu inicialmente no Algarve e depois na ilha da Madeira.

Na apresentação desta obra esteve presente Rosa Palma, presidente da Câmara Municipal de Silves, que sublinhou o desejo que a autarquia tem de divulgar a ligação do Infante D. Henrique “ figura histórica mundialmente reconhecida” com a cidade de Silves, à época a cidade mais importante do Algarve.
A presidente destacou ainda o imenso legado histórico da cidade, defendendo que é a riqueza do seu passado histórico que a torna “diferente”.
Miguel Cabrita, técnico da Câmara Municipal, considerou também que há necessidade de aprofundar os estudos sobre o papel de Silves nos Descobrimentos, pois “de Lagos partiam as armadas, mas Silves é que tinha o capital e a construção naval foi feita em Silves”, cidade que também viu nascer muitos dos marinheiros que participaram na expansão portuguesa.

Sobre esta obra, Miguel Cabrita adiantou ainda que a mesma resulta de um “encontro realizado há 10 anos atrás, por iniciativa da Câmara Municipal que pedira a vários historiadores nacionais que voltassem a ler as fontes, com enfoque sobre Silves e o Algarve”.
Comemorava-se então os 550 anos da nomeação do Infante como Alcaide-Mor de Silves.
Apesar do trabalho dos historiadores ter sido realizado, a obra não foi publicada, vendo agora a luz do dia, em maio de 2017 – na passagem dos 560 anos.
Um facto que em nada lhe retira o interesse.
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