Encontra-se em processo de consulta pública, o projeto de uma nova célula do Aterro Sanitário do Barlavento, localizado no concelho de Portimão, junto ao limite com o concelho de Silves.
Até ao dia 22 de setembro, na CCDR Algarve ou no Portal Participa, (http://participa.pt/), os interessados podem consultar e dar a sua opinião sobre a documentação referente ao procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do projeto de “Construção da nova célula E do Aterro Sanitário do Barlavento”, em fase de projeto de execução, localizado na freguesia e concelho de Portimão.
O projeto de construção da nova célula E do Aterro Sanitário do Barlavento, consiste na ampliação da infraestrutura existente, com uma área aproximada de 98.900 m². A célula E destina-se exclusivamente à deposição de resíduos sólidos urbanos e será ativada após o encerramento da célula D, atualmente em exploração.
No Resumo Não Técnico é dito que se considera que este projeto “é suscetível de provocar impactes significativos no ambiente”, pelo que “deverá ser sujeito a Avaliação de Impacte Ambiental.
Destaca-se “a existência de duas espécies com estatuto de conservação desfavorável cuja presença foi confirmada durante os trabalhos de campo, a águia-de-Bonelli (Aquila fasciata) e o carraceiro (Bubulcus ibis). Das 16 espécies de mamíferos terrestres não voadores que podem ocorrer na área, apenas foi confirmada a presença de uma espécie com estatuto de conservação desfavorável, o coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus). Quanto à ictiofauna dada como potencial na ribeira da Boina, apenas foi confirmada a presença de uma espécie endémica da península Ibérica, o verdemã-comum (Cobitis palúdica).”
Relativamente aos recursos hídricos, refere-se que o projeto se insere na bacia Hidrográfica da ribeira da Boina que é afluente do Rio Arade e que “a atividade humana, como a indústria, a agricultura e o turismo, tem afetado a qualidade da água, causando poluição com substâncias como azoto e fósforo. O Aterro Sanitário do Barlavento é uma fonte de poluição no setor jusante da ribeira da Boina, designadamente ao nível de carência bioquímica de oxigénio e azoto”.








