O ciclone pós-tropical ERIN, que tem provocado ondulação significativa no mar, já se faz sentir também em Armação de Pêra.
As ondas percorreram o areal levando consigo espreguiçadeiras, toldos e chapéus de sol, provocando estragos em estruturas e equipamentos e causando prejuízos, principalmente nas concessões de praia. De manhã, a bandeira vermelha encontrava-se içada e os operadores marítimos estavam impedidos de fazer as suas excursões, devido ao estado do mar.
Ontem, o ERIN já tinha obrigado à fuga de vários banhistas, apanhados nas zonas de praia onde existe menos areal e que ficaram submersas com a maré cheia.

O alerta emitido pela Autoridade Marítima Nacional, que previa um agravamento das condições meteorológicas e da agitação marítima, a partir do dia de ontem (dia 25), com ondas de quatro metros que podem chegar aos sete metros, indica que estas condições devem permanecer até ao meio dia de amanhã (quarta-feira).
Também o Instituto Português do Mar e da Atmosfera avisou para esta agitação marítima forte, uma situação pouco frequente em agosto que resulta do posicionamento do ciclone pós-tropical Erin, atualmente localizado a oeste dos Açores.
A Autoridade Nacional da Proteção Civil lembra que estas previsões terão ainda impacto no “aumento da intensidade das correntes marítimas junto à costa” e durante o período de maré cheia, “o nível da água deverá subir significativamente, podendo fazer com que algumas praias fiquem temporariamente sem areal disponível”.
A ANEPC recomenda à população que se proteja e que adote “comportamentos adequados”, sobretudo nas zonas costeiras:
- frequentar praias permanentemente vigiadas;
- respeitar a sinalização das bandeiras e das praias;
- respeitar as indicações dos nadadores-salvadores, dos agentes da autoridade e dos elementos que reforçam a vigilância nas praias;
- vigiar permanentemente as crianças;
- não se colocar debaixo de arribas instáveis;
- reforçar a amarração e manter uma vigilância apertada das embarcações atracadas e fundeadas;
- evitar passeios junto ao mar ou em zonas expostas à agitação marítima, de que são exemplo os molhes de proteção dos portos, arribas ou praias, evitando ser surpreendido por uma onda;
- não praticar a atividade da pesca lúdica, em especial junto às falésias e zonas de arriba frequentemente atingidas pela rebentação das ondas, tendo sempre presente que nestas condições o mar pode facilmente alcançar zonas aparentemente seguras.








