A interrupção das obras de recuperação e reabilitação da Ponte Velha sobre o Rio Arade, na cidade de Silves foi um dos temas abordados na sessão da Assembleia Municipal de Silves, que decorreu no dia 30 de junho.
Na sessão, o Executivo da Câmara Municipal de Silves foi questionado pela bancada do PS, sobre o que levou à interrupção dos trabalhos e as medidas que a autarquia estaria a tomar para corrigir esta situação, que poderá, eventualmente, significar um perigo para a própria ponte, se o caudal do rio aumentar e e arrastar destroços que possam ficar presos nos andaimes, como apontou a bancada do PSD.
A resposta foi dada pelo vereador do Pelouro das Obras Municipais, Tiago Raposo, que lamentou a situação, tanto mais que só ao fim do terceiro concurso público para a execução desta obra foi possível iniciá-la. No entanto, como explicou o vereador, a empresa responsável abandonou a obra, sem qualquer aviso ou explicação, “desapareceu e ao que tudo indica abriu falência”, quando estavam executados apenas 25% a 30% dos trabalhos.
O vereador Tiago Raposo informou que a Câmara Municipal fez a denúncia do contrato com a empresa à qual foi adjudicada a obra e já se encontra “a ver preços de mercado, que são agora muito diferentes do que eram há dois ou três anos atrás” e que têm sido feitos contatos com empresas da área para saber do seu interesse e disponibilidade, uma vez que a autarquia quer “lançar os procedimentos com a máxima urgência”.
Sobre os andaimes que permanecem na ponte, o autarca esclareceu que estes não pertencem à referida empresa, mas sim a um subempreiteiro e que foi combinado que irão permanecer, uma vez que são necessários à retoma dos trabalhos, pelo que não fazia sentido retirá-los. “A estrutura está colocada de forma que a linha de água pode correr”, adiantou Tiago Raposo.
No entanto, o vereador não deixou de expressar a sua preocupação, uma vez que “a ponte não se encontra agora em melhores condições do que estava anteriormente”, só com uma parte dos trabalhos concluída, e reafirmou o compromisso da Câmara de Silves de resolver esta questão, que afeta um património tão importante para a cidade, o mais rapidamente possível.







