Foi recentemente apresentado o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), para a região do Algarve. Uma das novidades deste ano diz respeito ao reforço com mais uma Equipa de Sapadores Florestais (ESF), operacionalizada no Município de Silves.
Este Dispositivo “ que se encontra maximizado, financiado pela administração central, local e entidades detentoras dos Corpos de Bombeiros (CB), reforça a Força Mínima de Intervenção Operacional (FMIO) em cada um dos 16 concelhos algarvios e afeta meios e recursos dedicados dos demais Agentes de Proteção Civil (APC), Organismos e Entidades” com a finalidade de garantir, em permanência, a resposta operacional adequada e articulada a ocorrências de incêndio rural”.
De acordo com as “lições aprendidas” nos últimos anos, a estratégia para este verão passa pela consolidação das Bases Temporárias de Estacionamento de Meios de Combate em locais estratégicos, com duas Brigadas de Combate a Incêndios (BCIN Barlavento e BCIN Sotavento) e mobilização de dois Grupos de Combate a Incêndios (GCIN) dos Bombeiros do Algarve e da Companhia de Ataque Estendido (CATE) da Unidade de Emergência Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana (GNR).
Haverá também duas Equipas de Reconhecimento e Avaliação da Situação (ERAS) de nível regional, e 16 de nível municipal, coordenadas pelos respetivos Serviços Municipais de Proteção Civil, assim como uma Equipa Tática de Empenhamento de Máquinas de Rasto (ETEMR), operacionalizada por bombeiros habilitados para o efeito, que será este ano reforçada.
Pretende-se também reforçar a proximidade com as juntas de freguesia, conhecedoras do território e das populações, bem como garantir a rápida mobilização de meios aéreos, nomeadamente da parelha de Aviões Bombardeiros Médios (AVBM) operacionalizados a partir do Aérodromo Municipal de Portimão, no período compreendido entre 1 de junho e 15 de outubro.
Pretende-se também investir na atualização tecnológica das estruturas de comando, controlo e comunicações para otimizar a utilização das novas tecnologias de informação, nomeadamente da plataforma FEB Monitorização, partilhando entre todas as entidades as informações relevantes sobre as ocorrências e a situação em curso, em tempo real.
As alterações significativas para 2024 são:
- Aumento da compensação atribuída aos Bombeiros que integrar o DECIR, pela a ANEPC (+ €3,10€) e pela Comunidade Intermunicipal (+ € 3,00).
- Acréscimo de 1 (uma) Equipas de Intervenção Permanente (EIP), totalizando 36 EIP na Região.
- Acréscimo de 1 (uma) Equipa de Sapadores Florestais (ESF), operacionalizada no município de Silves.
- Otimização do sistema logístico na vertente da gestão e controlo das atividades de sustentação das operações.
- Reforço dos mecanismos de controlo da segurança nos Teatros de Operações através de uma equipa de Adjuntos de Segurança preparados para operações complexas.
- Reforço da Informação Pública através da preparação e envolvimento de técnicos de comunicação das autarquias no Posto de Comando Operacional.
Ao nível das Medidas Operacionais de Antecipação, através do Centro de Coordenação Operacional Regional (CCOR), em função do processo permanente de análise de risco, e por conseguinte o incremento de níveis dos estados de prontidão, do histórico das ocorrências, do envolvimento do dispositivo e da situação operacional na Região, será(ão):
- Antecipadas as ações de vigilância e fiscalização nas zonas historicamente mais vulneráveis aos incêndios rurais;
- Pré-posicionados meios de ATI e/ou ataque ampliado ATA e recursos diferenciados, no território, em Locais Estratégicos de Pré-Posicionamento (LEPP);
- Constituído mais 1 (um) Grupo de Combate a Incêndios (GCIN), com recurso ao efetivo mobilizável dos CB;
- Levadas a cabo ações de sensibilização e informação pública, materializadas pelo patamar municipal da proteção civil, contando com os diferentes atores locais do SGIFR;
- Solicitado ao Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil (CNEPC ), o empenhamento de Equipas das Forças Armadas (FFAA) para realização de ações de patrulhamento, vigilância e deteção nas áreas historicamente mais vulneráveis e com maior risco de incêndio rural, em complemento e articulação com os dispositivos de vigilância existentes nos respetivos municípios, coordenados pela Guarda Nacional Republicana,
- o pré-posicionamento de grupos de reforço para combate a incêndios rurais (GRIR), na Região, para o rápido reforço dos teatros de operações.
“E porque a cultura de segurança constrói-se e a Proteção Civil somos TODOS, o Algarve conta com cidadãos mais sensibilizados, o que nos torna consequentemente um destino turístico mais seguro e resiliente”, lembra ainda o CNEPC.



