Os números elevados e a perspetiva de ainda vir a haver algum aumento dos mesmos faz com que a situação epidemiológica no Algarve seja “preocupante” nas palavras da delegada de Saúde do Algarve, Ana Cristina Guerreiro.
Segundo os dados apresentados hoje, dia 6 de dezembro, no Algarve existem atualmente 35 surtos ativos dos quais 20 em escolas da região e dois em lares de idosos, um destes de “alguma dimensão”, mas, entretanto, “já estabilizado”.
Há 171 alunos infetados pelo novo coronavírus e 2.487 em isolamento profilático, 20 funcionários infetados e 345 em isolamento e um total de 111 turmas em isolamento.
No que respeita aos números totais, a região contabilizava no passado sábado, dia 4 de dezembro, um total de 3.339 casos ativos de covid-19 e estavam internadas nos hospitais 88 pessoas, 20 das quais nos cuidados intensivos sendo que 14 se encontravam ventiladas.
A taxa de incidência de covid-19 tem sido “predominante” na faixa etária dos 30-39 anos, seguindo-se a de 40-49 anos, “com crianças em idade escolar”, enquanto os mais idosos “têm sido poupados”.
Quanto ao perfil dos doentes internados nos cuidados intensivos, há alterações na sua idade, uma vez que são mais novos e “sensivelmente 50 por centos não estão vacinados” segundo a delegada de Saúde. A mesma acrescentou que se têm verificado alguns óbitos de pessoas mais novas “ entre 40 e 60 anos”, quase todos com comorbilidades e algumas não vacinadas.
No que se refere à situação nos hospitais do Algarve, o presidente da ARS Algarve garante que os números estão muito longe dos verificados anteriormente, e que a pressão na capacidade hospitalar está “muito longe daquilo que são os números da chamada terceira vaga”, entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021.
Segundo Paulo Morgado, no hospital de Faro, essa capacidade ainda não está no limite e pode ser aumentada bem como no Hospital do Barlavento e nas duas unidades contratualizadas com privados, em Faro e Lagos.







