Toda a tomada de consciência é identificada como uma transformação do próprio ser.
A consciencialização não é nada mais, nada menos, do que tomar consciência da sua própria consciência. Onde é a mesma o leva, a que atitudes, quer verbais, quer físicas.
É todo um processo de avaliação própria do ser, que faz com que tenhamos conhecimento mais preciso de um facto interno. Podendo o mesmo vir a ser alterado e adaptado às condições do momento.
A consciencialização leva-nos a olharmo-nos por detrás dos olhos que vemos, ou seja, a observar a nossa visão sobre nós próprios.
Deixamos a observação do exterior, e as comparações aos semelhantes, e passamos a observar na realidade quem somos, como somos.
Uma vez que a interpretação da observação é mutante, nem sempre regular, podemos e devemos aplicar às nossas ações/reações aquilo que verdadeiramente nos é genuíno, sem que nos maltrate, a nós próprios e a quem nos rodeia.
Assim como a aceitação das ações/reações exteriores, que é um belo exercício para a paciência e resiliência. A aceitação não quer dizer que concorde, quer dizer que consegue observar interiormente o que está a sentir no momento presente.
Cada ser humano, desde o momento do seu nascimento, é interpretado por quem o rodeia, sendo atribuído um significado ao que é e ao que faz, desde o momento que começa a viver, inevitavelmente. As interpretações que são atribuídas nunca são acertadas, pois as mesmas provêm de uma observação externa de outro ser.
Partindo do princípio que a sua visão sobre si é essa interpretação que lhe fizeram, o processo a fazer para uma consciencialização profunda de si próprio e sobre si mesmo, é livrar-se dessas observações. E iniciar um processo de desenvolvimento interno para que se conheça e se reconheça a sim mesmo.
Para que possa entender se se conhece verdadeiramente a si próprio, basta verificar se tem necessidade de procurar respostas, razões ou motivos externos a si. Pois ao efetuá-lo está a desacreditar a sabedoria que tem dentro de si, acabando por menosprezar as suas qualidades e capacidades internas, atribuindo o que é válido ao exterior. Todas as respostas estão dentro de si, é preciso escutar melhor o que o seu interior diz, pois tudo o que tenha a ver com as suas emoções, sentimentos e o seu caminho a prosseguir na vida, estão dentro de si.
Outro dos fatores a verificar para uma melhor consciencialização, é tentar identificar se nas suas interpretações se compara com os demais. As comparações levam-nos, na maior parte das vezes, abaixo e não nos deixam evoluir.
Dedique-se a si mesmo, esta é uma tarefa que se chama vida, o verdadeiro processo de cá estar a vivenciar, e todo o esforço empregue em si vale sempre a pena. Pois permite-lhe alcançar um maior grau de consciência, de independência, de liberdade e de segurança.
Não negue a si próprio a oportunidade de velejar pelos desafios e o milagre mais importante – que é você mesmo.
Permita-se!







