Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: O fim da História (ou talvez não)
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Terra Ruiva > Opinião > O fim da História (ou talvez não)
Opinião

O fim da História (ou talvez não)

António Eugénio
Última Atualização: 2022/Mar/Qui
António Eugénio
4 anos atrás
Partilhe
PARTILHE

Quando, em 1992,  Francis Fukuyama argumentou na sua obra fundamental “O fim da História e o último homem”, que a derradeira forma de governação da humanidade se traduziria na democracia liberal, poucos foram os que duvidaram. A União Soviética acabara de se dissolver e os Estados Unidos da América emergiam como vencedores da Guerra Fria. As democracias liberais do Ocidente, com valores tais como separação de poderes, imprensa livre, liberdade de expressão, estado de direito, direito à propriedade privada e proteção de direitos civis e políticos, apresentavam os maiores níveis de desenvolvimento económico e o seu modelo de governação tinha-se paulatinamente implantado no mundo desde o Pós-Guerra, desde Portugal ao Chile. A queda da União Soviética engrossou as fileiras das democracias liberais; por um momento parecia que realmente estaríamos no fim da História.

E no entanto, e parafraseando Oscar Wilde, a morte das autocracias e ditaduras foram grandemente exageradas. Hoje em dia estes regimes perduram em vários pontos do globo, de formas mais ou menos diferenciadas e mais ou menos repressivas, mas que impõem as suas vontades sobre populações inteiras, desprovidas de plenos direitos que nós no Ocidente muitas vezes damos como garantidos. A democracia é algo frágil, assim como os associados direitos, liberdades e garantias que desfrutamos; a Freedom House, organização que analisa anualmente o estado das instituições democráticas no mundo reportou que as democracias liberais no mundo têm decaído ligeiramente desde 2005. Nada é garantido.

Enquanto escrevo estas linhas, a Federação Russa trava uma operação militar “de manutenção de paz” em território ucraniano, um eufemismo para uma invasão a larga escala de um território de um país soberano. O conflito ameaça escalar em amplitude e intensidade com a comunidade internacional, nomeadamente a União Europeia e os Estados Unidos da América, a implementar sanções contra a Federação Russa, com consequências gravosas para a população russa. Trata-se de tensão nunca vista desde a Segunda Guerra Mundial no panorama geopolítico.

Muitos consideram que as razões que levam ao conflito são complexas e que o Ocidente e a NATO têm culpa no cartório, com a sua expansão para leste, para os membros da antiga esfera de influência soviética. Paradoxalmente este conflito acaba por validar a existência da NATO por décadas, ao justificar a necessidade de defesa perante um poder beligerante antagónico. Sejam quaisquer que forem as razões apresentadas pelos opositores à NATO, há factos que não podemos escamotear: foi violada a integridade territorial com uma força militar substancial, por parte de um país de regime musculado, que já demonstrara anteriormente intenções perigosas para a ordem internacional. A invasão da Geórgia em 2008 é quase uma “prequela” do que se passa hoje na Ucrânia; aí também a intenção da Geórgia em juntar-se à NATO serviu como justificação para uma campanha agressiva, bem como o reconhecimento das repúblicas separatistas da Abekhazia e Óssétia do Sul. Aí, a comunidade internacional pouco fez, para além de pálidas objeções. Quando em 2014, a Federação Russa ocupou a Crimeia com relativa facilidade e pouca resistência, também a comunidade internacional pouco fez, procurando amenizar as inclinações militaristas russas. Hoje, mais uma vez, a Rússia pretende condicionar a governação e autodeterminação de um país soberano, minando a capacidade da Ucrânia em decidir o seu próprio destino.

A vigorosa tomada de posição da União Europeia e dos Estados Unidos da América representa a consciencialização de que estão em jogo mais do que meros interesses geopolíticos; a contínua agressividade da Rússia representa uma ameaça ao nosso modo de vida, à nossa independência política, à nossa visão do mundo e ao nosso modelo de democracia liberal.

Talvez o mais chocante desta guerra é o reconhecimento que a Ucrânia é, em tantas maneiras, muito semelhante a nós. Até há poucas semanas, as pessoas estavam mais preocupadas com as suas vidas mundanas e com as suas carreiras: o que comprar no supermercado, as aulas dos filhos, qual a série que iriam ver. Hoje, essas pessoas preocupam-se com o movimento das tropas, das saraivadas de mísseis e com os mantimentos que têm para aguentar os próximos dias. Arquitetos, contabilistas, trabalhadores de supermercados, pessoas comuns lidam com a realidade da guerra nas suas casas.

O’Brien, um dos personagens do livro distópico de George Orwell, relata que o futuro da humanidade seria o da repressão, representado por uma bota na cara, para sempre. Há que empurrar a bota.

 

Um lápis na mão de um escravo
Os primeiros jogos de futebol em SB Messines há 100 anos
Ventos do passado
Confiança local, incerteza nacional
Tempo: o melhor presente para os filhos
TAGGED:António Eugéniofim da história
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorAntónio Eugénio
Natural de São Bartolomeu de Messines, nascido em 1983. É licenciado em Economia e Mestre em Marketing pela Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, tendo efectuado pós-graduações na área das Finanças Empresariais e da Fiscalidade. É membro efetivo da Ordem dos Economistas e da Ordem dos Contabilistas Certificados. Gestor de profissão, interessa-se especialmente por desenvolvimento regional e territorial e é doutorando em Gestão de Inovação e do Território na Universidade do Algarve.
Artigo Anterior Encontro de Escolas de BTT em Messines
Próximo Artigo Messines recebe Campeonato Nacional de Andebol em Cadeira de Rodas
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Mercadinho de Natal em Messines
Concelho
Apresentação de livro de Paulo Grogyta dos Reis, no Algoz
Cultura Sociedade
Mercadinho de Natal em Silves
Concelho
Caminhada Solidária em Messines
Desporto
Programa Bairro Feliz – Há um projeto vencedor em Armação de Pêra
Concelho

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?