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Arquivos Tags: Memórias Breves

Memórias Breves (14) – “Les Misérables”

Iniciei a minha leitura desta obra universal que o escritor francês, Victor Hugo publicou, a 3 de Abril de 1862. Eu era um garoto que havia feito o meu exame, na época, dito de 4.ª classe, quando o meu avô-padrinho me levou à leitura desse admirável romance. Lembro: “Vem cá. Já sabes ler. Já és um “homem”. Dito numa alegria. Fomos ao lugar de guardar o que não deveria estar à vista: num baú, cerrado, estava a sua “biblioteca” coberta de roupa. Retirou um grosso livro. Levou-me para uma pequena divisão a que se dizia ser “sala”. Eu olhei o …

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Memórias breves (14) – Os coletes Jaune e Amarelo

Os coletes Jaune e Amarelo A Europa está turbulenta. Em França chegaram les gilets Jaunes; em Portugal, os coletes amarelos. O populismo avança nesse inebriante poder. Os gauleses vieram num pedido de valorização ao trabalho, segundo afirma o sociólogo da Universidade de Lille, Vann le Lann, especialista do Trabalho e coordenador no inquérito colectivo, entre outros professores de investigação, que analisaram os movimentos, em Paris e em todo o território dos “Gilets Jaunes”. O sociólogo de Lille estima que a identidade do movimento, está centralizada sobre o reconhecimento do trabalho. No conjunto, afirmam os sociólogos, este tornou-se um assunto pessoal, …

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Memórias Breves (13) – A cidade das minas

ERA véspera de Natal quando desembarquei na gare do primeiro comboio que se iniciara em França, a gare de Chateaucreaux, na capital de La Loire. Caía um nevão, naquela noite, que me reteve no imóvel centenário de tijoleira vermelha, nesse respeito do tempo histórico. Aguardei por um táxi. Mas nada se movimentava nessa noite de 24 de dezembro. Um funcionário conduziu-me a uma pequena sala de espera onde mais três passageiros  se encontravam, aguardando. Certamente, numa cidade como Paris, tal amabilidade não viria ter comigo. Eu e os outros passageiros ficamos aguardando que o nevão passasse. Éramos todos jovens e …

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Memórias breves (12) – Silves num contexto cultural, político e religioso

Em Março de 2017 publicara em “TERRA RUIVA”, um estudo histórico, político/religioso sobre o bispo designado para o ”reino do Algarve”, em 1333, de nome Álvaro Pais. Um natural da Galiza, bispo indicado por Afonso XI de Castela, e dedicado a esse reino. Como sabemos, as intenções dos reis de Castela, do X ao XI, as  suas pretensões foram numa constância da posse e domínio do Algarve. Se é certo que o papa Inocêncio IV, em 1245, pelo Concílio de  Lyon (França), negociou com  Afonso, futuro III de Portugal, que se tornaria no conquistador do Algarve (1249) numa exigência em …

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Memórias Breves (11) “Viver África em tempo de guerra”

“Viver África em tempo de guerra” ´ ADÉRITO FERNANDES VAZ, para além de jurista do CENTRO Regional de Saúde do Algarve, enquanto no activo, nunca abandonou, em jornalismo, os acontecimentos, fazendo parte da “família” jornalística algarvia. Ainda a publicação em edições de temática histórica regional. Vários livros publicados. No seu penúltimo livro editado em 2017, traz uma memória de guerra por Moçambique. Assim foi o tempo moroso, em plena selva daquela antiga colónia africana, gerida pelos governos, antes do 25 de Abril. Sempre trocámos livros, conteúdos históricos, e este viver em África em tempo de guerra tocou-me. É essa memória …

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Memórias Breves (9) – Reviver a Estravanca

MESSINES REVIVER A “ESTRAVANCA” = Recordo o meu tempo de juventude, antes de deixar a minha TERRA, nos bailes de carnaval. Terminada a festa, outra surgia, no sentido divertido mas, fisicamente “violenta”: era a dança da estravanca. Uma dança secular que se foi passando de geração a geração. Eu julgo que essa herança virá dos tempos trágicos e violentos das guerrilhas do Remexido, no início do século XIX. Recordo os rapazes, homens jovens, assim considerados, garbosos. Os mais novatos não entravam nesses movimentos rápidos, eram só homens maduros, vintistas (não sectários do vintismo), nesses contorcidos, de pernas audazes, movimentos másculos, …

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Memórias Breves (8)- Três poetas cristãos e revolucionários

TRÊS POETAS CRISTÃOS E REVOLUCIONÁRIOS – Eles vêm dos séculos XIX e XX: O João, o Bernardo e o Pablo. Só o último conheci num encontro, na chamada Ilha de França, por onde o rio Sena se divide, e depois se abraça, e onde se ergue a mais antiga catedral do país: Notre Dame de Paris. Mas vamos ao “primeiro” encontro: o João, nascido em Messines, no ano de 1830. O tempo das tragédias, como os cronistas do tempo nos deixaram testemunhos em narrativas, em tragédias políticas e moralistas , como Camilo Castelo Branco, nos narra nas suas “Memórias do …

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Memórias Breves (7) Entre Céu e Inferno

ENTRE CÉU E INFERNO = Nos meus tempos, de garoto, quando entrava na Igreja de S. Bartolomeu, o Padroeiro da minha terra de Messines, passando pela capela chamada das “Almas”, fechava os olhos, em receios, porque a minha professora primária, muito crente, diria “excessivamente beata”, introduzia-nos os medos do inferno. E aquela capela que se integra no conjunto das restantes, influía-me esses receios.   Essas memórias infantis, levaram-me a contar no meu livro “As Tentações de Maria Lua “, publicado em 2010, uma narrativa sobre essa capela oitocentista. Acontece que no passado dia 7 de Março, revisitando a igreja e …

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Memórias Breves (6) Terra Ruiva nº 200

Terra Ruiva entra no seu 200.º número de publicação, e Paula Bravo na sua direção. O mensário tem sido uma escola para gente que, nas suas áreas profissionais, se entrega em colaboração, nas suas horas de lazer. Mas não será uma forma dos colaboradores, entrarem nessas vontades “adormecidas”, e que despertam para um contributo auto/plural? Deixemos estas divagações e vamos ao proveito do Terra Ruiva para a informação, nas suas pluralidades, ao encontro do leitor do concelho, aos ausentes dele, que refletem nas palavras escritas, nas ideias transmitidas. Nas imagens! E nessa globalidade se forma, se constrói um mensário, também …

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Memórias Breves (4)

JOSÉ VITORIANO, O ENCONTRO = Estávamos em 1978. Havia iniciado um “DOSSIER UNIVERSIDADE DO ALGARVE”, desde 3 de Junho de 1977. Debatia-se, na Assembleia da República, a criação dos Estudos Superiores para o Algarve. Decisão polémica que se transformou em capricho político. Assim sendo, cria-se uma dificuldade de unanimidade exigida. Publiquei estudos sobre a utilidade desse “instrumento“ do ensino superior, tão pedido, pelos séculos, desde a visita real de D. Dinis, a Faro, ao Filipe ocupante, sem resultados positivos. Para o Algarve, a universidade seria um “desperdício”, na apreciação de alguns senhores “superiores”. Mas há Homens que afirmavam a necessidade …

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