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História & Património

Memórias Breves (10) Agosto de Má Memória

AGOSTO DE MÁ  MEMÓRIA =  Apontamentos diversos em que Monchique esteve no cerne dos acontecimentos graves e que  perdurar-se- ão nas nossas memórias pelas tragédias cometidas, que só há ambição e mais ambição, nas palavras do pastor da serra de  Monchique, José Casimiro Duarte, em que : A ganância deu cabo da nossa serra! Que voz é essa da razão. A que se juntaram outras vozes e alguns silêncios, a ministra da agricultura, do anterior governo, nessa determinação em autorizar, plenamente, a plantação desse fósforo, chamado eucalipto.  Hoje penso, nessa vontade e continuidade do lucro rápido e das mortes concretas …

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Auto de Posse do Castelo de Silves

Em Silves, no edifício da Câmara, encontra-se patente, até ao final do mês de setembro, a Exposição do Arquivo Municipal com o tema “Auto de Posse do Castelo de Silves”. A exposição é acompanhada de imagens e documentos. O Terra Ruiva colabora com esta iniciativa do Arquivo Municipal publicando uma versão resumida do texto da exposição. A versão integral está disponível aqui: Expo_DM_Setembro_2018   Auto de Posse do Castelo de Silves O Castelo de Silves localiza-se no ponto mais alto da colina sobre a qual assenta a cidade e representa, na atualidade, uma das mais notáveis obras de arquitetura militar que …

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Percurso “A arte do latoeiro”, em Messines

Começa no Museu do Traje, à entrada da vila de São Bartolomeu de Messines, segue em direção ao centro histórico, serpenteia nas “ruas de cima” e termina no Largo João de Deus, na casa onde nasceu o poeta/pedagogo. Este é o traçado do Percurso “A Arte do Latoeiro” que nos leva a descobrir, suspensas em vários edifícios da vila, as peças de latoaria que foram efetuadas pelos artesãos que frequentaram o curso de latoaria que decorreu em São Bartolomeu de Messines, com o propósito de reativar uma arte e ofício que se encontrava praticamente extinta no Algarve. No dia 24 …

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A iluminação dos edifícios históricos

Hoje em dia os “visitantes nocturnos” dos nossos monumentos e centros históricos atingiram um número e importância que até há poucos anos não imaginaríamos. Este facto deve-se em muito ao crescimento de alojamentos locais, hostels e outras unidades turísticas, que aumentaram as pernoitas nas localidades e consequentemente os passeios nocturnos dos hóspedes. A iluminação dos edifícios históricos, embora anterior a este crescimento, apresenta aqui um papel único para o conhecimento do nosso património edificado e realce da monumentalidade de um edifício ou conjunto arquitectónico. Se estamos de acordo que se evidencie o nosso património à noite, de forma a dar …

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Memórias Breves (9) – Reviver a Estravanca

MESSINES REVIVER A “ESTRAVANCA” = Recordo o meu tempo de juventude, antes de deixar a minha TERRA, nos bailes de carnaval. Terminada a festa, outra surgia, no sentido divertido mas, fisicamente “violenta”: era a dança da estravanca. Uma dança secular que se foi passando de geração a geração. Eu julgo que essa herança virá dos tempos trágicos e violentos das guerrilhas do Remexido, no início do século XIX. Recordo os rapazes, homens jovens, assim considerados, garbosos. Os mais novatos não entravam nesses movimentos rápidos, eram só homens maduros, vintistas (não sectários do vintismo), nesses contorcidos, de pernas audazes, movimentos másculos, …

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Inauguração do percurso “A Arte do Latoeiro” em Messines

A Arte do Latoeiro, um projeto que tem estado a ser desenvolvido em São Bartolomeu de Messines há cerca de dois anos, visando a recuperação desta arte em vias de extinção, tem um novo ponto alto no dia 24 de agosto, com a inauguração de um percurso visitável dedicado à latoaria. O programa de inauguração tem início, pelas 18h30, junto ao Museu do Traje e das Tradições. Será feita uma sessão de boas vindas. Pelas 19h, serão percorridas as ruas que integram o percurso, com o acompanhamento da Banda Mata Bicho e da Classe de Ginástica da Casa do Povo …

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Festival da Cerveja, do Castelo para a baixa da Cidade

Exposição “Festival da Cerveja, do Castelo para a baixa da cidade”  Em Silves, no edifício da Câmara, encontra-se patente, até ao final do mês de julho, a Exposição do Arquivo Municipal com o tema “Festival da Cerveja, do Castelo para a baixa da cidade ”. A exposição é acompanhada de imagens e documentos. O Terra Ruiva colabora com esta iniciativa do Arquivo Municipal publicando uma versão resumida do texto da exposição. A versão integral está disponível aqui: Expo_DM_Julho_2018   Festival da Cerveja, do Castelo para a baixa da Cidade   O Festival da Cerveja teve a sua primeira edição em 1978, organizado …

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Villa romana da Corte revela os seus segredos

Entre 2009 e 2014 decorreram as escavações da villa romana da Corte, descoberta na freguesia de São Bartolomeu de Messines. Agora, uma exposição no Museu Municipal de Arqueologia de Silves revela como era essa villa, quem lá habitava e como viviam essas pessoas. Para completar o puzzle falta decifrar a inscrição de placa de mármore encontrada, que atrai a curiosidade internacional. A Villa Romana da Corte é o primeiro complexo edificado do período romano localizado no barrocal algarvio e a estrutura mais relevante da época romana até hoje escavada no Algarve. Foi encontrada, em 2005, pelo técnico da Câmara Municipal …

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Memórias Breves (8)- Três poetas cristãos e revolucionários

TRÊS POETAS CRISTÃOS E REVOLUCIONÁRIOS – Eles vêm dos séculos XIX e XX: O João, o Bernardo e o Pablo. Só o último conheci num encontro, na chamada Ilha de França, por onde o rio Sena se divide, e depois se abraça, e onde se ergue a mais antiga catedral do país: Notre Dame de Paris. Mas vamos ao “primeiro” encontro: o João, nascido em Messines, no ano de 1830. O tempo das tragédias, como os cronistas do tempo nos deixaram testemunhos em narrativas, em tragédias políticas e moralistas , como Camilo Castelo Branco, nos narra nas suas “Memórias do …

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Recordar Salvador Gomes Villarinho – “O Trabalhador Imortal”

A área do mercado municipal de Silves tem registado nas últimas semanas um movimento pouco usual de operários e máquinas, concretamente no edifício da velha fábrica Villarinho, agora em obras para instalar uma superfície comercial. Construída em 1870 por Salvador Gomes Villarinho, laborou desde logo com 500 operários, para em 1890 constituir uma das maiores fábricas de Portugal. Destruída por um violento incêndio em 1891, foi elevada à categoria de Real Fábrica Villarinho & Sobrinho em 1897. Cessada a atividade corticeira em 1915, conheceu diferentes ocupações, entre as quais a de quartel de bombeiros. Na década de 1960 seria amputada, …

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