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Opinião

Compromisso pessoal de mudança

(cont. partilha de Janeiro, Fevereiro e Março) Este é o mês em que comemoramos a Revolução de Abril que nos trouxe a mudança, a construção de alternativas de vida novas. É assim, o mês apropriado para concluirmos o nosso tema falando de novas alternativas de comportamento, da possibilidade de construção de um presente e de um futuro melhor. Estamos a falar da etapa cinco do processo pessoal de mudança. Etapa Cinco – Criar novas alternativas de comportamentos. Nesta etapa, é preciso gerar novas alternativas de conduta para substituir o comportamento inadequado. Se não colocar um comportamento adequado e adaptativo no …

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Desenvolvimento mental saudável

Disse Albert Einstein:- “A palavra progresso não tem qualquer sentido, enquanto houver crianças infelizes.” E os ares estão atordoando com notícias de crianças infelizes: umas, arrastadas pelas estradas, ao frio e à fome, musicadas pelos lamentos dos que as arrastam; muitas outras, em seus pobres lares, onde o sofrimento, a raiva, a miséria, se instalaram, com o desemprego e outros problemas dos pais durando, durando; outras, em seus lares parecendo bem, vivem sem a ternura adequada, em ambiente de desamor, de despique entre adultos, também vitimados, sei lá quanto; outras, agora, vincasse-se-lhes a solidão, com a ilusão de acompanhamento pelo …

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Especial 25 de abril – “O Meu 25 de abril” – por Francisco Martins

O Meu 25 de Abril Encontrava-me na Escola Comercial e Industrial de Silves (hoje, designada, Escola Secundária de Silves) na manhã do dia 25 de Abril de 1974 quando todo o mundo ia tomando conhecimento através da Rádio e de conversas em grupo que as movimentações das forças militares leais ao Movimento das Forças Armadas estavam a conduzir ao derrube do governo vigente, sediado em Lisboa. Para mim, com 17 anos acabados de fazer, e decerto para a quase totalidade dos estudantes da escola, não era perceptível até então, nem a natureza ditatorial e fascista do regime que agonizava e …

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Urgências

Faro, 1 de março de 2016, 15 horas e 32 minutos. Tenho o telemóvel pessoal a tocar. É a minha sobrinha que está com uma enorme dor de cabeça e mais de trinta e oito graus de febre. Neste momento já se encontra em casa da minha mãe (terça-feira é um dia de aulas) e sente-se impotente sem saber o que fazer e/ou onde se dirigir. Digo-lhe para ela esperar por mim, numa hora estarei em Silves. Termino intempestivamente as minhas atividades laborais, tudo neste momento pode esperar para o dia seguinte. Silves, 1 de março de 2016, 16 horas …

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O risco do sucesso

Há umas semanas, num evento de empreendedores de tecnologia e da área criativa da região do Algarve, ouvi algo que me deixou a reflectir. Quando confrontado com a questão de se alguma vez pensou em instalar a empresa no Algarve, um dos empreendedores indicou que dificilmente o faria, dado que o Algarve não lhe proporcionava condições para crescer o negócio e indicou mesmo que começava a achar que mesmo Lisboa lhe começava a parecer “pequena”. O receio parece-me legítimo. O sucesso, aparentemente, é tão malicioso como o insucesso. Será que todo o empreendedor tecnológico de sucesso estará fadado a ter …

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Passos, Lázaros, Ramos na Páscoa estamos

Ao pensar sobre o tema, para esta minha reflexão mensal, nesta Sexta-feira Santa, dei por mim a pensar neste, tradicional, provérbio muito dito em Silves. Seguramente, para nos ajudar a contar o tempo. Seguramente, para nos recordar que dos Passos à Páscoa, pouco tempo demora e que, tal como tudo, o tempo foge e quando mesmo esperamos já estamos num novo ciclo. De facto, este ano estive em Silves pela Procissão dos Passos, ancestral em Silves, imponente noutros tempos e hoje, ainda, marcante. Sei que dirão que não sou muito destes actos públicos de fé, mas desta vez, ainda, que …

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ESPECIAL 25 DE ABRIL DE 1974 – “O Meu 25 de abril”

ESPECIAL 25 DE ABRIL – “O Meu 25 de abril” O 25 de abril representa para todos nós, como colectivo, um dia extremamente importante para a história do nosso País. Símbolo da liberdade e da democracia este dia marcou-nos a todos de forma diferente. E hoje, passados tantos anos, a leitura que se tem feito da história do nosso passado recente, nem sempre é coincidente ou pacífica.   Mas onde estávamos nós em abril de 1974? O que fazíamos? No mês de abril de 2001, na edição nº 12, o Terra Ruiva foi investigar no sótão das memórias de alguns …

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O desafio do Portugal 2020

O novo quadro comunitário de apoio, o chamado Portugal 2020 (2014-2020), que sucede ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN 2007-2013), coloca à disposição do país cerca de 25,2 mil milhões de euros cujo acesso se faz por intermédio de uma panóplia de programas operacionais regionais e programas operacionais temáticos. O Portugal 2020 apresenta complexidades acrescidas se comparado com o anterior período dos fundos europeus, trazendo carga administrativa e burocrática excessiva e enormes exigências em termos de critérios e seriação de candidaturas, contemplando a contratualização de resultados previstos através de indicadores difíceis de quantificar e estimar, envolvendo uma teia de …

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Entre o que está e o que está por vir

É no meio de uma crise sem precedentes para a imprensa que o Terra Ruiva alcança nesta edição o seu 16º aniversário. Nos últimos dias, o maior nome da imprensa económica nacional o “Diário Económico”, o “Independent” (jornal britânico de referência, equivalente ao Público) e o Jornal do Baixo Guadiana, um mensário semelhante ao Terra Ruiva, editado pela Associação Odiana, passaram a ter apenas edições digitais. Por toda a parte tocam as campainhas de alarme. E nós por cá? O nosso aniversário é sempre uma ocasião para refletirmos sobre a imprensa e em particular sobre o papel e o futuro …

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As Mulheres da Minha Terra ( 10 ) – A menina Aristotelina

Estávamos em finais da segunda grande guerra mundial. A minha terra era o meu país, onde tudo faltava na mesa dos mais pobres que, afinal, era gente que produzia, que trabalhava, por quase nada. Messines, como as demais terras, carecia de tudo: desde água canalizada, em que a fonte do Furadouro e demais poços urbanos, a forneciam, menos potável, vendida de porta em porta, a um escudo ao cântaro. Era o tempo dos aguadeiros, como o sr. Caetano. A electricidade estava longe, assim como os serviços sanitários. Messines estaria, pelos anos quarenta do século XX, em comparação de serviços públicos, …

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