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Opinião

Madrid e outras paragens

Iniciei uma crónica sobre a minha ida a Madrid, no passado mês de julho, a um congresso em educação matemática. Refletia sobre as diferenças entre as viagens de autocarro, de comboio ou de avião, como um rasgo entre duas localidades, e as viagens de metro, círculo fechado numa teia de aranha. A azáfama das partidas (e das chegadas), por exemplo num terminal rodoviário ou num aeroporto, diferenciam-se da apatia dos passageiros do metro da cidade. Esta reflexão sobre a natureza dos caminhos (que se fazem caminhando, como nos diz o poeta castelhano Antonio Machado) constituía a crónica já quase completa …

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Autárquicas 2017 – A derradeira oportunidade?

O poder local prepara-se para encetar um novo ciclo a partir do próximo dia 1 de outubro. O país e o Algarve em particular têm vindo a atravessar no último ano um tempo de bonança, de tal forma que muitas autarquias depauperadas financeiramente viram a sua situação alterar-se de um pesado défice para um superávite (excedente). Todavia, a incerteza que se vive a nível mundial, com uma hipotética “corrida” às armas, seja pelos Estados Unidos ou pela Coreia do Norte, a cada vez mais evidente ascensão da China a primeira potência mundial, a agonia/ implosão da União Europeia, a perda …

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O caminho da cidade de Silves

A rentrée deste ano é especial. Depois das férias, do descanso à beira-mar e das noites de festa, o regresso ao trabalho é pautado por uma diferença: as eleições autárquicas. Acaba uma silly season e começa outra. Em breve começarão as conversas e as divagações pelas cidades e vilas de Portugal. Erguem-se cartazes com fotografias enormes com slogans apelativos (e diga-se de passagem, alguns bem hilariantes). Acredito que, a cada quatro anos, a expressão mais ouvida entre os habitantes deste Portugal em frenesim eleitoral autárquico seja “Olha, este meteu-se na política!”. E no entanto, esta silly season não deveria ser …

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Admitir que estamos mais longe

Falta uns dias para decidirmos nas urnas o rumo que queremos para o nosso concelho nos próximos 4 anos. Para aqueles que não votam por afinidade ou simpatia ideológica, mas sim pela análise fatual do trabalho realizado ao longo dos anos por parte dos executivos, é tempo de reflexão e decisões. Eu sou um desses segundos casos, que felizmente penso que seja a maioria das pessoas. Primeiro, porque factores ideológicos significam muito pouco em política regional, e segundo porque é muito mais justo premiarmos o bom trabalho e criarmos um sistema político meritório. Falando nas eleições concretamente, a verdade é …

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Antes e Depois ( Parte II)

“Na antecâmara das eleições autárquicas de 1 de Outubro, torna-se, porventura, interessante e elucidativo, fazer um exercício de comparação entre os desempenhos da anterior liderança, no mandato autárquico transato (PSD) e a equipa que dirige atualmente o Município de Silves, desde Outubro de 2013 (CDU). (Ressalvando que não deixa de ser a opinião do autor, há a preocupação com a defesa da objetividade e o respeito pela verdade dos factos.) ” (TR, Julho, Parte I) De um plano mais genérico na comparação inicial, evidenciamos neste número do TR, diferenças mais específicas e aspetos mais concretos, a ver: (1) rigor e …

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Projetos de gente grande

Estive a ler há algumas semanas um artigo num jornal nacional sobre o fracasso da criação de uma “cidade do cinema” em Portimão. A iniciativa prometia milhares de milhões de euros em investimento e milhares de postos de trabalho para a cidade e a região. A edificação desta instituição elevaria Portimão e a região para a alta roda do cinema mundial; uma “Hollywood” europeia. A realidade esbarra na ficção e o projeto pouco deixou de concreto para mostrar, exceto no que toca a 4,6M de euros pagos pela autarquia em projetos e consultadoria. Em vésperas de eleições e com a …

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Abanar com força a cidade

Admito que é um assunto que já maça a maioria das pessoas de Silves, mas é também um tema que pode significar uma mudança profunda na dinâmica da cidade e do concelho. A Fábrica do Inglês, um empreendimento de animação turística e cultural, está encerrada desde 2009, fruto do processo de insolvência da sociedade proprietária. Neste sitio encontra-se ainda integrado o Museu da Cortiça (adquirido em 2014 por uma entidade ligada ao Grupo Nogueira, entretanto também falida) considerado um dos mais importantes museus industriais a nível nacional. Passado também algum tempo depois das intenções da Câmara Municipal de Silves (CMS) …

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Antes e Depois (I)

Na antecâmara das eleições autárquicas de 1 de Outubro, torna-se, porventura, interessante e elucidativo, fazer um exercício de comparação entre os desempenhos da anterior liderança, no mandato autárquico transato (PSD) e a equipa que dirige o Município de Silves, desde Outubro de 2013 (CDU). (Ressalvando que não deixa de ser, obviamente, a opinião do autor, há preocupação pelo rigor e objetividade na avaliação.) Num plano genérico, destacaríamos vários itens: (i) o atual estilo de liderança, assente em trabalho de equipa, descentralizado e articulado, que vai além dos vereadores eleitos, que compara com a anterior liderança, presidencialista, de natureza subordinada e …

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Talvez devagarinho

Na sociedade Comendador Vilarinho, a noite do Festival da Canção era especial. Em mil novecentos e setenta e um, lá estava eu a ouvir a Menina interpretada pela Tonicha, com música de Nazaré Fernandes e letra de Ary dos Santos. Lembro-me de ter assistido, na referida sociedade, ao Festival da Canção desse ano, acredito que na versão nacional, tinha oito anos, sentado defronte da televisão partilhada por todos, como se se tratasse de uma tela de cinema. Era o tempo em que ainda acreditávamos que poderíamos vencer o certame da eurovisão, talvez no próximo ano. Foi quase nossa a vitória …

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Autenticidade Turística

O verão está à porta mais uma vez. A imagem já é conhecida dos algarvios que povoam a região. Chegam aos magotes; turistas e mais turistas! Atravessam as nossas estradas num corrupio alucinante nos seus automóveis. Chegam sedentos ao nosso aeroporto. A região enche e transborda durante 3 a 4 meses por ano. Como bons algarvios, nem notamos a parafernália de línguas que ouvimos durante a nossa vida veraneante: inglês, alemão, espanhol e cada vez mais recorrentemente, italiano e francês. As ruas enchem-se; surgem filas em tudo o que é serviço; as nossas belas praias tão repletas de um mar …

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