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Teodomiro Neto

Natural de S. Bartolomeu de Messines, nascido em 1938. Concluiu licenciatura em História e o doutoramento em "História Política Europeia". Professor universitário, em França, ( entretanto aposentado), tem colaborado com diversos jornais nacionais e regionais. Tem publicadas várias obras no âmbito da história regional, teatro e romance. Entre outras distinções recebeu a Medalha de Mérito Ouro da Cidade de Faro.

Mulheres da Minha Terra- Mulheres Presentes – Paula Bravo

Mulheres Presentes – Paula Bravo Uma menina nascida na Terra de Messines e que eu só viria a conhecer no ano de 1994. Eu conto: nesse ano, assim creio, a jovem jornalista, Paula Bravo, recebera um prémio literário/ jornalístico por um trabalho publicado em 1993. Uma coincidência, encontrámo-nos no hotel onde Paula ia receber o seu prémio, onde tantos concorrentes, nacionais e estrangeiros se apresentaram. Fizemos o conhecimento nesse Verão de 1994. E nessa alegria, em saber que a laureada era uma messinense, orgulhoso fiquei! Fui acompanhando o trajecto dessa promissora jornalista. E, sempre, nos fomos encontrando e confraternizando, nos …

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Mulheres da Minha Terra – (13) – Rosa Cristina Palma

Conheci a jovem professora, em Março de 2013, quando veio até Faro, buscar-me, para uma viagem cultural a Messines. Nesse dia festejava-se o 183º aniversário do Poeta/Pedagogo João de Deus e tinha um convite amável, do Presidente da Junta de Freguesia, João Carlos Correia. O autarca não deixava de comemorar a efeméride, como de costume e de todos os Messinenses. E a jovem, sua companheira, assumiu este compromisso, de me conduzir até Messines. Assim foi, Rosa Cristina e eu lá abalámos pela apelidada de maior “avenida” do Algarve, a 125. A jovem professora conduzia numa tranquilidade transmitida. Fomos conversando para …

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Mulheres da Minha Terra (12) Mulheres Presentes

Mulheres Presentes: LISETE MARTINS: Mulher Presente, natural do Mouricão ( Messines), tem sido uma das figuras culturais da terra, e da maior notoriedade. Mulher de coragem e força, naturalmente decisivas em erguer um grupo de naturais e avançar para essa arte de tantos adjetivos, de tantos criadores, que é o Teatro. Conheci D. Lisete Martins, pela primeira vez em Faro (1987), no Teatro Lethes, o terceiro teatro mais antigo de Portugal. Lisete Martins e as Mulheres do “Penedo Grande” estavam na capital do Sul, com o trágico andaluz Garcia Lorca: “ A Casa de Bernarda Alba”. Eu tinha acabado de …

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Mulheres da Minha Terra ( 11) – Mulheres Ausentes

Mulheres da Minha Terra (11) Mulheres Ausentes São três as Mulheres que nasceram na freguesia de S. Bartolomeu de Messines sem que delas tivesse conhecimento das suas existências; sempre mulheres ausentes dos nossos convívios. Começo por citá-las, em ordem cronológica: Maria Antonieta Júdice Barbosa ( 1924-1960). Maria Alves da Silva Cavaco Silva (1938) e Maria Emília Guerreiro Neto de Sousa ( 1944). MARIA ANTONIETA JÚDICE BARBOSA nasceu em S. Bartolomeu de Messines, na rua João de Deus e viveu cerca de um ano na terra onde nasceu. Só tive conhecimento dessa messinense em 1961, pela homenagem prestada em Messines, e …

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As Mulheres da Minha Terra ( 10 ) – A menina Aristotelina

Estávamos em finais da segunda grande guerra mundial. A minha terra era o meu país, onde tudo faltava na mesa dos mais pobres que, afinal, era gente que produzia, que trabalhava, por quase nada. Messines, como as demais terras, carecia de tudo: desde água canalizada, em que a fonte do Furadouro e demais poços urbanos, a forneciam, menos potável, vendida de porta em porta, a um escudo ao cântaro. Era o tempo dos aguadeiros, como o sr. Caetano. A electricidade estava longe, assim como os serviços sanitários. Messines estaria, pelos anos quarenta do século XX, em comparação de serviços públicos, …

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Mulheres da Minha Terra ( 9) – A resistente que conheceu João de Deus

A senhora Joaquina Estreia morava numa rua de cima, que ganhou o topónimo de Travessa do Norte. Ela era a única sobrevivente do tempo do Educador e Poeta João de Deus.   Eu corria sempre para aquela rua, se assim se lhe poderia chamar, de casinhas assentes na rocha de grés, piso irregular, onde todas as casas eram iguais. Conhecia toda a vizinhança daquela artéria, que servia de barranco a todas as cheias invernosas que se derramavam do Penedo Grande. Por lá morava o José Júlio, o Duarte, moços do meu tempo. Ainda as raparigas amigas da minha irmã Irinice, …

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Mulheres da Minha Terra (7) – A Tia Levica na terra dos outros

Era assim que toda a gente a tratava – a “Tia Levica”, sendo o seu nome de baptismo de Ludovica. Paula Bravo, num trabalho publicado em 2009, “Vivências e Contributos”, faz uma referência à tia Levica, mulher com bons ofícios, a parteira Levica, que acudia a todas as mulheres do “povo” de S. Bartolomeu de Messines, uma pequena aldeia incrustada no cerro do Penedo Grande. Foi assim que sempre entendi essa Ti Levica. Vendo-a, muito maneirinha, correndo as ruas da minha terra e sua, sempre apressada, enrolada no seu xaile de todas as estações, a socorrer alguém que vinha ao …

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Mulheres da Minha Terra (6)

A Senhora do Penedo Grande Dona Adelaide. Outro nome não lhe conheci. Foi uma figura invulgar para o pequeno Povo de Messines, donde não era natural. Veio de Lisboa empurrada pelo amor de um jovem messinense que fora, na altura, capelão, onde o seu marido, Coronel, era comandante do quartel. Manuel, o jovem padre, arrastou a bela Adelaide, senhora, nos trinta anos, que tudo deixou, nesse impulso amoroso, para uma época muito especial da mulher portuguesa. Basta consultar a revista, “Ilustração Portuguesa”, iniciada no ano de 1918, onde as senhoras, da considerada sociedade, aspiravam em ser independentes e escritoras de …

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Mulheres da Minha Terra

Mulheres Viris Conheci-as num número vário. Mulheres honestas, trabalhadoras, contra a corrente, que assumiram as responsabilidades do grupo familiar. A ti Teresa Azevedo morava na rua de Cima, a rua mais alta da terra e a última do burgo. Eram ruas de socalcos, num chão puro de grés, nas suas características de construção de um só piso e telhado de uma ou duas águas, na sua construção tradicional, adaptada a famílias pobres; mas eram os pátios fronteiros, onde os moradores conviviam em céu aberto. Nessa rua de Cima, no meu tempo de jovem, contei nove pátios, mais baixos ou mais …

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