Home / Teodomiro Neto

Teodomiro Neto

Natural de S. Bartolomeu de Messines, nascido em 1938. Concluiu licenciatura em História e o doutoramento em "História Política Europeia". Professor universitário, em França, ( entretanto aposentado), tem colaborado com diversos jornais nacionais e regionais. Tem publicadas várias obras no âmbito da história regional, teatro e romance. Entre outras distinções recebeu a Medalha de Mérito Ouro da Cidade de Faro.

Memórias Breves (8)- Três poetas cristãos e revolucionários

TRÊS POETAS CRISTÃOS E REVOLUCIONÁRIOS – Eles vêm dos séculos XIX e XX: O João, o Bernardo e o Pablo. Só o último conheci num encontro, na chamada Ilha de França, por onde o rio Sena se divide, e depois se abraça, e onde se ergue a mais antiga catedral do país: Notre Dame de Paris. Mas vamos ao “primeiro” encontro: o João, nascido em Messines, no ano de 1830. O tempo das tragédias, como os cronistas do tempo nos deixaram testemunhos em narrativas, em tragédias políticas e moralistas , como Camilo Castelo Branco, nos narra nas suas “Memórias do …

Ler Mais »

Memórias Breves (7) Entre Céu e Inferno

ENTRE CÉU E INFERNO = Nos meus tempos, de garoto, quando entrava na Igreja de S. Bartolomeu, o Padroeiro da minha terra de Messines, passando pela capela chamada das “Almas”, fechava os olhos, em receios, porque a minha professora primária, muito crente, diria “excessivamente beata”, introduzia-nos os medos do inferno. E aquela capela que se integra no conjunto das restantes, influía-me esses receios.   Essas memórias infantis, levaram-me a contar no meu livro “As Tentações de Maria Lua “, publicado em 2010, uma narrativa sobre essa capela oitocentista. Acontece que no passado dia 7 de Março, revisitando a igreja e …

Ler Mais »

Memórias Breves (6) Terra Ruiva nº 200

Terra Ruiva entra no seu 200.º número de publicação, e Paula Bravo na sua direção. O mensário tem sido uma escola para gente que, nas suas áreas profissionais, se entrega em colaboração, nas suas horas de lazer. Mas não será uma forma dos colaboradores, entrarem nessas vontades “adormecidas”, e que despertam para um contributo auto/plural? Deixemos estas divagações e vamos ao proveito do Terra Ruiva para a informação, nas suas pluralidades, ao encontro do leitor do concelho, aos ausentes dele, que refletem nas palavras escritas, nas ideias transmitidas. Nas imagens! E nessa globalidade se forma, se constrói um mensário, também …

Ler Mais »

Memórias Breves (5) – João de Deus = Victor Hugo

JOÃO DE DEUS: Visão futurista do ensino. Um protector dos mais pequenos em tempos complexos. VICTOR HUGO: Um Homem de todos os tempos. Um génio visionário. A voz de todos os desvalidos. Nomes ligados à cultura europeia e de destinos paralelos. Ambos viveram o século XIX, por inteiro, na intensidade do tempo de grandes transformações na pedagogia, na literatura, nas artes, nas ideias, na ciência, nas transformações ideológicas. Ambos repousam por Lisboa e Paris, nos respetivos Panteões. Mas por que trago nesta afinidade dois europeus inesquecíveis? É que ambos marcaram os Tempos! Victor Hugo, pela dimensão universal da cultura francesa. …

Ler Mais »

Memórias Breves (4)

JOSÉ VITORIANO, O ENCONTRO = Estávamos em 1978. Havia iniciado um “DOSSIER UNIVERSIDADE DO ALGARVE”, desde 3 de Junho de 1977. Debatia-se, na Assembleia da República, a criação dos Estudos Superiores para o Algarve. Decisão polémica que se transformou em capricho político. Assim sendo, cria-se uma dificuldade de unanimidade exigida. Publiquei estudos sobre a utilidade desse “instrumento“ do ensino superior, tão pedido, pelos séculos, desde a visita real de D. Dinis, a Faro, ao Filipe ocupante, sem resultados positivos. Para o Algarve, a universidade seria um “desperdício”, na apreciação de alguns senhores “superiores”. Mas há Homens que afirmavam a necessidade …

Ler Mais »

Memórias Breves (3)

A VOZ DE UM BISPO – Na noite de 9 de Dezembro / 2017, na antiga dependência dos Jesuítas e da Inquisição, em Faro, que se transformou em Teatro, em 1845. O Teatro Lethes, casa de muitas memórias, pelas mudanças de pensamentos, que os tempos e os homens assim se transformam, em melhores sentidos…Prefaciando Camões, que “muda o tempo, mudam as vontades”, que o mundo está sempre em mudança e vontades …Então, regressemos a essa noite recente, em que o Bispo do Algarve, Manuel Neto Quintas, apresentou-se, a convite da direcção, integrado em “Conversas com Vida Dentro”. Pouco público se …

Ler Mais »

Memórias Breves (2)

AS ROSAS DE NOEL – Conheci Noel Viront na circunstância de ele Mestre e eu aluno, a meio dos anos sessenta. Frequentávamos, no tempo, uma tertúlia num café chamado do “Peuple”, nas memórias de Paris. Mestre Viront dedicava uma amizade especial aos seus alunos. Ele e a mulher, uma polaca que conhecera em “Leipzig”, em 1940, então ambos prisioneiros dos alemães. Assim Noel e Maria e nós, alunos trabalhadores de toda a Europa pobre e Norte Africana, havíamos constituído uma “família” e uma vivência em que as ideias eram baseadas no humanismo, na filosofia, na poesia, no teatro, na política. …

Ler Mais »

Memórias: “Numa noite de Natal em Messines”

Na secção Memórias recuperamos uma Memória de Natal, de Teodomiro Neto, publicado na edição nº 63, de dezembro de 2005. O autor relembra um Natal dos finais dos anos trinta do século passado, quando em 24 de dezembro, o povo de Messines se juntou para pedir a intervenção de S. Sebastião, para acudir à falta de água.   Naquele ano, como pretéritos e nos que hão-de vir, a terra dos homens era castigada. “Deus castigava-nos”, diziam as pessoas mais idosas, que já ouviam os mais idosos repetir. Estávamos nos finais dos anos trinta do século passado. E como se não …

Ler Mais »

Memórias Breves ( 1)

ARMAND GUIBERT foi um amigo que guardo pela terra, homenageei-o na cidade de Lyon. Lá estive, no Vieux Lyon, “conversando” com o filósofo- professor Guibert, nessa memória de passado e futuro. Em 2016, em Faro, na Biblioteca Ramos Rosa, lembrara essa figura de Homem universal, que passara por Faro, em 1942, quando a Europa e o mundo entraram em guerra. Mas Faro, apesar de cidade Universitária, reserva-se ao seu incógnito… Guibert dera conferência no fresco Círculo Cultural do Algarve, sobre Fernando Pessoa, 7 anos após a sua morte. A partir de então, Guibert entrou Europa fora, como “descobridor” do poeta, …

Ler Mais »

Lisete Martins e Outros Palcos

E eu sempre nesta função de contar e rebuscar os tempos da minha vivência e de comunicador. Lembro do meu primeiro contacto com uma representação teatral, na minha terra de Messines. Era eu um puto curioso, teria os meus sete anos. A minha irmã mais velha, a saudosa e querida Irinice, entrava no grupo da terra, em teatro amador. Era num vasto edifício, muito antigo, em serviço de adega, na antiga rua do Arco, atualmente rua do Remexido. Lembro de todos eles, nas suas responsabilidades de actores amadores. O ensaiador era um comerciante da terra, um homem do Alentejo, o …

Ler Mais »