Aurélio Cabrita

Natural de S. Bartolomeu de Messines, nasceu em 1978. Licenciado em Engenharia do Ambiente, é mestrando em História do Algarve e técnico superior no Município de Odemira. Tem publicados diversos artigos e livros sobre a história local e regional. É também colaborador no jornal on-line Sul Informação.

Os semáforos na entrada de São Marcos da Serra e a estrada dos Abrutiais em Messines

A população de São Marcos da Serra foi uma das felizes contempladas, há mais de 150 anos, com a construção da ferrovia para o Algarve, cujo traçado bordeja a aldeia desde então. Todavia, a distância a que foi construída a gare, as morosas décadas que aguardaram para a execução da estrada até esta, ou o estrangulamento provocado no caminho pelas casas da Companhia, constituíram motivos de muita insatisfação para aquelas gentes. De todos eles, perdura até hoje o estreitamento da via junto à estação, com apenas uma faixa de rodagem. Eis que agora, com o objetivo de acalmar o tráfego …

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José Paulo Matias – Um messinense »perigoso» para o Estado Novo

Foi nos primeiros dias de maio de há 46 anos que Portugal viu regressar às suas fronteiras os filhos proscritos pelo regime do Estado Novo, que perspetivaram na fuga a “salto”, por entre serras e montanhas do norte de Portugal, o alento pela sua sobrevivência e em simultâneo pelo continuar de uma luta, quase impossível entre portas, por um país mais justo e equitativo. Alvo de um crime maior, que era ousar pensar e por consequência criticar um regime antagónico que oprimia a maioria dos portugueses. Perseguindo-os, não raras vezes até à morte, torturando aqui e ali sempre com o …

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Evocar a Batalha de Santa Ana ou de São Bartolomeu de Messines: – 24 de Abril de 1834!

A Batalha de Santa Ana, também designada por «combate de Santa Ana», ou de São Bartolomeu de Messines, atravessou gerações e perdura ainda na tradição oral de muitos messinenses, como o «ano do barulho», não obstante ter sido travada há quase 200 anos, a 24 de abril de 1834. O país vivia uma enorme instabilidade iniciada com as Invasões Francesas, em 1807, que levaram à partida e fixação da família real no Brasil. Após a expulsão dos franceses o país tornou-se para muitos num protetorado de Inglaterra, causando desconforto por entre os portugueses, onde os novos ideais trazidos pelas tropas …

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MEMÓRIAS: Recordar o poeta armacenense António Pereira

MEMÓRIAS: Na secção Memórias recuperamos o texto publicado na edição nº 85, de dezembro de 2007, da autoria de Aurélio Nuno Cabrita, sobre o poeta armacenense António Pereira.    Recordar o Poeta armacenense António Pereira Eu sou de Armação de Pêra, Essa das ruas para o mar Como quem vai embarcar… Das ruas que vem da praia Como quem volta do mar.. Senhor de um lirismo impressionante e profundo, um misto de António Nobre e de Cesário Verde, António Pereira era considerado como o poeta de uma das mais perfeitas compleições poéticas que terão surgido no Algarve. Sou algarvio E …

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MEMÓRIAS: A primeira “carreira” entre Messines e Silves

MEMÓRIAS:  Na secção Memórias lembramos o texto . «A primeira “carreira” entre Messines e Silves foi criada há 79 anos!» publicado na edição nº 77, de Março de 2007, da autoria de Aurélio Nuno Cabrita.  Quem hoje viaja de autocarro entre São Bartolomeu de Messines e Silves ignora muitas vezes a origem desta carreira, iniciada há 79 anos. Coube a José Monteiro, um pioneiro da camionagem algarvia, segundo Aníbal Guerreiro, estabelecer as primeiras viagens colectivas de passageiros a partir de São Bartolomeu Messines, em 1928, uma para Silves e outra para Faro, por Alte e Loulé. Num período em que …

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MEMÓRIAS: Recordar a Silvense Primeira-Dama: Maria das Dores Cabeçadas

MEMÓRIAS: Na secção Memórias lembramos hoje a Silvense que foi Primeira-Dama: Maria das Dores Formosinho Vieira Cabeçadas, um texto de Aurélio Nuno Cabrita, publicado na edição nº 71, de setembro de 2006. Maria das Dores Formosinho Vieira Cabeçadas Nasceu em Silves, a 6 de Janeiro de 1880, aquela que seria uma das Primeiras- Damas da “Ditadura Militar”, cargo que ocupou quase acidentalmente e por apenas 17 dias. Filha de José Francisco Vieira e Maria Dolores Formosinho Vieira, uma família de classe média silvense, que acabaria por se fixar em Lisboa nos finais do século XIX, na sequência de problemas de …

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MEMÓRIAS: “Cruz de Azevedo, a homenagem que tarda em Alcantarilha e no Algarve”

Na secção MEMÓRIAS,  lembramos o texto “Cruz de Azevedo, a homenagem que tarda em Alcantarilha e no Algarve”, da autoria do nosso colaborador Aurélio Nuno Cabrita, e publicado na edição nº 15, Julho de 2001. Alcantarilha homenageou recentemente o pintor Ignácio Mendonça, projectando o valor e a dignidade de um grande artista do concelho. Existe porém um outro filho de Alcantarilha cuja homenagem tarda em efectuar-se, refiro-me a Joaquim da Cruz Azevedo Amador Baptista aqui nascido a 22 de Junho de 1890. Segundo o professor Vilhena Mesquita “foi um dos espíritos mais regionalistas desta província, promovendo várias iniciativas de carácter …

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Em Messines foi plantado um dos maiores amendoais do Algarve

As amendoeiras já foram um símbolo do Algarve. A partir da década de 1930 tornaram-se frequentes os comboios especiais organizados pela CP que anualmente, durante o período de floração das amendoeiras, traziam muitos turistas à região. Todavia, depois da construção de barragens, de que a do Arade, em 1956 foi pioneira, e da abertura de milhares de furos artesianos, um pouco por todo o território, o pomar tradicional de sequeiro algarvio – figueira, amendoeira, oliveira e alfarrobeira, começou a ser substituído pelos citrinos e mais recentemente pelos abacateiros. Espécies muito exigentes em água, principalmente estes últimos, ao contrário daquelas árvores, …

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Fusão entre as Caixas Agrícolas de Messines e Silves são tema de Carta Aberta dirigida aos sócios da Caixa Agrícola de Messines e São Marcos da Serra – Com correção e esclarecimento

No próximo domingo, dia 16 de fevereiro, pelas 10h, os sócios da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra e os sócios da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Silves vão ser chamados a decidir o futuro destas entidades bancárias. No mesmo dia e à mesma hora, uns, no Auditório Francisco Vargas Mogo, em São Bartolomeu de Messines e outros no Auditório da Santa Casa da Misericórdia de Silves, irão analisar o único ponto da ordem de trabalhos da Assembleia Geral Extraordinária: “Informar, apresentar e discutir a intenção da fusão” das duas …

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O novo Parque de Feiras em Messines – Oportunidade perdida?

A 27 de outubro do ano passado centenas de messinenses saíram à rua para assistir à inauguração do parque de feiras e exposições da vila. Não era para menos, desde a difícil expropriação dos terrenos pela Câmara de Silves, aí por 1997, que a expetativa existia. Todavia, somente nos últimos anos a obra arrancou, culminando no passado dia 23 de dezembro com a realização do primeiro mercado no novo recinto. Os mercados mensais ou as feiras anuais da freguesia têm, desde há muitos anos, larga afluência. Em 1909 escrevia Athaíde Oliveira na sua «Monographia de S. Bartolomeu de Messines»: «como …

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