Aurélio Cabrita

Natural de S. Bartolomeu de Messines, nasceu em 1978. Licenciado em Engenharia do Ambiente, é mestrando em História do Algarve e técnico superior no Município de Odemira. Tem publicados diversos artigos e livros sobre a história local e regional. É também colaborador no jornal on-line Sul Informação.

Farmácia Algarve, ao serviço da comunidade messinense há 93 anos!

Foi por estes mesmos dias, mas de 1927, que São Bartolomeu de Messines viu inserir na imprensa regional diversos anúncios a difundir a abertura da «Farmácia Al-Gharb», uma «instalação moderna satisfazendo aos melhores requisitos da higiene». Não sabemos precisar o dia em que tão modelar estabelecimento abriu as portas, certo é que aconteceu entre 20 de Novembro e 15 de Dezembro de 1927, cronologias em que o periódico «Folha de Alte» anuncia o início de atividade para breve e a posterior concretização da mesma. O director técnico da nóvel farmácia era altense, Dr. Jaime Graça Mira (1891-1965), com ligações familiares …

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A infeliz intervenção no Jardim de Silves

As intervenções nas últimas décadas nos jardins históricos do concelho têm em comum a destruição de todo um passado de memórias, singularidades e vivências desses locais, ou seja, da sua identidade. Como se de um desenho se tratasse, recorre-se a uma borracha e eliminam-se concepções e planeamentos, espécies arbóreas e vegetais, para no mesmo sítio nascer algo novo, em total rotura com o meio envolvente e com a história de que são guardiões. Tudo o que poderia ser reabilitado, como uma mais-valia, é apagado. Uma prática comum de diferentes vereações e de diferentes forças políticas, que ao invés de dignificarem …

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Os semáforos na entrada de São Marcos da Serra e a estrada dos Abrutiais em Messines

A população de São Marcos da Serra foi uma das felizes contempladas, há mais de 150 anos, com a construção da ferrovia para o Algarve, cujo traçado bordeja a aldeia desde então. Todavia, a distância a que foi construída a gare, as morosas décadas que aguardaram para a execução da estrada até esta, ou o estrangulamento provocado no caminho pelas casas da Companhia, constituíram motivos de muita insatisfação para aquelas gentes. De todos eles, perdura até hoje o estreitamento da via junto à estação, com apenas uma faixa de rodagem. Eis que agora, com o objetivo de acalmar o tráfego …

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José Paulo Matias – Um messinense »perigoso» para o Estado Novo

Foi nos primeiros dias de maio de há 46 anos que Portugal viu regressar às suas fronteiras os filhos proscritos pelo regime do Estado Novo, que perspetivaram na fuga a “salto”, por entre serras e montanhas do norte de Portugal, o alento pela sua sobrevivência e em simultâneo pelo continuar de uma luta, quase impossível entre portas, por um país mais justo e equitativo. Alvo de um crime maior, que era ousar pensar e por consequência criticar um regime antagónico que oprimia a maioria dos portugueses. Perseguindo-os, não raras vezes até à morte, torturando aqui e ali sempre com o …

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Evocar a Batalha de Santa Ana ou de São Bartolomeu de Messines: – 24 de Abril de 1834!

A Batalha de Santa Ana, também designada por «combate de Santa Ana», ou de São Bartolomeu de Messines, atravessou gerações e perdura ainda na tradição oral de muitos messinenses, como o «ano do barulho», não obstante ter sido travada há quase 200 anos, a 24 de abril de 1834. O país vivia uma enorme instabilidade iniciada com as Invasões Francesas, em 1807, que levaram à partida e fixação da família real no Brasil. Após a expulsão dos franceses o país tornou-se para muitos num protetorado de Inglaterra, causando desconforto por entre os portugueses, onde os novos ideais trazidos pelas tropas …

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MEMÓRIAS: Recordar o poeta armacenense António Pereira

MEMÓRIAS: Na secção Memórias recuperamos o texto publicado na edição nº 85, de dezembro de 2007, da autoria de Aurélio Nuno Cabrita, sobre o poeta armacenense António Pereira.    Recordar o Poeta armacenense António Pereira Eu sou de Armação de Pêra, Essa das ruas para o mar Como quem vai embarcar… Das ruas que vem da praia Como quem volta do mar.. Senhor de um lirismo impressionante e profundo, um misto de António Nobre e de Cesário Verde, António Pereira era considerado como o poeta de uma das mais perfeitas compleições poéticas que terão surgido no Algarve. Sou algarvio E …

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MEMÓRIAS: A primeira “carreira” entre Messines e Silves

MEMÓRIAS:  Na secção Memórias lembramos o texto . «A primeira “carreira” entre Messines e Silves foi criada há 79 anos!» publicado na edição nº 77, de Março de 2007, da autoria de Aurélio Nuno Cabrita.  Quem hoje viaja de autocarro entre São Bartolomeu de Messines e Silves ignora muitas vezes a origem desta carreira, iniciada há 79 anos. Coube a José Monteiro, um pioneiro da camionagem algarvia, segundo Aníbal Guerreiro, estabelecer as primeiras viagens colectivas de passageiros a partir de São Bartolomeu Messines, em 1928, uma para Silves e outra para Faro, por Alte e Loulé. Num período em que …

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MEMÓRIAS: Recordar a Silvense Primeira-Dama: Maria das Dores Cabeçadas

MEMÓRIAS: Na secção Memórias lembramos hoje a Silvense que foi Primeira-Dama: Maria das Dores Formosinho Vieira Cabeçadas, um texto de Aurélio Nuno Cabrita, publicado na edição nº 71, de setembro de 2006. Maria das Dores Formosinho Vieira Cabeçadas Nasceu em Silves, a 6 de Janeiro de 1880, aquela que seria uma das Primeiras- Damas da “Ditadura Militar”, cargo que ocupou quase acidentalmente e por apenas 17 dias. Filha de José Francisco Vieira e Maria Dolores Formosinho Vieira, uma família de classe média silvense, que acabaria por se fixar em Lisboa nos finais do século XIX, na sequência de problemas de …

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MEMÓRIAS: “Cruz de Azevedo, a homenagem que tarda em Alcantarilha e no Algarve”

Na secção MEMÓRIAS,  lembramos o texto “Cruz de Azevedo, a homenagem que tarda em Alcantarilha e no Algarve”, da autoria do nosso colaborador Aurélio Nuno Cabrita, e publicado na edição nº 15, Julho de 2001. Alcantarilha homenageou recentemente o pintor Ignácio Mendonça, projectando o valor e a dignidade de um grande artista do concelho. Existe porém um outro filho de Alcantarilha cuja homenagem tarda em efectuar-se, refiro-me a Joaquim da Cruz Azevedo Amador Baptista aqui nascido a 22 de Junho de 1890. Segundo o professor Vilhena Mesquita “foi um dos espíritos mais regionalistas desta província, promovendo várias iniciativas de carácter …

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Em Messines foi plantado um dos maiores amendoais do Algarve

As amendoeiras já foram um símbolo do Algarve. A partir da década de 1930 tornaram-se frequentes os comboios especiais organizados pela CP que anualmente, durante o período de floração das amendoeiras, traziam muitos turistas à região. Todavia, depois da construção de barragens, de que a do Arade, em 1956 foi pioneira, e da abertura de milhares de furos artesianos, um pouco por todo o território, o pomar tradicional de sequeiro algarvio – figueira, amendoeira, oliveira e alfarrobeira, começou a ser substituído pelos citrinos e mais recentemente pelos abacateiros. Espécies muito exigentes em água, principalmente estes últimos, ao contrário daquelas árvores, …

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