Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Morgado
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Opinião

Morgado

António Guerreiro
Última Atualização: 2025/Mai/Seg
António Guerreiro
1 ano atrás
PARTILHE

Numa das viagens rodoviárias matinais para Faro, no meu estimado veículo, na movimentada e gratuita via do infante, estava ouvindo no rádio da viatura a publicitação de um programa radiofónico da antena um – mesa para dois –, em que o convidado para sobremesa tinha proposto o bolo de bolacha da avó. Foi por causa desse pormenor – da avó –, que me ocorreu escrever esta crónica, particularmente neste mês de março que tem um dia dedicado a todas as mulheres.

No primeiro de maio, a minha mãe fazia sempre um morgado de figo e amêndoa que era receita da sua mãe, portanto da minha avó. Esses morgados eram simples, mas deliciosos e, nesse sentido, compreendo como pode ser diferente um bolo de bolacha de pastelaria, do bolo de bolacha da avó. A minha mãe, do que recordo, fazia outros bolos, como o bolo de laranja, a tarde de amêndoa e a torta de bolachas e chocolate. São bolos que, porventura, não requerem muita sofisticação na sua preparação, mas as suas receitas estavam, numa gaveta de um dos armários da cozinha, num antigo caderno escolar, com a minha letra e com muitos resquícios do labor de fazer os ditos bolos, tortas, tartes e morgados.

Na cozinha desenrasco-me na realização de pratos de carne ou de peixe, principalmente com um sabor mediterrânico, em que abuso do tomate, da cebola, dos pimentos e dos coentros, são as chamadas comidas de tacho que gosto de fazer e de servir.

Não tenho aquela especial sofisticação para comidas exageradamente elaboradas, mas uma açorda de bacalhau ou uma caldeirada de lulas ou uma feijoada (com molho de tomate, como começamos a fazer cá em casa) ou uma carne de porco com ameijoas ou um bacalhau à Brás são pratos que rivalizam com os simples bifes grelhados ou aquela lata de conserva de pescado para uma refeição rápida e sem qualquer contexto alimentar ou familiar.

Se não fosse professor, poderia ser cozinheiro, sempre imaginei essa possibilidade, mas teria de me dedicar de alma e coração aos segredos da cozinha, principalmente à sofisticação da culinária relacionada com as sobremesas, particularmente com a doçaria. Imagino-me a fazer alguns pratos tradicionais de bacalhau que, curiosamente, têm associados nomes masculinos, como Bacalhau à Brás, Bacalhau à Gomes de Sá, Bacalhau à Lagareiro e Bacalhau à Zé do Pipo, mas teria toda a dificuldade de me imaginar com a delicadeza necessária para a confeção da doçaria conventual portuguesa, dos pastéis de Santa Clara, papo de anjo, barrigas-de-freira, fios de ovos, toucinho do céu, que imagino saírem das mãos laboriosas das freiras, das mães e das avós.

É por isso que existem variados doces caseiros e tradicionais que têm um toque afetivo e acolhedor, preparados ao longo das gerações, conhecidos por doces da avó, porque nos remetem para a nossa infância e, também, para sabores autênticos, que estão ausentes na pastelaria tradicional de fabrico industrial.

Apesar disso, todos, homens e mulheres, temos as mesmas capacidades de realização nas diferentes ocupações profissionais, basta querer e agir com profissionalismo.

Total Views: 0
Iludir-se
Ser Pai/ Ser Mãe Hoje – Entre o mundo digital e a responsabilidade de educar
Primavera à mesa: o que devemos mesmo comer nesta altura?
Realidade virtual
O 1º de Maio em Silves (1890-1894)
TAGGED:António GuerreiroMorgado
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorAntónio Guerreiro
Natural de Silves, nascido em 1962, é doutor em Educação Matemática, professor e diretor da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve. Os seus interesses atuais nos tempos livres são a escrita, a leitura e a fotografia.
Artigo Anterior Município de Silves constrói novo reservatório de água em Messines
Próximo Artigo Eleições Legislativas e Inteligência Artificial: quem define a narrativa política?
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Casa do Povo de Messines conquista vários títulos “históricos” nos Campeonatos Nacionais de Ginástica
Desporto
Município de Silves tem abertas as candidaturas aos programas de apoio associativo
Concelho
II Seminário Educação para o Futuro, em Silves
Educação Sociedade
Yoga para Todos – A Postura do Dançarino
Desporto
Casa do Povo de Alcantarilha comemora o 87º aniversário
Lazer Sociedade

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?