Luís Romão – O 1º silvense a alcançar o topo da Subida Impossível

Luís Romão, desde os 5 ou 6 anos que tinha o “bichinho” das motas, mas foi aos 33 anos que alcançou a sua maior proeza.

A 12 de novembro de 2023 foi o único motociclista a conseguir chegar ao topo da Subida Impossível e tornou-se o primeiro silvense a conseguir esse feito.

Luís Romão falou ao Terra Ruiva sobre essa experiência.

Os vencedores, com Luís Romão ao centro

 

Como referido anteriormente, o gosto pelas motos veio muito cedo, influenciado pela família, nomeadamente pelo pai, “que andava de moto e fazia algumas corridas, e pelos primos”.

Em provas só começou a participar em 2005, sendo a primeira vez, precisamente, na edição desse ano da Subida Impossível.

No seu percurso participou em vários campeonatos de motocross, com alguns resultados positivos. Um dos que refere, é o 4º lugar alcançado na “Subida Quase Possível”, em Alcobaça, em que ficou “ a 2 metros do topo”.

A sua atividade profissional, no ramo da venda de produtos frutícolas, não lhe permite dedicar-se mais a sério a estas provas, “como o pessoal que faz vida daquilo”,  mas vai participando nalgumas competições, eventos motorizados e passeios.

Na Subida Impossível, que se realiza anualmente no Enxerim, junto a Silves, organizada pelo Moto Clube de Albufeira em parceria com a Câmara Municipal de Silves, e que é considerada a melhor prova deste género na Península Ibérica (ou até mesmo na Europa, como defende a organização), tem vindo a participar.

Em anos anteriores, esteve perto de conseguir o primeiro lugar no pódio, como em 2010, quando ficou em 2º lugar da classe das” motos mais fracas”, mas foi em 2023 que fez o pleno: “o 1º lugar nas motas fortes, o 1º lugar nas motas fracas e o 1º lugar na geral”.

Tudo isto graças à conjugação de “muito treino, um bocadinho de sorte, uma moto bem preparada e estarmos bem fisicamente para conseguirmos aguentar a moto 110 metros até lá em cima ”.

Luís Romão descreve esse momento: “ Este ano não houve nada que corresse mal. A curva cá em baixo estava super difícil, que este ano ainda dificultaram mais, e a curva é decisiva, é onde ganhamos balanço para conseguir chegar ao topo com velocidade. E eu consegui acertar mais ou menos na curva…  Porque este ano ainda dificultaram mais, na curva cá em baixo e depois ao meio da subida, nos 50 m, aos 60 m, aos 70m… e aos 80 m havia dois regos… depois eles desistiram daquilo, fizeram um muito fundo. Mas como eu fui com muita velocidade, consegui passar os regos com força e foi por isso que consegui, porque consegui tomar muita embalagem.”

Para Luís Romão este foi um dia “inesquecível”, pois que uma coisa é subir a subida num dia de treino, o que já traz satisfação, mas outra, bem diferente, é conseguir fazê-lo no dia da prova, “com 6000 ou 8000 espetadores a olhar e a aplaudir”. “Foi uma sensação de objetivo cumprido” e “acho que não há nada mais emocionante do que ter ido treinar e ter conseguido subir no dia da prova”.

Luís Romão (foto Facebook Moto Clube de Albufeira)

Tanto mais, lembra Luís Romão, que, este ano, a concorrência que é sempre muita, era especialmente forte, com a presença de dois pilotos profissionais, campeões mundiais, Stefan Everts e Liam Everts. “ E depois vem um gajo que vende laranjas e limpa isto tudo”, diz rindo.

Para este motociclista silvense, os planos para o futuro são claros. No próximo ano irá continuar a competir “com outras expetativas, mais altas” porque todos os anos a dificuldade da prova é aumentada, ao mesmo tempo que surgem cada vez melhores motociclistas, com motos bem preparadas.

 

Texto: Paula Bravo / Fotos: Moto Clube de Albufeira (cedidas por Luís Romão)

 

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