Exercício “DECIRALEX ´23” testa resposta a incêndios rurais complexos

Terminou ontem, a fase de aprontamento do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) a qual culminou com o habitual exercício de teste a toda a linha de resposta instituída pelo conceito de operação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) e que juntou entre Odeceixe/Aljezur e São Teotónio/Odemira, 323 elementos e 130 meios técnicos dos diferentes Serviços e Agentes de Proteção Civil da Região do Alentejo e do Algarve.

O exercício “DECIRALEX´23” simulou um incêndio rural de elevada complexidade numa área com grande potencial de desenvolvimento, com afetação de três Municípios (Aljezur, Odemira e Monchique), num contexto desfavorável ao seu combate, potenciado por um quadro meteorológico adverso, que serviu de cenário para testar os processos de decisão estratégica, coordenação institucional e comando operacional do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS), bem como a execução tática da manobra e sustentação logística que o Sistema de Gestão de Operações (SGO) proporciona nos diferentes níveis de atuação e de comando.

O contexto do exercício permitiu ainda testar a ativação dos Planos Municipais de Emergência e Proteção Civil de Aljezur e de Odemira que reuniram no terreno os seus Centros de Coordenação Operacional Municipal (CCOM), fóruns que asseguram a coordenação institucional perante um acidente grave ou catástrofe, numa plena articulação com os níveis sub-regional e regional.

A linha de tempo do exercício permitiu evoluir gradualmente desde o ataque inicial até ao ataque ampliado, com o correspondente desenvolvimento da organização nas diferentes fases do SGO, até ao expoente máximo jogado – Fase V (para gerir até 1944 operacionais) – o que permitiu integrar representantes das diferentes forças e serviços e empenhar, no ponto alto do exercício, três Equipas de Posto de Comando, uma das quais formatada para gerir operações complexas, que conta agora, além dos elementos de comando da estrutura da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e dos Corpos de Bombeiros, com Oficiais e Especialistas dos demais Agentes de Proteção Civil.

Foram projetados para o terreno seis Grupos de Reforço para Incêndios Rurais (GRIR) dos Corpos de Bombeiros do Alentejo e do Algarve, uma Companhia de Ataque Estendido (CATE) da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana (GNR) e os Sapadores Florestais (SF), permitindo exercitar a receção, acolhimento e a integração das equipas de intervenção multidisciplinar na operação em curso, nomeadamente através das zonas de sustentação logística operacionalizadas pelos Serviços Municipais de Proteção Civil (SMPC).

A informação pública e o acolhimento aos jornalistas materializaram-se no Centro Tático de Comando (CETAC), instalado no Campo de Futebol de Odeceixe, onde funcionou o Posto de Comando Operacional (PCO) que dirigiu todas as operações e onde foram simulados briefings e conferências de imprensa para os Órgãos de Comunicação Social (OCS). Paralelamente foram testadas as dimensões do apoio medico-sanitário e do apoio psicológico e social de emergência, áreas lideradas pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e pela Segurança Social, respetivamente, com o apoio dos serviços de ação social dos Municípios.

O debriefing do exercício foi realizado, no final do dia, no Quartel dos Bombeiros de Aljezur, momento fundamental para identificar lições e contributos dos diferentes intervenientes num momento em que se aproxima o período historicamente mais vulnerável em matéria de incêndios rurais.

Participaram no exercício, os Comandos Regionais Emergência e Proteção Civil do Alentejo e do Algarve e as Sub-Regionais do Alentejo Litoral, Algarve e Baixo Alentejo da ANEPC, os Corpos de Bombeiros, a AFOCELCA, a Autoridade Marítima Nacional, a E-REDES, a GNR, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), o INEM, as Juntas de Freguesia das áreas afetadas, a Saúde Pública, a Segurança Social, os SMPC de Aljezur, de Lagos, de Monchique, de Odemira e de Vila do Bispo, tendo sido integrados ainda no PCO especialistas dos restantes SMPC da região do Algarve.

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