Geopalcos abre em Albufeira e encerra em Silves, com muitas propostas de arte, ciência e natureza

Em 2023, o programa Geopalcos – Arte.Ciência.Natureza, uma ação do aspirante Geoparque Algarvensis, numa ação conjunta de Loulé, Silves e Albufeira, arranca mais cedo, já em maio, semeando Arte e Cultura pelo território do aspirante Geoparque Algarvensis, um candidato a património mundial da UNESCO.

O programa de atividades arranca em Paderne, no dia 20 de maio, e encerra em Silves, a 29 de junho, passando também por São Marcos da Serra.

Tal como em 2021, o Geopalcos – iniciativa bianual do aspirante Geoparque Algarvensis- cruzará artes visuais, música, dança, cinema, performance e partilha cultural e de conhecimento, descentralizando múltiplos eventos ao longo do interior dos concelhos, e envolvendo sempre que possível as comunidades locais.

O Geopalcos – Arte.Ciência.Natureza 2023 arranca em Paderne, Albufeira, a 20 maio, às 17h00, com a inauguração da instalação escultórica “Andar a pé no fundo do mar”, de Jorge Cabrita Matias, artista visual que fez carreira em Bruxelas depois de estudar em Portugal e que decidiu fixar-se no Algarve.

A instalação é inspirada nos fósseis encontrados no Planalto do Escarpão, situado entre Paderne e Ferreiras. Testemunhos da vida marinha tropical do Oceano Thetys, que em tempos remotos existiu neste lugar, estes fósseis contam histórias com mais de 150 milhões de anos. A obra é visitável na Ermida do Castelo de Paderne, entre 20 de maio e 17 junho, de segunda a sábado, das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

A 21 de maio, há música em Loulé, mais concretamente em Alte, na Fonte Grande, com um concerto “enigmático” em que o acordeão soa mais alto. O talento está nas mãos de João Frade & Aenigmaticus Orchestra, para ver e ouvir às 21h30. Frade nasceu em Albufeira, mas cedo rumou a França, para aprender na CNIMA – École Internationale de Musique et d’Accordéon, perto de Lyon. Longe de ser um acordeonista “tradicional”, João Frade tem-se revelado um dos músicos mais ecléticos e criativos da cena musical internacional, dominando as suas próprias composições e “reinventando” um instrumento que está bem enraizado na cultura popular portuguesa. É músico residente na banda da fadista Mariza, mas tem tocado com Maria João, Mário Laginha, Pedro Jóia, Jorge Pardo, Carles Benavent, Alain Peréz, Mayra Andrade, Lura, Adiafa, Luis Represas, Munir Hossn e Ney Matogrosso, entre muitos outros.

A 23, também em Loulé, mas na aldeia da Penina, perto de Salir, inaugura a instalação artística “Moinhos ao Vento”, de Bertílio Martins, um dos fundadores da Associação 289, um coletivo sedeado em Faro que desde 2017 tem promovido as Artes Visuais no território Algarvio. Bertílio tem participado em várias exposições coletivas e individuais, entre elas “REINVENÇÕES: 100 Anos da Conferência Futurista de Almada Negreiros”, no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa. A instalação abre às 19h00, e conta com moinhos de vento elaborados pela comunidade local. O evento inclui ainda uma visita e um workshop sobre moinhos de vento, para alunos de 1º ciclo.

No dia 27 de maio, em Loulé, a Fonte Benémola acolhe um passeio interpretativo, com especial relevo para os insetos e a sua importância nos ecossistemas. O passeio, intitulado “Flor sim, flor não, um inseto… ou talvez não!”, tem início às 9h30, com a duração de 2 horas e meia. As inscrições deverão ser feitas através do email ambiente@cm-loule.pt. O passeio é limitado a 15 pessoas e aconselhável a maiores de 6 anos.

Também a 27, mas em Albufeira, em Paderne, há um outro passeio pedestre, este com performance, chamado “A Alma do Espaço”, orientado pela Associação SOUL.  O passeio inclui performances coreográficas, explorando os espaços, o movimento, a dança e a criatividade. “A Alma do Espaço” arranca às 9h30, com ponto de encontro sob o viaduto da A22, junto ao Castelo de Paderne (e repete no dia 3 de junho), numa distância de 1,5 kms e duração de 90 minutos. O limite máximo de participantes é de 15 (inscrições em: cultura@cm-albufeira.pt).

A 30 de maio, voltamos à Benémola, para a inauguração da instalação artística “E se D. Quixote passasse por aqui…”, da autoria de Gustavo Jesus. O evento desvenda-se às 19h00 e inclui trabalho de mediação com alunos do curso de Artes Visuais da Universidade do Algarve.

A 2 de junho há concerto em Albufeira, em Paderne. É “Dia Púrpura”, de Mateus Verde, às 21h30, na Rua Miguel Bombarda. Um concerto em que o músico e artista visual, originário de Albufeira, combina as canções intimistas com as paisagens sonoras e atmosféricas da sua instalação artística “Sons do Chão”. Com “Dia Púrpura”, são apresentados novos temas do cantautor após o lançamento do seu último álbum “Feiticeira”, com passagens instrumentais que utilizam troncos recolhidos no mato e transformados em instrumentos musicais que integram a instalação “Sons do Chão”.

A 4 de junho, o Santuário de Nossa Senhora da Piedade (Mãe Soberana) recebe “O Pássaro Escritor”, um espetáculo dirigido a crianças e famílias pela Associação Cultural e Ambiental-Figo Lampo, às 11h00.  “O Pássaro Escritor” junta textos de grandes escritores a obras de grandes compositores, aliando a música à poesia.

A partir de dia 6, poderá visitar a instalação artística interativa “Sons do Chão”, por Mateus Verde. “Sons do Chão” integra materiais recolhidos na floresta e transformados em instrumentos musicais. A instalação, localizada, no Moinho do Leitão, em Paderne, pode ser visitada de 3ª a 6ª feira, das 10h00 às 13h00 e sábados e domingos entre as 10h00 e as 13h00 e as 14h00 e as 17h00.

A 9 de junho, em Alte, na Escola Profissional Cândido Guerreiro, há cinema, entre as 14h30 e as 16h30, com a apresentação de curtas metragens dos alunos que participaram no Workshop CineKids, dos cursos Profissionais de Multimédia das Escolas Secundárias de Loulé, Dra. Laura Ayres e Esc. Profissional Cândido Guerreiro. Haverá ainda a apresentação final do evento Poetry Slam, pelos alunos que participaram na oficina “Dos textos ao microfone”, inserida no Festival.

A 10 de junho, em Querença, Loulé, há performance na área de Dança. Chama-se “Leva-me ao céu”, pela ArQuente-Associação Cultural, para ver às 20h00. ‘Leva-me ao Céu’ é um convite à (re)descoberta dos espaços que nos rodeiam, transformando-os em locais de pesquisa e criação. Açoteias, palácios, casas abandonadas, fortalezas, miradouros, ruínas, o alto de uma serra, o átrio de uma igreja, uma eira, um pinhal, um jardim, as salinas, as dunas, todos os locais podem passar a ser uma “sala de ensaios” e um “palco”.

Este espetáculo inclui trabalho com a comunidade da pequena aldeia de Querença, que depois irá participar no espetáculo (inscrições em cinereservas@cm-loule.pt, máximo de 10 pessoas), bem como um workshop de dança para os alunos da EB1 de Querença (a 24 de maio).

No dia seguinte, dia 11, há concerto em Salir, Loulé, com Luís Galrito. Chama-se “Nós e os outros”, para ver e ouvir às 21h30.

Também a 11, arranca “Interferências”, oficina de pesquisa e criação coreográfica, com autoria de Ana Borges. O trabalho decorre na aldeia da Tôr, em Loulé, com término a 17 (inscrições cinereservas@cm-loule.pt, máximo de 15 pessoas). Ana Borges abraça a relação da dança com espaços não convencionais, seguindo uma estética ligada aos movimentos de dança americana dos anos 60/70 do séc. XX. A oficina vai assim desenhando uma estrutura coreográfica que resulta numa performance final, a 18 de junho, que terá lugar na Ponte Medieval da Tôr.

No mesmo dia, reedição da performance “O Pássaro Escritor”, pela Associação Figo Lampo. Para ver e ouvir na Igreja do Barranco do Velho, em Loulé. É no dia 11, às 11h00.

A 17 de junho, em Silves, no Moinho do Rodete, pelas 21h30, há espaço para um concerto incrível que junta – de novo – Vítor Bacalhau e Ricardo Martins, eles que em 2021 tocaram juntos numa pedreira em Silves e que agora se chamam Terra Sul. Desta vez, à música juntam a dança, com a participação da Associação Cultural Dancenema. Um espetáculo em que os corpos vão poder exprimir no palco as ondas sonoras deste casamento entre a guitarra portuguesa e a guitarra Blues.

Dia17 é também dia de festa, em Loulé, mais concretamente na Aldeia da Penina. É a reedição de Penina em Festa, um dia inteiro de atividades em que a pequena aldeia se enche de vida. O programa começa às 09h00, com caminhadas, e inclui ainda workshops sobre como fazer cerveja artesanal ou montar a cavalo, entre outros, e ainda exposições, animação de rua e concertos, com duas bandas a reter, os In Versus e os Urze de Lume, a partir das 21h30.

A 18, pelas 19h00, como já referido, Ana Borges apresenta a Performance Interferências_vol.7 [Ponte Medieval da Tôr_Loulé], um evento de dança com a participação da comunidade local que se desenrola ao ar livre, em plena ribeira junto à Ponte da Tôr.

Também a 18, e ainda em Loulé, mas na Varjota, há caminhada logo pela fresca, às 8h00. Fazemos um percurso geológico nos Campos de Lapiás da Varjota, numa oportunidade a não perder para conhecer o nosso património geológico. O passeio, com uma duração de 3 horas e meia, e uma distância total de 8kms, requer inscrição, através do email museu@cm-loule.pt.

A 24 de junho, um sábado, o município de Silves recebe o concerto de João Frade com a Aenigmaticus Orchestra. Desta vez, o acordeonista e a sua banda tocam em São Marcos da Serra, no Largo da Igreja, às 21h00.

É também em Silves, na antiga capital muçulmana do Algarve, que, no ambiente mágico do Castelo, fecha o Geopalcos 2023, a 29 de junho, com a Orquestra de Jazz do Algarve, num evento que retoma os Sunset Secrets, em que o saxofonista Luís Miguel apresentará “Time Wheel Trio”, concerto que apresenta uma fusão única de jazz main stream e contemporâneo, Neste espetáculo, a improvisação é a chave e cada membro da banda contribui com o seu estilo e sensibilidade musical para criar uma música complexa e dinâmica.

Com início a 20 de maio, o Geopalcos Arte.Ciência.Natureza – um programa de intervenção cultural no território aspirante Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira – tem vindo a criar eventos inovadores no território Algarvensis, um território aspirante a Geoparque Mundial da UNESCO, marcando o cruzamento de várias disciplinas artísticas, mas também a comunicação entre os agentes culturais, as gentes locais e a população que habitualmente visita o Algarve durante o verão.

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