CDU Silves organiza almoço comemorativo do 25 de abril

A CDU Silves organiza um almoço comemorativo do 25 de abril, às 13 h, na Praça Al-Muthamid, em Silves.

O almoço conta com a participação de João Oliveira, membro da Comissão Política do PCP.

Esta iniciativa é uma das várias que o PCP e a CDU estão a organizar no Algarve, integrada nas comemorações do 49º aniversário do 25 de abril.

A propósito dessa efeméride, o PCP divulgou o seguinte comunicado:

«25 de Abril é mais Futuro

Em 1974, com o 25 de Abril, revolveu-se toda a vida no País.

O regime fascista foi derrubado após o primeiro passo dado pelos Capitães de Abril e seguido por enchentes de ruas e praças de gente, numa explosão de liberdade e com um enorme sentimento da necessidade de profundas alterações no país.

Hoje, 49 anos depois, comemorar Abril, exige afirmar o que a Revolução representa e expressa enquanto processo libertador com profundas transformações na sociedade portuguesa e um dos mais altos momentos da vida e da história do povo português e de Portugal.

Celebrar Abril é evidenciar o que foi o fascismo e combater o seu branqueamento, é destacar a luta anti-fascista, pela liberdade e a democracia.

Celebrar Abril é assinalar o seu sentido transformador e revolucionário, não rasurar a memória coletiva que o envolve, afirmar o caminho que o tornou possível, rejeitar as perversões e falsificações históricas, denunciar os que o invocam para o amputar do seu sentido mais profundo, sublinhar o que constitui hoje de valores e referências para um Portugal desenvolvido e soberano que décadas de política de direita têm contrariado.

Comemorar Abril é exigir que se cumpra a Constituição da República Portuguesa, nomeadamente o que ela consagra e determina quanto à criação de regiões administrativas e exigir a reposição das freguesias extintas.

Comemorar Abril é defender e valorizar o poder local democrático, hoje ameaçado pelo subfinanciamento e pela sua descaracterização por via da transferência de encargos, pela ingerência tutelar, pela instrumentalização que o reconduz, em parte, a mero executor técnico das opções de terceiros.

Numa altura em que a realidade nacional e regional é marcada pela degradação da situação económica e social, pela acentuada perda do poder de compra e outras dificuldades que atingem os trabalhadores e o povo, em que os serviços públicos precisam de ser defendidos e valorizados, em que direitos constitucionais como a habitação, o transporte público, o acesso à cultura e a um ambiente equilibrado e saudável não chegam a todos os portugueses, comemorar Abril é também uma forma de luta por uma vida melhor.

A DORAL do PCP expressa todo o empenho para que, com todos os democratas e patriotas, aos que aspiram à libertação da exploração e da opressão, para que, com a sua vontade, a sua voz e a sua luta, afirmem e projetem os Valores de Abril no futuro de Portugal.”

A DORAL do PCP valoriza assim, as muitas iniciativas populares que estão marcadas por toda a região, destacando as Comemorações Populares em Faro promovidas pelo Movimento Associativo e Sindical Unitário, e que participará com intervenção própria nas diversas comemorações autárquicas e  a realização das  iniciativas da CDU e do PCP.

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Um Comentário

  1. Igualmente a propósito de programas na televisão, quem assistiu, na noite de 24 para 25 de Abril, ao programa “ABRIL EM FLOR”, na RTP 1, onde recordámos magníficos temas, que ficarão, para sempre, umbilicalmente ligados à aurora e devolução da nossa Liberdade, quem a esse programa assistiu, observou certamente que, enquanto os artistas actuavam, várias cenas eram projectadas numa imagem ao fundo.

    Uma dessas imagens projectadas mostrava, numa péssima cedência ao mau gosto, o Monumento aos Descobrimentos simbolizando a escorrer sangue.

    Desconheço quem foi o “artista” dessa “luminosa” ideia e não estou interessado em sabê-lo, porque simplesmente lamento gente, que se compraz em apunhalar a sua própria História, a História do seu próprio país e dos heróis que, ao longo dos séculos, construíram o nosso Portugal, que com essa triste imagem se vê traído por um qualquer imbecil, que prefere pisar aos pés a terra que o viu nascer, presumindo que seja português.

    Portugal não tem de que se envergonhar de nada, repito de nada do seu passado, porque, se excessos houve do lado português, na guerra colonial, jamais se poderá branquear o terror insurreccional da UPA levado a cabo, no norte de Angola, no início da guerra, por Angolanos com violações de mulheres e esquartejamentos de colonos (homens, mulheres e crianças).

    Um outro tema muito do gosto destes detractores do seu próprio país, que alguém, muito a propósito, apelidou de “idiotas úteis”, é o de que Portugal foi um país de escravatura.
    Só que, na sua ignorância ou má fé, fazem, contudo, por esquecer que, em matéria de escravatura, os grandes negreiros foram, sim, os Árabes, ao longo de toda a África, ao pé dos quais os Portugueses não passaram de “meninos de coro”.
    Especialmente, escondem que alguns dos sobas das aldeias indígenas foram destacados protagonistas na traficância dos seus próprios súbditos.

    A provocação da tirada de mau gosto da projecção do Monumento aos Descobrimentos, em Belém, posto a escorrer sangue, sugere-me a proposta ignara de um tal Dino de Santiago – nascido português, mas com ascendência cabo-verdeana – que se manifestou incomodado com a letra do nosso hino nacional, propondo que seja alterada.

    Felizmente que o povo português é suficientemente maduro para colocar no local apropriado as provocações de algumas minorias, ou seja, no lixo.

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