Livro com Lista Vermelha das Atividades Artesanais Algarvias está disponível online

O livro , já está disponível online.

Editado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), este livro resulta de um estudo que identifica, cataloga e regista as artes e ofícios do Algarve, dando ainda a conhecer um conjunto de recomendações gerais para a salvaguarda das mesmas.

A coordenação geral é de Graça Palma e João Ministro (Proactivetur Unipessoal, Lda.), e a coordenação da investigação de Susana Calado Martins.

A investigação que deu origem a esta publicação enquadra-se no projeto Magallanes_ICC, do qual a CCDR Algarve é parceira, e que consiste numa rede de cooperação transfronteiriça no âmbito do desenvolvimento e promoção das indústrias culturais e criativas.

O projeto é cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do programa Interreg V – A España–Portugal (POCTEP) 2014-2020.programa Interreg V – A España–Portugal (POCTEP) 2014-2020.

A  publicação pode ser consultada e descarregada no site da Direção Regional da Cultura em http://www.cultalg.pt/pt/PCI/.

O desenvolvimento do presente estudo teve em consideração os objetivos gerais definidos à partida para o projeto, desde logo, o facto de pretender identificar, registar e catalogar atividades artesanais tradicionais do Algarve que participam do Património Cultural Imaterial do Algarve (PCI), no âmbito do Domínio das Técnicas e Ofícios Tradicionais.

Essa catalogação de cada atividade artesanal tradicional foi efetuada de acordo com o seu grau de risco ou de viabilidade, de modo a vir a ser inserida nas Listas de Património Cultural Imaterial do Algarve desaparecido (Lista de Artes e Ofícios Desaparecidos), de Património Cultural Imaterial do Algarve a necessitar de salvaguarda urgente ou de Património Cultural Imaterial do Algarve atualmente viável, correspondente a uma possível Lista Representativa de PCI do Algarve, conforme os critérios da Convenção da UNESCO.

No final, o trabalho pretendeu contribuir para apontar e priorizar caminhos para o desenvolvimento de ações de salvaguarda destas manifestações de PCI, que participam da identidade e memória coletiva do Algarve.

Em primeiro lugar foi construída uma base de dados com contactos de artesãos, tendo- se solicitado informações a diversas entidades, tais como o CEARTE, os 16 municípios do Algarve e 4 associações de artesanato da região, o que permitiu completar significativamente a informação de que já se dispunha, através do “Projecto TASA” e de outras fontes. Reunidos cerca de 270 contactos, e para os enquadrar no objeto de estudo definido, foi necessário proceder a um apuramento dos mesmos, através de um processo de triagem que foi realizada sobretudo por meio de conversas telefónicas, já que coincidiu com o período de renovação do “confinamento geral” decretado no âmbito da pandemia da Covid 19, o que impediu contactos mais pessoais.

No total, o estudo contemplou um universo de 174 artesãos entrevistados, entre praticantes e detentores de saber. Finalizada esta fase, procedeu-se à sistematização e interpretação da informação recolhida, a qual foi alvo de uma análise de carácter quantitativo e de carácter qualitativo.

Por sua vez, esta análise permitiu realizar a avaliação de risco das atividades artesanais tradicionais do Algarve de modo a fazê-las corresponder às respetivas listas de PCI, assim como preparar um conjunto de recomendações específicas e gerais para a sua salvaguarda.

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