Estudo: Sites portugueses têm em média 16 rastreadores para recolher e rentabilizar dados

O mais recente estudo da empresa de cibersegurança NordVPN demonstra que os sites portugueses têm em média 16 rastreadores (trackers), que podem recolher e rentabilizar os seus dados. Os sites de streaming, compras e tecnologia têm ainda mais — 22 rastreadores em média.

A maioria dos rastreadores encontrados eram propriedade de terceiros. Cerca de 30% dos rastreadores de terceiros pertencem à Google, 11% ao Facebook e 7% à Adobe. Estas empresas usam posteriormente estes dados recolhidos para fins de marketing.

“O número de rastreadores de sites depende principalmente das leis de proteção de dados de um país. É por isso que na Europa Central e do Norte, onde as regras do RGPD (Regulamento Geral de Proteção de Dados) são aplicadas, os sites têm menos rastreadores que nos EUA. Nos EUA, não há uma lei geral aplicável aos diferentes regimes de gestão de dados em vigor em cada estado do país,” diz Daniel Markuson, um especialista em privacidade digital na NordVPN.

Os pesquisadores analisaram os 100 sites mais populares em 25 países de todo o mundo. Usando três bloqueadores de rastreadores (tracker blockers) diferentes, eles puderam ver quantos rastreadores (como um cookie ou um pixel de rastreamento) esses sites usam para saber mais sobre os seus utilizadores.

Porque são os rastreadores perigosos para os portugueses?

Os rastreadores são habitualmente inseridos no código dos sites e é difícil que um utilizador comum consiga detetá-los. Os tipos de informações que os rastreadores recolhem podem incluir endereço IP e localização, histórico de navegação, cliques de um utilizador num site e quais os itens que ele visualizou e por quanto tempo, bem como os dados sobre o navegador e o dispositivo que está a ser usado.

Os rastreadores podem ajudar os administradores dos sites a melhorar a experiência dos utilizadores depois de analisarem como os visitantes interagem com o seu site.

Por outro lado, estas informações ajudam a criar um perfil de utilizador vendido a terceiros (como a Google, Facebook e Adobe mencionados acima). Eles usam o perfil para apresentar anúncios mais direcionados e intrusivos que seguem os utilizadores de um site para outro.

O pior cenário é se os cibercriminosos conseguirem obter estes dados. Eles poderiam compilar um portfólio detalhado sobre alguém e usá-lo contra ele num ataque de phishing, criando uma mensagem altamente personalizada e credível.

Como evitar o rastreamento

De acordo com uma pesquisa da NordVPN, 47% das pessoas em todo o mundo preocupam-se em ser rastreadas pelos gigantes das redes sociais (como o Facebook),  39% estão preocupadas que os seus dados sejam recolhidos por agregadores de informações e publicidade (como a Google) e 38% não querem que as agências de marketing obtenham os seus dados.

Abaixo, Daniel Markuson apresenta várias maneiras de os utilizadores se tornarem menos rastreáveis online:

  • Use uma VPN. Ao usar uma VPN, conseguirá esconder o seu endereço IP real e a sua localização de todos os terceiros, incluindo do seu ISP, cibercriminosos, administradores de rede e anunciantes.
  • Instale um bloqueador de rastreadores. Isto vai impedir o seu browser de recolher informações sobre si e também poderá funcionar como um bloqueador de anúncios. Alguns bloqueadores de rastreadores, como o Proteção Contra Ameaças da NordVPN, oferecem outras características de segurança cibernética, como proteção contra malware.
  • Use browsers de privacidade. Utilize um navegador de internet desenhado especificamente para pessoas preocupadas com a sua privacidade online: sem sincronização automática, sem correção ortográfica, sem preenchimento automático e sem plug-ins.
  • Deixe o Google de lado. O Google rastreia muitos dados sobre si — se quer evitar isso, terá de optar por outros serviços de email e motores de pesquisa.

A metodologia usada no estudo podem ser encontrada aqui: https://nordvpn.com/blog/nordvpn-research-website-trackers/

 

Fonte: NordVPN

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