Seca agrava-se na região, já há restrições na agricultura

O agravamento da seca na região e a escassez de água nas barragens é uma realidade preocupante a curto prazo.

A região prepara-se para tomar medidas integradas com todos os municípios, estando marcada, para o dia 15 de julho, uma reunião nesse sentido. Segundo o presidente da AMAL, António Pina, citado pelo Sul Informação, o Algarve tem água para um ano, “se tivermos um ano igual ao último”.

O autarca mostrou-se muito preocupado, afirmando que as “pessoas ainda não perceberam” a gravidade da situação, pois o consumo humano continua a aumentar, tendo havido um crescimento de cerca de 15%, sem que isso corresponda a um aumento de população ou de turistas.

Da parte de algumas autarquias, nomeadamente Silves, já há alguns meses que estão a ser aplicadas medidas restritivas, por exemplo na rega de jardins, mas recentemente, na Assembleia Municipal, o vereador Maxime Sousa Bispo admitiu que as restrições deverão ser alargadas, em consonância com as medidas que os autarcas algarvios se preparam para decidir.

No concelho também já há restrições a nível dos agricultores servidos pela Associação de Regantes de Silves, Lagoa e Portimão, tendo sido ativado o plano de contingência, reduzindo em 50% o fornecimento de água para as culturas não permanentes e não agrícolas.

Para já, está garantido o fornecimento de água para as culturas permanentes,  mas com dotações máximas de 5.000 metros cúbicos por hectare e o corte do abastecimento aos domingos. Medidas que pretendem evitar o pior cenário, caso não chova no final do verão.

De acordo com o IPMA, em junho deste ano, cerca de 1/3 do território encontrava-se em seca extrema e no final do mês havia uma diminuição significativa dos valores de percentagem de água no solo em praticamente todo o território, em particular nos distritos de Castelo Branco, Setúbal, Beja e Faro. No Algarve, a zona mais afetada corresponde ao Barlavento Interior, aos concelhos de Aljezur e Monchique que se encontram em situação de seca extrema, enquanto os restantes estão em situação de seca severa.

No que respeita ao armazenamento de água, as bacias do Barlavento algarvio, com 13,3%, eram as que tinham, no final de junho, a menor quantidade de água armazenada no continente.

A Barragem do Arade encontrava-se com a sua capacidade de armazenamento a 46,1%; a do Funcho a 63,8%;  e a de Odelouca a 41,5%.

Face a esta situação que se vive em todo o país, o Governo tem afirmado que o país tem água para consumo humano nos próximos dois anos, mas admitiu racionamentos em determinadas regiões, relativamente a alguns usos, como na agricultura.

 

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