Maguilla nasceu em Silves mas “instalou-se” em Castelo Branco

Chama-se Maguilla, nasceu em 2015 no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico em Silves (CNRLI) e foi libertada em 2016 no Vale de Matachel, na Extremadura Espanhola.

No ano seguinte, perdeu a sua coleira com radiotransmissor, que permitia o seu acompanhamento, e foi dada como desaparecida. Mas recentemente surgiram evidências da presença de lince-ibérico no distrito de Castelo Branco e foi identificada uma fêmea: Maguilla, nascida em Silves.

Assim, Maguilla voltou a aparecer, cerca de cinco anos após o seu desaparecimento e a 300 quilómetros do local onde foi libertada na natureza.

A sua presença foi detetada através de imagens captadas por foto-armadilhagem e posteriormente foi identificada através dos padrões da pelagem. Outras evidências da presença da espécie, como excrementos, estão a ser analisadas em laboratório, em busca de um perfil genético que permita a mesma ou outras identificações.

Maguilla (Foto Quercus)

A notícia foi divulgada pelo  Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens (CERAS), um projeto do núcleo regional de Castelo Branco da Quercus, que tem como principal objetivo recuperar animais selvagens debilitados e devolvê-los à natureza. O seu responsável, Samuel Infante, disse depois à Wilder que há quase um ano e meio que se deteta a presença da espécie lince-ibérico nesta região do interior.

Esta é uma boa notícia para a sobrevivência deste animal que até há bem pouco tempo era o felino mais ameaçado de extinção, em todo o mundo. O Centro de Reprodução do Lince Ibérico de Silves, construído em 2009 numa herdade na freguesia de São Bartolomeu de Messines, tem tido um papel muito importante nesse percurso e aqui já nasceram 635 crias. Em 2014 começaram a ser reintroduzidos na natureza e em 2016 confirmou-se o primeiro nascimento sem ser em cativeiro.

Estima-se que atualmente existam cerca de 200 linces em território nacional e cerca de 1.100 na Península Ibérica.

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