Portagens na Via do Infante – “Utentes não esquecem injustiça que se iniciou há uma década no Algarve”

O Movimento Algarve sem Portagens e o Movimento de Utentes de Serviços Públicos assinalam a data em que passa uma década desde o dia da introdução de portagens na Via do Infante, “apelando aos Algarvios que também no dia 30 de Janeiro de 2022 – dia de eleições legislativas em que se escolherão os 230 deputados que compõem a Assembleia da República, entre os quais 9 pelo círculo eleitoral de Faro – possam levar esta luta ao voto, não esquecendo quem, por ação ou omissão, teve responsabilidade na origem e continuidade deste problema ao longo dos últimos dez anos.”.

Em comunicado, estes movimentos lembram que o dia 8 de dezembro de 2021 marca a passagem de uma década desde a data em que foi implementada a cobrança de portagens na Via do Infante (A22), na região Algarvia.

Desde então, afirmam “e não obstante alguns avanços obtidos pela insistência também dos utentes da Via do Infante e das populações algarvias, tem sido mantida, na generalidade, a profunda injustiça que se iniciou em 2011.” Segundo os mesmos “a introdução de taxas de portagens nesta autoestrada veio prejudicar de forma bastante clara as populações e o pequeno e médio tecido empresarial do Algarve, já que a Via do Infante não tem infraestruturas alternativas válidas, sendo a EN125 na verdade uma real artéria urbana com cruzamentos, semáforos e passadeiras de peões e tardando a sua requalificação.
Os efeitos previsíveis, que sempre apontámos, verificaram-se desde o início com uma acentuada redução de tráfego na Via do Infante e o consequente aumento do tráfego na EN125, o que além do impacto económico numa já fragilizada economia demasiado dependente do turismo, recuperou o epíteto de “estrada da morta” para a N125.
Além disso, a PPP associada a esta autoestrada tem-se revelado ruinosa para o interesse público pela transferência de dinheiros públicos para a empresa concessionária independentemente do tráfego verificado constituindo-se uma verdadeira renda de lucro garantido e prejuízo para o Estado, populações e aparelho produtivo.”

Os movimentos criticam a “opção dos Governos do PS, PSD e CDS em introduzir e manter esta injusta penalização às populações do Algarve”, agora ainda mais gravosa com a acelerada degradação das condições económicas e sociais dos trabalhadores e do povo e de falência previsível de muitas MPME” o que “torna ainda mais imperativa a exigência do fim da cobrança de portagens na Via do Infante, como condição de desenvolvimento regional e de garantia do direito à mobilidade das populações.”

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