Turismo interno superou as melhores expetativas no Algarve

O mercado interno superou as melhores expectativas do setor do alojamento turístico no Algarve para a época alta do verão, ao contribuir com 3,6 milhões de dormidas entre julho e setembro de 2021, correspondendo a um aumento de 30 por cento face ao mesmo período de 2019, que foi o melhor ano de sempre para o turismo em Portugal. Os dados foram revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O Algarve registou 858 mil dormidas de turistas portugueses em setembro (+30,5%), 1,7 milhões em agosto (+37%) e 1 milhão em julho (+19,2%), resultados que representam em cada mês máximos históricos do mercado interno na região algarvia.
Deste modo, o mercado interno contribuiu para consolidar o processo de retoma da atividade turística no Algarve, que concentrou 38,1 por cento das dormidas de portugueses no trimestre em território nacional.
Os turistas estrangeiros, por sua vez, realizaram cerca de 2,6 milhões de dormidas no terceiro trimestre do ano, um decréscimo de 58,4 por cento ou menos 2,8 milhões face a 2019, penalizando a performance do destino.
No total, contabilizando as dormidas de residentes e não residentes, os estabelecimentos de alojamento turístico do Algarve registaram perto de 6,2 milhões de pernoitas em julho, agosto e setembro, um recuo de 31,2% face ao período homólogo de 2019.

Primeiros meses de 2021 superam todo o ano de 2020

No que respeita aos dados nacionais, verifica-se que o setor do alojamento turístico registou 2,1 milhões de hóspedes e 5,6 milhões de dormidas em setembro de 2021, correspondendo a aumentos de 52,3% e 58,4%, respetivamente (+35,5% e +47,9% em agosto, pela mesma ordem). Os níveis atingidos em setembro de 2021 foram, no entanto, inferiores aos observados em setembro de 2019, tendo diminuído o número de hóspedes e de dormidas, 28,9% e 26,6%, respetivamente.

Em setembro, o mercado interno contribuiu com 2,6 milhões de dormidas e aumentou 26,8%, continuando a superar os níveis do período homólogo de 2019 (+15,6%). As dormidas de não residentes duplicaram face a setembro de 2020 (+100,7%) e totalizaram 3,0 milhões de dormidas, mas foram cerca de metade das registadas em setembro de 2019 (-43,9%).

Os proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram 355,5 milhões de euros no total e 268,6 milhões de euros relativamente a aposento. Comparando com setembro de 2019, os proveitos totais diminuíram 29,1% e os relativos a aposento decresceram 29,8%. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 47,9 euros em setembro (71,9 euros em agosto). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 92,0 euros em setembro (116,2 euros em agosto). Em setembro de 2019, o RevPAR foi 66,3 euros e o ADR 97,2 euros.

Os proveitos registados nos primeiros nove meses de 2021 já superaram o valor registado para a totalidade do ano de 2020. Neste período, verificaram-se aumentos de 33,3% nos proveitos totais e de 35,3% nos relativos a aposento. Comparando com o mesmo período de 2019, registaram-se variações de -53,0% e -52,7%, respetivamente.

Entre janeiro e setembro de 2021, considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), registaram-se 11,1 milhões de hóspedes e 30,2 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 14,5% e 18,7%, respetivamente.

Consulte aqui os dados do INE: https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=472730898&DESTAQUESmodo=2

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