Educar para a Vida!

Iniciámos mais um novo ano escolar, com expetativa positiva para uns, com receios antigos para outros. Professores e alunos reúnem-se, agora com a possibilidade de numa relação mais próxima construírem novas formas de estar. A construção de uma relação saudável entre professores e alunos, entre alunos, entre professores, entre pais, e entre todos estes e a instituição que os une, é responsabilidade de todos. Não podemos continuar a atirar para as costas uns dos outros a responsabilidade de uma vivência potenciadora das aprendizagens e do crescimento dos nossos jovens.

O respeito pelo outro e pela função que desempenha é um dos pilares fundamentais das relações humanas, é a base da confiança, da amizade, do amor. Como já referi num artigo de opinião anterior, sentimentos como afeto, atenção, carinho, companheirismo, lealdade e proteção, não são verdadeiramente honestos se o respeito não estiver subjacente na sua expressão. O caráter constrói-se quando se tem claro quais são os valores e quando se aprende a agir com integridade. O respeito não se tira ou impõe, está na formação no nosso caráter.

Escutamos muitas vezes dizer que a escola forma e a família educa. Mas não serão estas, responsabilidades que se cruzam?

Em casa constroem-se os pilares, as fundações de uma personalidade em construção; a escola, através da aprendizagem, do questionamento, do despertar da curiosidade, desperta novos olhares sobre o mundo. Na escola e na família aprendemos a estar connosco e na relação com os outros; dentro da escola, aprendemos muitas coisas que não fazem parte dos currículos escolares; dentro e fora das famílias, aprendemos competências essenciais para a vida.  Na ausência da família, a escola é também um lugar onde se encontram afetos, e cuidados básicos; nas dificuldades de aprendizagem, a família ajuda a ultrapassar as barreiras.

A escola, os professores, os pais, os alunos, devem trabalhar como uma equipa que se complementa e mutuamente se apoia. Enquanto estivermos de costas viradas, teremos currículos escolares não ajustados à realidade do mundo de hoje, teremos jovens que não desenvolvem o gosto pela aprendizagem, professores exaustos, pais em desespero e a escola como um espaço de conflito e não um espaço aprazível onde aprender é uma tarefa divertida e motivadora.

Outubro é o mês Anti Bullying. Que em cada casa se ensine o respeito, a solidariedade, a compaixão pelo outro; que a escola seja espaço de reflexão e se ensine a empatia, como matéria escolar prioritária. O sucesso escolar deve ter como base o sucesso enquanto “Pessoa”. Só assim, construiremos um mundo melhor. Reflitamos, para agir, em vez de queixar, começando por fazer o que está única e exclusivamente nas nossas mãos.

“ Se a criança vive com críticas, Ela aprende a condenar

Se a criança vive com hostilidade, Ela aprende a agredir.

Se a criança vive com zombarias, Ela aprende a ser tímida.

Se a criança vive com humilhação, Ela aprende a se sentir culpada.

Se a criança vive com tolerância, Ela aprende a ser paciente.

Se a criança vive com incentivo, Ela aprende a ser confiante.

Se a criança vive com elogios, Ela aprende a apreciar.

Se a criança vive com retidão, Ela aprende a ser justa.

Se a criança vive com segurança, Ela aprende a ter fé.

Se a criança vive com aprovação, Ela aprende a gostar de si mesma.

Se a criança vive com aceitação e amizade, Ela aprende a encontrar amor no mundo”.

“As Crianças Aprendem o que vivem” –  Dorothy Low Nolte

 

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