Entrevista a Luís Guerreiro, candidato do PS à Câmara Municipal de Silves

Luís Guerreiro

 Candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal de Silves

 

 

1- Quais as razões da sua candidatura?

 Candidato-me para servir o meu concelho e para melhorar a vida dos munícipes. Sou filho de Silves, cidade onde nasci há 65 anos. Cresci e brinquei nas ruas junto à Sé e ao Castelo. Aqui me fiz homem, aqui casei, aqui fui pai, e mais recentemente avô. Candidato-me pelo meu partido, ao qual me filiei quase há 50 anos, defendendo os valores da liberdade, da igualdade e da solidariedade, aberto à diversidade, à iniciativa, à inovação e ao progresso. Represento o único partido que apresenta candidaturas a todos os municípios portugueses. Temos um justificado orgulho no contributo que o PS já deu para um Portugal Melhor e no que continuaremos a dar para Recuperar Portugal e Garantir o futuro, também em Silves.

Acredito num concelho mais solidário, justo e fraterno, respeitando tudo e todos, onde o pluralismo das ideias e das opiniões serão sempre bem-vindas.

Em resultado dos muitos anos de vida profissional que dediquei ao concelho de Silves, foram muitos os que me incentivaram a avançar com esta candidatura. Este é o momento de agir e de não aceitar o atraso económico, social e cultural no nosso concelho. Sob o lema Recuperar Silves e Cuidar do Futuro pretendemos trabalhar para as pessoas na modernização do Concelho e lutar para criar condições de fixação de emprego, e realizar investimentos públicos em obras estruturantes que sirvam as famílias, as empresas, as instituições sociais, desportivas e culturais que atravessam grandes dificuldades face à pandemia.

Esta candidatura nasce da vontade de colocar o município de Silves na rota do desenvolvimento apoiando as pessoas, o comércio local e as empresas do Concelho.

Assumo este desafio com muita honra, responsabilidade e com muita humildade, encabeçando uma equipa de mulheres e homens, muitos dos quais nunca tiveram envolvidos na política, com muita vontade de contribuir para recuperar o nosso concelho, e criar condições para um futuro melhor para todos os que vivem na nossa terra.

A vida é feita de ciclos, olhando para trás creio que toda a minha vida estive a preparar-me para este desafio e para esta responsabilidade que agora assumo com garantia de trabalho sério e responsável. Com o devido respeito que todos os meus opositores políticos merecem, acredito que o nosso projeto é aquele que melhor pode representar os interesses das nossas gentes.

Há cerca de 30 anos que o Partido Socialista não gere os destinos do nosso Concelho, acredito que este é o momento de não hesitar na confrontação democrática com os nossos opositores políticos. E digo-o porque esta é uma candidatura pela positiva, unida, sem medo, com novas ideias e projetos, mas também é a candidatura da participação no debate publico, da celebração da diversidade e das diferenças, e do encontro de todos os que vierem por bem.

Acredito que esta candidatura traz ideias que irão aproveitar as referências de excelência do nosso concelho: o património ambiental e paisagístico único com criação de um programa de reabilitação da cidade, das vilas e aldeias com o aproveitamento dos recursos naturais e culturais únicos. A Coesão Social com criação de habitação social em regime de auto construção, bem com a construção novos lares de apoio aos idosos do nosso concelho. Mas um concelho tem de ter uma dinâmica assente em empresas, em comércio, temos que ser capazes de criar condições para a criação de Emprego, e por esse motivo iremos lançar o centro de Empresas e Empreendedorismo. Não esquecemos os nossos jovens e as famílias, pelo que propomos promover a construção de novas escolas de ensino básico e creches, bem como de novos espaços verdes de utilização e um parque desportivo multiusos que dê resposta às necessidades da nossa população.

Estou neste desafio para ganhar, num movimento que tem vindo a atrair muita gente de vários quadrantes políticos e faço votos que muitos outros se juntem a nós, pessoas independentes da sociedade civil, desinteressados da política ou simplesmente cansados do rumo que o nosso concelho tem seguido nos últimos 30 anos.

 

2- Que balanço faz do mandato que terminou? (O melhor e o pior)

 Não quero julgar o anterior executivo camarário, porque acredito que terão feito o melhor que puderam e que souberam em cada momento, mas acredito que é preciso dar uma volta, precisamos de outras pessoas, com novas ideias, com mais energia, gente conhecedora que possa implementar o que consideramos estratégico para o nosso Concelho. Quando olho para o atual executivo, vejo-o muito exausto, cansado, sem ideias. Este último mandato foi pior que o anterior, não trouxe nada de novo, verifica-se uma degradação da limpeza do espaço público, a perda económica vai-se acentuando, o desemprego cresce, perdemos população no interior. Em suma, temos um Concelho cada vez mais desequilibrado, o slogan camarário da Terra ao Mar é cada vez mais apenas o mar, a serra está abandonada, infelizmente estamos cada vez  mais a perder o comboio do desenvolvimento.

Todos queremos ganhar, mas o primeiro passo que temos de dar é oferecer aos nossos munícipes uma alternativa verdadeira, credível e ajustada à nossa realidade. Quando converso com as pessoas há a percepção que o nosso município está parado, vemos grandes projetos a serem lançados em concelhos com metade do nosso potencial e perguntamo-nos: porque é que nada acontece em Silves? Promovem-se iniciativas soltas, sem expressão, sem continuidade, no fundo sem estratégia e isso deixa-me triste, porque num contexto tão difícil como aquele que atravessamos todos os recursos são escassos. Silves tem de ser mais do que um somatório de projetos e oportunidades perdidas.

Silves pese embora todo o potencial enquanto destino turístico, continua a apresentar níveis muito deficitários de desenvolvimento. Creio que nos últimos 20 anos foram desaproveitadas várias oportunidades de posicionar Silves como uma marca de excelência no Turismo, não soubemos captar investimento para trazer industrias e empresas para o nosso concelho, continua não existir um polo de atração de empresas, o barrocal e a serra continuam desaproveitados, não temos um verdadeiro programa de reabilitação urbana que atraia residentes para as cidades e vilas do nosso Concelho.

3- Que prioridades define para a sua atuação, em termos do concelho, caso seja eleito? 

 O emprego e a economia são as nossas prioridades, não descurando o apoio às famílias. É preciso atrair empresas para fixar população em Silves. As autarquias são os parceiros essenciais para garantir o futuro. Acredito que temos as políticas certas e os melhores candidatos para gerir as juntas de freguesia e câmara municipal. O poder local faz parte do nosso ADN, o PS é o maior partido autárquico. A resposta que o PS deu à crise foi a resposta adequada, temos agora um mundo de oportunidades para o nosso futuro. Em todos os momentos estivemos juntos das pessoas. Temos de garantir a autonomia dos jovens e para isso é essencial garantir habitação e trabalho.

Um estado social forte é o que o PS está a construir no Governo e que pretendemos implementar também na autarquia de Silves. Um estado social forte é imprescindível. Foi no Estado que as empresas e os cidadãos encontraram respostas: na saúde, na escola, na proteção social, nos apoios às empresas. As crises respondem-se com solidariedade e não com austeridade, queremos acelerar as respostas às vulnerabilidades que a pandemia tornou mais evidentes.

 

4- Indique uma prioridade para cada freguesia.

 Ao longo dos últimos meses temos vindo a trabalhar no terreno com as forças vivas do Concelho, com as associações e com as pessoas e o nosso programa reflete muitas das ideias apuradas em sessões de esclarecimento com a população, que teremos oportunidade de dar a conhecer durante a campanha eleitoral. Claramente pretendemos valorizar o Concelho, combatendo a ideia de um concelho a duas velocidades, incentivando a agricultura sustentável, a pecuária e a valorização das espécies autóctones, o artesanato e os saberes populares, a fixação de novos habitantes, tirando partido das políticas públicas de habitação e das possibilidades de trabalho digital remoto que este abre assim como a promoção turística deste vasto território com enorme potencial.

De forma transversal iremos promover medidas de Habitação, de Emprego, de apoio às empresas, de revitalização do parque escolar, de infantários, e de lares. Iremos construir um Município solidário e inclusivo, um concelho ambientalmente de excelência
 apoiando o estabelecimento de zonas protegidas e sítios classificados, tanto no interior como no litoral. Propomos a criação de emprego em áreas da inovação e transição digital, criando em parceria com empresas e universidades, clusters de especialização em diversas áreas como ciências do mar, agricultura de precisão e o envelhecimento ativo; Iremos lançar um programa de Habitação Acessível visando apoiar a classe média, as famílias trabalhadoras e os jovens a adquirir habitação via programas de autoconstrução ou arrendamento jovem não descurando o Apoio social na luta contra a pandemia e a proteção da saúde garantindo os mais elevados níveis de reposta ao COVID 19 e de apoio aos cidadãos, do ponto de vista da saúde pública, apoio social e educação, assim como à manutenção da economia, dos postos de trabalho e do rendimento das famílias.

 

5- Complete a frase: “Desejo que o Concelho de Silves ……”

seja um concelho equilibrado e justo, socialmente evoluído para todos os que aqui nasceram, vivem e trabalham. Juntos podemos Recuperar Silves e Cuidar do Futuro.

 

 

 

 

 

Veja Também

Mercado de Natal na Estação de Alcantarilha-Gare

No dia 27 de novembro irá decorrer um Encontro de Inverno- Mercado de Natal na …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *