Associação Humanitária de São Marcos da Serra apresentou candidatura para construção de um lar

A Associação Humanitária de São Marcos da Serra (AHSMS) apresentou uma candidatura ao Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES) 3.0,, programa sob responsabilidade do Instituto da Segurança Social, com o objetivo de ampliação do edifício sede e sua adaptação a Estrutura Residencial para Pessoas Idosas.

Sede da Associação Humanitária de São Marcos da Serra

Em informações prestadas ao Terra Ruiva, pelo presidente da Direção, Jorge Rita, esclarece-se que esta “candidatura pretende responder aos anseios da população em geral, sendo a Freguesia de São Marcos da Serra a única no Concelho de Silves que atualmente não conta com um equipamento desta natureza, ao mesmo tempo que promoverá a criação de postos de trabalho, tão essenciais nesta freguesia de baixa densidade populacional.”

O desejo de criar uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (lar), já datava de 2007, tendo na altura existido um projeto aprovado, que não avançou por falta de financiamento. No final de 2020, foi elaborado um novo projeto, da responsabilidade do arquiteto Luís Guerreiro (Espaço Maior Arquitetos), “mais moderno e eficiente adaptado à realidade, dimensionado e apetrechado com as melhores condições atuais, com capacidade instalada para 39 utentes.”

Projeto de ampliação para instalação de um lar

Este projeto que consiste em ampliar o Edifício Sede, onde funcionam o Centro de Dia, os Serviços de Apoio Domiciliário e o apoio alimentar em parceria com a Segurança Social e Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve “ressuscitou” após a “grande recuperação que a instituição teve desde que entraram em funções os atuais corpos sociais e direção técnica, com a prestimosa colaboração da comunidade em geral e dedicação dos nossos colaboradores”, o que permitiu a necessária estabilidade financeira e consequente criação de mais postos de trabalho sustentáveis, que por sua vez nos levará a conseguirmos abranger o triplo de utentes que a instituição tinha até então”.
Também se refere que a instituição tem hoje “maior credibilidade dentro das instituições bancárias com quem trabalha, que já afiançaram estarem disponíveis para financiar a parte do projeto, cujo valor caberá à Instituição conseguir, uma vez que o projeto após aprovado poderá contar com uma comparticipação estatal até 70% e Municipal até 20%”.

Resposta social

Segundo a AHSMS, este projeto surge da constatação de várias necessidades. Desde logo a necessidade de servir uma freguesia que perdeu cerca de 30% da sua população nos últimos anos e na qual 40% são idosos.

Por outro lado, a constatação de que as respostas sociais eram insuficientes: “A experiência de intervenção que a AHSMS adquiriu do Centro de Dia e Serviços de Apoio Domiciliário ao longo de 17 anos de serviço, aliada ao exponencial crescimento do número de utentes que se verificou desde 2018, fez-nos verificar entretanto que as respostas sociais que temos por si só já não conseguem responder a todas as necessidades atuais da população alvo, nomeadamente um acompanhamento 24H.”
“Os nossos idosos já se encontram com um elevado grau de dependência, por perda das suas capacidades físicas e cognitivas, estando uma grande parte deles até em cadeiras de rodas, o que é extremamente penoso para os utentes e colaboradoras, devido à necessidade de se proceder ao transporte diário.
Muitos dos familiares dos nossos utentes residem longe (alguns até no estrangeiro) e os idosos veem-se desprovidos de rede de suporte familiar, situação gravosa a que acrescem o isolamento dos domicílios que estão localizados em zonas muito remotas da nossa freguesia, muitos sem eletricidade, comunicações ou saneamento básico.
Fruto deste isolamento, a nossa instituição percorre diariamente centenas de quilómetros para trazer os utentes (que em grande parte – são de Lar) para o Centro de Dia, tendo como principal dificuldade os fatores logísticos e económicos, ao mesmo tempo que os utentes usufruem de menos tempo útil nesta resposta social.

Atualmente a Freguesia de São Marcos da Serra, sendo a 3ª em área geográfica, é a única do Concelho de Silves que não dispõe de um infraestrutura desta natureza, ficando os nossos idosos desprovidos desse tipo de apoio, tendo estes que procurar solução num grande raio de ação, não a conseguindo na sua larga maioria, por ausência de vagas, sendo forçados a recorrer à solução possível que temos (Centro de Dia e SAD da AHSMS).”

Surgiu assim o objetivo de criar uma estrutura residencial, nesta instituição que se afirma “ainda disponível para inovar com a criação de um Centro de Atividades Ocupacionais e algumas vagas na ERPI destinadas a pessoas com deficiência”.
A criação deste equipamento reveste-se de uma grande importância para a região, pois para além de criar uma resposta a um problema social, fará nascer na Freguesia um “cluster social” através da previsão da criação de cerca de 14 postos de trabalho diretos”.
O resultado desta candidatura depende atualmente da aprovação da Segurança Social após ouvidos os parceiros do Conselho Local de Ação Social, que terão que dar um parecer favorável – (CLAS) órgão pertencente ao Município de Silves. Este parecer será atribuído pelo Núcleo Executivo do CLAS, e quanto mais alta for a pontuação, maior será a probabilidade de aprovação da candidatura.

AHSMS
A Associação Humanitária de São Marcos da Serra, instituição sem fins lucrativos, foi criada com os objetivos prioritários de promover o bem-estar social da população infantil, idosa e deficiente da Freguesia de São Marcos da Serra, tendo sido fundada por escritura pública a 27 de novembro de 1992.
Posteriormente foi reconhecida como Instituição Particular de Solidariedade Social e Pessoa Coletiva de Utilidade Pública através do registo nº 89 no livro das Associações de Solidariedade Social em 1995.
A instituição inaugurou a sua sede definitiva a 5 de Janeiro de 2004, passando a sua sede da Rua da Fábrica (Sede Provisória) para o Vale Pereirinho, onde também criou as infraestruturas para o desenvolvimento das Valências de Centro de Dia e Serviços de Apoio Domiciliário.

A Direção
Presidente – Jorge Fernandes da Palma Rita
Secretário – Maria Vitorina Coelho Francisco Rita
Tesoureiro – Luís Manuel Mendes Correia
1º. Vogal – José Manuel Silvestre Lima
2º. Vogal – Maria de Lurdes Silva dos Santos
3º. Vogal – Luí Miguel Correia Marques Rafael
4º. Vogal – António do Nascimento Palma

 

Parcerias Institucionais:

– Instituto da Segurança Social (Acordos de Cooperação para o funcionamento das respostas sociais)
-Instituto de Emprego e Formação Profissional (Apoio na formação/qualificação e Criação de Postos de Trabalho /Execução de Medidas – Trabalho Socialmente útil)
– Município de Silves (Apoio ao Funcionamento – PAIIS)
– Junta de Freguesia de São Marcos da Serra (Apoio ao Funcionamento – Apoio na divulgação)
– Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve (Apoio Alimentar/POAPMC – Papel por Alimentos)
– Caixa de Crédito Agrícola de São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra (subsídio anual ao funcionamento)
– Banco Montepio (subsídio anual ao funcionamento)
– Rádio Foia (Apoio na Promoção/Divulgação e ações de angariação de fundos)
– Jornal Terra Ruiva (Apoio na Promoção/Divulgação e ações de angariação de fundos)
– Universidade do Algarve e Instituto Jean Piaget (Estágios Curriculares e Projetos)

Parcerias Informais:
– Comunidade Local e Tecido Empresarial (Donativos, dádivas, angariações de fundos, divulgação e voluntariado)

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