PCP promove jornada pelo direito à vacinação contra a Covid-19

Está a decorrer, até ao dia 10 de abril, na maioria dos concelhos do Algarve, uma jornada organizada pelo PCP em torno do processo de vacinação contra a Covid-19.
Em comunicado o PCP justifica esta ação com a lentidão que o processo de vacinação está a ter, em Portugal e na União Europeia e afirma que “alcançar até ao fim do Verão com a vacinação a imunidade de grupo necessária exige que se tomem medidas excecionais que não estão a ser tomadas com sérios prejuízos para a nossa vida coletiva.”

“As dificuldades evidentes no curso do processo de vacinação, resultantes de constrangimentos do lado da produção, não são conjunturais. Resultam da opção de fundo que foi tomada, por uma estratégia assente exclusivamente em parcerias público-privado (PPP), celebradas entre a Comissão Europeia e seis multinacionais farmacêuticas. A UE financiou, com recursos públicos, a produção de vacinas. Financiou a fase de investigação e desenvolvimento; financiou seguros de risco; comprou antecipadamente vacinas. Porém, abdicou de quaisquer direitos de propriedade sobre a invenção que financiou”, afirma ainda.
Na opinião do PCP Portugal é, neste momento, “um dos países mais prejudicados pela submissão aos interesses das farmacêuticas” e “não pode ficar prisioneiro dos interesses das multinacionais farmacêuticas, nem de quem os defende. Conseguir, em menos de um ano, dispor de vacinas contra a Covid-19 constituiu um enorme feito da ciência. O financiamento público dos esforços de investigação e desenvolvimento, em milhares de milhões de euros, a contribuição de milhares de médicos, cientistas e enfermeiros, e doentes de todo o mundo, foram a chave deste feito. Razão pela qual as vacinas devem ser consideradas um bem público mundial, acessível a todos.”
“Para além de outras importantes e urgentes medidas, uma das formas mais eficazes de combate à pandemia de Covid-19 é concretizar, o mais rapidamente possível, o processo de vacinação, em cada país, em todo o mundo. A vacinação é essencial para salvar vidas. É essencial, também, para retomar mais pronta e plenamente a atividade económica e social, sem os pesados constrangimentos atuais e os decorrentes prejuízos”, conclui.

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