Para evitar o colapso do Algarve a população tem de estar vacinada até ao final de maio

A associação ALGFUTURO defende que para se evitar o colapso do Algarve a população da região terá de estar vacinada até ao final do mês de maio, princípio de junho.
Esta foi uma das mensagens que esta associação levou à reunião com os deputados do PS na Assembleia da República, no âmbito de um conjunto de encontros que a ALGFUTURO está a promover com deputados eleitos pelo Algarve.

“Realisticamente, o balanço do ano económico e social no Algarve em 2020 é aterrador, e quando se esperava melhorias efetivas para 2021 as projeções agora feitas para a região tornam verosímil um cenário de colapso, com entrada em depressão económica e social profunda e recessão prolongada, com falências e desemprego. De facto, com uma queda do VAB regional em 2020 estimada em 5 a 6 vezes superior à média nacional, com uma páscoa em risco e sem garantias de um verão normal, o cenário seria de catástrofe total. Seriam dois anos consecutivos quase sem turismo, o que justificou a reunião de urgência realizada pela UNIÃO no domingo, sob o lema ” SOS- ALGARVE EM PERIGO “.

Este foi o “balanço” que a ALGFUTURO, levou ao conhecimento dos deputados do PS-Algarve, que reuniu a delegação liderada pelo deputado Luís Graça e pelo presidente da associação, José Vitorino, e mais 20 dirigentes, de todos os sectores e abrangendo toda a região.

José Vitorino, na reunião

Durante as quase três horas de reunião, foi sublinhado pela União Empresarial do Algarve que “tudo tem que ser feito para evitar que o Algarve vá ao fundo, sendo indispensável apoios à proporção das desgraças já existentes e absoluta garantia que em finais de maio, princípios de junho, pelo menos 70% da população esteja vacinada, com divulgação desde já, travando as campanhas em curso no Reino Unido não recomendando Portugal / Algarve para férias.”

Para isso, os dirigentes da ALFUTURO reclamam um anúncio pelo governo em conformidade e, caso essa garantia não possa ser dada no atual quadro, então que seja introduzido mais o critério de prioridades seguinte: “Para garantir a sustentabilidade/ sobrevivência económica e social das regiões e Zonas em que as atividades dependentes direta e indiretamente do turismo representam mais de 60 % VAB, às respetivas populações será ministrada as vacinas com prioridade.”
Segundo a ALGFUTURO a reunião abrangeu ainda a discussão de vários “problemas estruturais (água, fim das portagens, Hospital Central, Segurança, Programa para as regiões de Baixa Densidade, mobilidade, etc.), tendo sido “reclamada a suspensão de mais grandes superfícies por seis anos, aquacultura offshore só com apoio das associações de pesca, renegociação das moratórias, empréstimos de longo prazo sem juros e encargos, etc. “
No final, ficou acordado realizar reuniões quinzenais, face à gravidade da situação no Algarve.

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