“Dever de travar a pandemia” leva o país a novo confinamento

O primeiro-ministro António Costa acaba de anunciar um novo confinamento generalizado a todo o país, a entrar em vigor a partir das 00horas de dia 15 de janeiro de 2021 (sexta-feira) e a manter-se até às 23h50 de 30 de janeiro.

Na sua declaração feita no final de Conselho de Ministros, António Costa sublinhou que a “regra essencial” a aplicar neste novo período de confinamento, é só uma: “ficar em casa”.
Ficar em casa para “travar o crescimento da pandemia”, para “apoiar o Serviço Nacional de Saúde” e também para por termo a “esta dor coletiva de mais de uma centena de mortes por dia”.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro sublinhou ainda a ideia da importância de “protegermo-nos uns aos outros” e da importância da “responsabilidade individual” nesta luta coletiva.
Ao Governo, disse António Costa, não resta alternativa exceto determinar o “dever de recolhimento domiciliário como em março e Abril, quando travamos com sucesso a 1ª vaga”.

As exceções a este dever também foram apontadas pelo primeiro-ministro. A primeira tem a ver com as eleições presidenciais, em que será permitido aos cidadãos exercerem o seu direito ao voto. A segunda tem a ver com os estabelecimentos educativos, que continuarão abertos. Uma decisão, admitiu António Costa, que “divide a comunidade científica, mas que une a comunidade educativa” que considera que uma nova interrupção das atividades letivas iria ter “consequências irreparáveis para o processo educativo”.

O primeiro-ministro falou ainda da obrigatoriedade do teletrabalho, sempre que este seja possível, sendo que o valor das coimas para o incumprimento desta e das outras medidas já em vigor, como a obrigatoriedade da utilização da máscara na via pública, será duplicado. Para provar “a determinação” do Governo, acrescentou.

António Costa falou ainda do custo elevado que o novo confinamento terá sobre o emprego e as atividades económicas, e disse que as medidas de apoio serão “renovadas e alargadas” , enquanto as atividades forçadas a encerrar voltarão a ter acesso ao lay-off simplificado.

“Sabemos o que custa sacrificar a liberdade, mas a vida humana não tem preço”, disse o primeiro-ministro no final da sua comunicação.

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