Há 9 anos começou o “calvário” das portagens na Via do Infante, lembra a Comissão de Utentes

A Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI) assinala hoje, dia 8 de dezembro, a introdução de portagens nesta via, lembrando “mais uma efeméride muito negativa e injusta para o Algarve”.

Em comunicado, a Comissão lembra que foi há nove anos, no dia 8 de dezembro de 2011 que as portagens foram “impostas pelo Governo PSD/CDS, com o apoio do PS” e que de lá para cá, a mobilidade na região regrediu “mais de 20 anos”.

Têm sido anos “ de calvário para o Algarve”, considera a Comissão de Utentes que defende que “os prejuízos económicos e sociais têm sido enormes e muitas vidas se perderam, pois a Via do Infante portajada obrigou ao desvio em massa do trânsito para a EN125, ainda hoje não totalmente requalificada”.

Recentemente, aquando da discussão do Orçamento de Estado para 2012, por proposta do PSD, foi aprovada uma redução de 50% nas portagens “contra a vontade do Governo e do PS”, mas esta “medida positiva” que representa “algum alívio para os utentes, empresas e populações” é insuficiente para a Comissão de Utentes que defende “a abolição, pura e simplesmente das portagens na região”. O que se impõe, acrescenta, numa altura em que o “ Algarve está a viver uma das mais graves crises da sua história e que se vai agravar dramaticamente, por força da pandemia, da monocultura do turismo e da falta de apoios por parte do Governo”.

A CUVI considera que «o governo deve suspender as portagens no Algarve, tal como estipula a Resolução da Assembleia da República n.º 50/2001, de 20 de junho de 2020. Ou seja, o governo deve cumprir o que foi aprovado no Parlamento. Além disso, a PPP da Via do Infante (tal como todas as outras) é muito ruinosa para o Estado, transferindo este para os bolsos da concessionária privada dezenas de milhões de euros todos os anos, verbas dos contribuintes que faltam para combater a crise, para o Serviço Nacional de Saúde, para o investimento. E o primeiro-ministro António Costa deve cumprir de vez a palavra dada ao Algarve em 2015, que, se fosse governo, acabava com as portagens no Algarve. Até aos dias de hoje essa promessa não passou de palavras vazias e incumpridas».

Perante o agravamento da crise no Algarve, no ano de 2021, a Comissão de Utentes, em conjugação com outras forças, irá desencadear diversas formas de luta para terminar com as portagens na região.

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