Jovens Talentos de Silves com distinções em várias áreas: Rodrigo Gomes, Inês Martins e Carolina Vieira

Rodrigo Gomes, Inês Martins e Carolina Vieira são três jovens do concelho de Silves que recentemente se distinguiram em diferentes áreas: vídeo,  ilustração de moda e cinema.

 

Rodrigo Gomes
O jovem messinense, que tem vindo a “colecionar” prémios, foi o vencedor do The New Art Fest, um festival internacional de new media “focado no reflexo das transformações tecnológicas e científicas na arte contemporânea”. Esta, que foi a 4ª edição, recebeu 167 candidaturas de mais de 38 países. O prémio Black Raven Award 2020 (um prémio monetário de 1000€ acompanhado do emblemático troféu, um corvo negro impresso com tecnologia 3D, alusivo à cidade de Lisboa) foi atribuído à obra “Ariane”.

Segundo o seu autor, “Ariane é um vídeo deepfake da Ariwasabi, a modelo mais famosa e desconhecida mundialmente do site de banco de imagens Shutterstock. Biliões de pessoas cruzam-se com a sua cara no dia-a-dia e ninguém se apercebe da sua existência. Uma imagem fantasma.
Num mundo em que a difusão de imagens é regida pelo seu próprio consumo, a realidade revela-se esquizofrénica. A aprendizagem automática da máquina está a conduzir-nos para um futuro onde novas palavras poderão ser colocadas em discursos, imagens de perfis de redes sociais e de celebridades são transformadas em atrizes porno e vídeos são modificados para introduzir pessoas em lugares que nunca estiveram. Levando-nos a acreditar de que o determinado evento ocorreu para influenciar decisões e alimentar novos tipos violências invisíveis e desconhecidas.
Há que tomar colírio para que as nossas pupilas passem a conhecer uma realidade que através do mínimo erro revela-se pré-desenhada.”

Imagem do vídeo “Ariane”

Para o júri do concurso: “Rodrigo Gomes encapsula dois fenómenos contemporâneos num vídeo astuto e ao mesmo tempo divertido. Inicialmente, ele traça a imagem de uma bela modelo que tomou sub-repticiamente conta da nossa paisagem visual. Em segundo lugar, o vídeo aborda uma das dimensões mais alarmantes da Inteligência Artificial, e das máquinas que aprendem: a falsificação profunda. A primeira é encantadora, a segunda é traiçoeira. Ambas agem como vírus que podem potencialmente moldar a nossa experiência política, as notícias, o entretenimento, a publicidade e talvez mesmo a nossa vida quotidiana.”

 

Inês Martins
A jovem messinense Inês Martins alcançou uma importante distinção no FIDA WORLD WIDE FASHION ILLUSTRATION AWARDS, um concurso internacional, com sede em Londres, que promove a ilustração de moda e desenho, com o apoio e parceria de algumas das melhores marcas e pessoas da indústria da moda.

Os prémios foram divididos em categorias: Figure, Faces, Facades, Objects. Este ano, pela primeira vez, foi dada uma oportunidade aos estudantes para concorrerem, juntamente com profissionais, pelo que Inês Martins enviou três desenhos – dois para a categoria “Figure” e um para “Faces”.

Esta segunda edição contou com a participação de cerca de 1000 ilustradores, de vários países. Um júri selecionou 100 dos trabalhos apresentados, quer por estudantes quer por profissionais. Essa lista foi reduzida posteriormente aos 10 melhores trabalhos, incluindo o de Inês Martins, na categoria “Fashion Faces”. A jovem, de 21 anos, que terminou este ano o curso de Design de Moda, na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, foi a única portuguesa a ser premiada.

A ilustração vencedora

Ao Terra Ruiva, Inês Martins falou um pouco das dificuldades em desenvolver em Portugal uma carreira nesta área, “ainda estamos um pouco atrasados e é um meio muito complicado, são muito poucos os que conseguem”, mas mostrou vontade de prosseguir, até pelo encorajamento recebido com este prémio. Disse ainda que irá “continuar a sua formação nas áreas do styling, na parte editorial, e na ilustração de moda”. A exposição que estava prevista, com os trabalhos premiados, foi adiada devido à pandemia, o que representa um contratempo na visibilidade e divulgação do trabalho de Inês Martins, mas a jovem mostra-se positiva, “É esperar agora que isto passe e ver o que pode vir. “

 

Carolina Vieira

Carolina Vieira, uma jovem silvense, de 22 anos, foi a vencedora do Prémio Novíssimos na 17ª edição do IndieLisboa Festival Internacional de Cinema 2020, com o filme “Contrafogo”.
Esta, que foi a primeira curta-metragem de Carolina Vieira, recém-licenciada no Curso de Som e Imagem pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR), foi realizado na Disciplina de Projeto Final, durante o período de confinamento.
O seu trabalho foi descrito pelo júri como um filme que “reúne de forma doce, bem-humorada e delicadamente crítica, sensações que atravessam este difícil ano de 2020, e que deixa no ar um sentimento de bem-estar e reflexão sobre a vida, sobre o tempo, sobre as relações familiares, e sobre o próprio sentido do cinema”.

De referir que o IndieLisboa Festival Internacional de Cinema, “mostra essencialmente obras que se encontram fora do radar da regular circulação de filmes, moldada pela produção e exibição dominantes”. Todos os anos, exibindo mais de 270 filmes, o IndieLisboa atrai público e profissionais de cinema de todo o mundo, dando-lhes a oportunidade de descobrir filmes recentes de talentos emergentes e redescobrir autores de renome. No âmbito do festival existe uma secção competitiva para jovens cineastas que estão a dar os seus primeiros passos – o Prémio Novíssimos destinado quer a filmes realizados em contexto escolar, quer para autores que “foram destemidos ao ponto de realizarem sozinhos uma primeira obra, independentemente de qualquer apoio”, como diz a organização.
Ao Terra Ruiva, Carolina Vieira, deu a saber que pretende prosseguir a carreira de cineasta e que neste momento se encontra “a trabalhar para tirar o mestrado em França”.
Sobre esta sua experiência, contou que “com este ano super complicado para todos nós, ter de acabar a licenciatura em casa, via online, foi algo que ninguém estava à espera, fazer um projeto final para o qual nos preparamos durante dois anos, em casa, e com os poucos materiais que temos ao nosso dispor, foi desanimador…
E sobre o seu prémio, afirma: “Para mim ter sido selecionada para a sessão dos novíssimos do IndieLisboa, rodeada de realizadores talentosos com trabalhos excelentes foi um motivo de grande orgulho e felicidade, não estava à espera de ganhar!… Subir ao palco numa sala cheia de artistas portugueses e internacionais, durante o Covid-19 e agradecer à minha família, pelo apoio que me deu a realizar esta curta metragem que foi a minha primeira, foi uma experiência única”, acrescentou a jovem silvense.

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