Há uma nova rota de imigração com destino ao Algarve

O presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – SCIF-SEF considera que as “evidências” mostram que há uma rota de imigração ilegal para o Algarve, que pode vir a crescer se não forem tomadas as medidas necessárias.

De momento, a rota tem proveniência de Marrocos, e desde dezembro do ano passado já foram detetados 69 migrantes, alegadamente de origem marroquina, a desembarcarem em praias do Algarve. O caso mais recente, ocorreu na terça-feira, consistindo num grupo de 21 pessoas que foi intercetado pela GNR na Ilha do Farol, no concelho de Faro. Este foi o terceiro caso desde o início de junho.
Para Acácio Pereira, presidente do SCIF-SEF, em declarações à comunicação social, “as evidências não enganam” . “Há aqui uma rota e nós somos um destino”, que pode vir a ser ambicionado não só por migrantes provenientes de Marrocos mas de todo o Norte de África.
O mesmo explicou que o nosso país funciona quase sempre apenas como uma “porta de entrada” já que o objetivo da maioria destes migrantes é do seguir para outros países da Europa e muitos fogem enquanto aguardam a conclusão dos processos.

O presidente do Sindicato do SEF disse também que o Sistema Integrado de Vigilância e Comando e Controlo (SIVIC) “nunca funcionou” e “nunca conseguiu” detetar as cinco embarcações que chegaram à costa algarvia.
“Em todas as situações, nenhuma delas foi detetadas pelos radares. Isto é uma vergonha, isto envergonha o país, isto demonstra a vulnerabilidade da costa”, acrescentou. Para já, disse o mesmo responsável, o SEF tem conseguido dar uma “resposta imediata” a estas situações mas considerou que o país não está preparado para dar a resposta adequada a este problema e chamou a atenção para a falta de instalações onde os migrantes possam ser recolhidos.

Um exemplo dessa lacuna aconteceu na terça-feira aquando da interceção do grupo de 21 homens, que tiveram de ser levados para um pavilhão do Olhanense para serem sujeitos a triagem médica e aos testes à Covid-19.
Estes migrantes foram detetados cerca das 19h45, quando já se encontravam na praia. A embarcação em que viajavam era de madeira e semelhante às que têm vindo a fazer esta viagem, apenas com um motor de reserva, alguns telemóveis e comida.

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