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PCP reclama medidas para o turismo no Algarve responder aos impactos sociais da epidemia

O PCP Algarve reclama medidas urgentes e opções que garantam a sustentabilidade e futuro da região e mostra-se preocupado com o impacto social da pandemia.

Segundo o PCP, “os impactos da epidemia no Algarve, o aproveitamento que dela têm feito os grupos económicos e financeiros, as orientações e ausência de medidas por parte do Governo, estão a provocar um rápido agravamento da situação económica e social e que, passado o Verão, deixará marcas muito profundas no plano do desemprego e dos direitos dos trabalhadores, na situação de milhares de micro e pequenas empresas, no aumento da pobreza.”

O PCP lembra o problema que afeta a região “que decorre quer da opção pela monoatividade do turismo, quer a dependência deste sector de um número restrito de mercados, como é o inglês que, só em 2019, representou mais de 1 Milhão de hóspedes”
“É a forte dependência deste mercado que mata agora as esperanças de um Verão “menos mau” na região, e que mostra a importância do que o PCP há anos defende: a necessidade de diversificação da atividade económica, mas também, de diversificação dos mercados internacionais de turismo, reduzindo a atual dependência.”

Aos milhares de trabalhadores que estão em Layoff, no desemprego, com cortes nos seus salários e outros rendimentos, soma-se a situação com que estão confrontadas milhares de micro, pequenas e médias empresas no Algarve, muitas em risco de encerrar portas no final do verão, sublinha o PCP, que defende a implementação de medidas urgentes para responder aos impactos da epidemia quer no plano social, quer no plano económico. Desde logo:
-A proibição dos despedimentos e o pagamento dos salários a 100%;
– A tomada de medidas de proteção sanitária que permitam o desenvolvimento das atividades económicas, culturais, lúdicas e desportivas essenciais ao bem estar, à vida e saúde das populações;
– O levantamento de todas as restrições no acesso aos apoios já decididos para as MPME’s; o apoio financeiro aos sócios-gerentes das MPME’s; a atribuição de um apoio mensal à tesouraria das micro empresas; empréstimos a taxa de juro zero, com dois anos de carência e dez anos para amortização dos valores em dívida; Redução do preço da eletricidade e dos combustíveis;

– O reforço imediato dos serviços de Saúde da região do SNS, que ofereça a confiança necessária a Algarvios e visitantes, não só no combate à pandemia, como na recuperação dos milhares de atos médicos em espera e nos serviços de proximidade;
– A abolição das portagens na Via do Infante; reposição e reforço dos transportes públicos.

Mas – acrescenta o PCP – “são também necessárias políticas que respondam a problemas estruturais que se arrastam à décadas, designadamente com:
– A diversificação da atividade económica, aproveitando o potencial na agricultura e nas pescas e promovendo a indústria;
– A recuperação do controlo público de empresas e sectores estratégicos como a TAP e a ANA (aeroporto de Faro);
– A promoção do investimento público, designadamente com a um verdadeiro sistema intermodal de transportes – eletrificação da Linha do Algarve, a renovação de carruagens e a ligação ao Aeroporto de Faro e entre os vários sistemas de transportes de cada concelho – bem como, a ligação ferroviária a Espanha e uma nova ligação rodoviária em Alcoutim que ligue o interior do Algarve ao da Andaluzia e a necessária requalificação da EN 125;
– A construção de um novo Hospital Central na região;
– A valorização dos serviços públicos, incluindo o ensino, com aposta nos diferentes níveis, designadamente com o reforço do financiamento da Universidade do Algarve;
– A concretização da regionalização em vez da farsa da eleição das CCDR ou da dita descentralização de competências para as autarquias.”

“O Algarve não precisa de mais anúncios de planos e medidas (e foram muitos ao longo dos anos) para que, no essencial, fique tudo na mesma. Os trabalhadores e populações do Algarve precisam sim de uma mudança profunda nas opções que lhe têm sido impostas e contra as quais o PCP se tem batido”, concluiu este partido.

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