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Câmara de Silves concluiu trabalhos de limpeza de linhas de água

O Município de Silves terminou recentemente os trabalhos de limpeza das linhas de água nas zonas afetadas pelo incêndio que deflagrou em zona florestal do concelho em agosto de 2018. “Estas intervenções decorreram numa extensão de 16 km, envolvendo a Ribeira do Falacho, Ribeira do Enxerim e Ribeira das Águas Belas e representam um investimento de 200.998,33€, financiado pelo Fundo Ambiental, no âmbito do protocolo estabelecido com a Agência Portuguesa do Ambiente.”

Segundo informa a autarquia, esta intervenção “decorreu no interior do leito das linhas de água e margens, numa faixa de 10 metros, com vista a promover a remoção dos resíduos que se encontram a obstruir o fluxo regular das águas, tendo sido dada especial atenção às passagens hidráulicas, que foram totalmente desobstruídas.”

Promover a regularização da rede hidrográfica severamente afetada pelo incêndio, por forma a restaurar o bom funcionamento da rede hidrológica, prevenir constrangimentos de escoamento e arrastamento anormal de solos na próxima época de chuvas e promover o restabelecimento do bom estado ecológico dos ecossistemas são os principais objetivos destas intervenções que consistiram essencialmente no destroçamento do material arbustivo e arbóreo queimado de menores dimensões com recurso a corta-mato no interior do leito da linha de água e margens e remoção dos resíduos que se encontram a obstruir o fluxo regular das águas; e ainda na desobstrução e regularização do leito da linha de água através da remoção de sedimentos, de vegetação arbórea e arbustiva viva, de resíduos vegetais, e de resíduos antrópicos nas áreas não afetadas pelo fogo.

A autarquia de Silves relembra que  o incêndio de grandes dimensões ocorrido em 3 de agosto de 2018, veio afetar com gravidade os concelhos de Monchique, Silves, Portimão e Odemira, causando danos e prejuízos consideráveis em habitações, explorações agrícolas, empreendimentos turísticos, estruturas camarárias e em áreas florestais, com cariz de urgência. Através do Decreto-Lei n.º 70/2018 de 30 de agosto, que veio apresentar medidas excecionais e urgentes para intervir em áreas estruturantes atingidas por este incêndio, e do Despacho n.º 8934-A/2018, que veio definir a necessidade de intervenções urgentes e de especial relevância na região em apreço, disponibilizando financiamento por intermédio do Fundo Ambiental, foi possível fazer a intervenção ora concluída e que se traduziu nos trabalhos anteriormente mencionados, que são de vital importância.

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