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Ponte Velha de Silves classificada como Monumento de Interesse Público

A Ponte Velha de Silves, vulgarmente conhecida como a Ponte Romana, foi classificada como “Monumento de Interesse Público” (MIP) e viu fixada a sua Zona Especial de Proteção (ZEP).

Segundo a portaria nº330/2020, publicada em Diário da República, a classificação da Ponte Velha de Silves tem em conta o seu “interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística, e à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva”.
Quanto à definição da ZEP, “tem em vista a valorização do imóvel enquanto bem cultural, considerando a sua implantação e a sua relação com a paisagem e a malha urbana da envolvente, e respeitando os nexos do lugar e da sua história”.Na referida portaria faz-se uma resenha história sobre este novo monumento de interesse público que curiosamente se encontra em estado de degradação, com circulação interditada e que aguardava esta classificação desde fevereiro de 2016.
Perante este contexto, a Câmara Municipal de Silves foi forçada a “acudir” depois de vários apelos à intervenção do Estado que ficaram sem resposta. Recentemente, a autarquia anunciou um projeto de reabilitação da Ponte Velha, num investimento de cerca de 400 mil euros, sendo que a primeira fase das obras, que visa retirar da ponte as condutas de água que por ali passam, já se iniciou.

«A Ponte Velha de Silves, lançada sobre o rio Arade e implantada a eixo da Porta de Almedina da muralha da cidade, é uma edificação cuja origem remontará a meados do século XIV, tendo a estrutura atual resultado de uma série de intervenções quatrocentistas, nomeadamente do reinado de D. Afonso V, época que testemunhou uma renovada atenção pela antiga capital do Barlavento algarvio. Esta datação é confirmada tanto pelas fontes históricas como pelas características arquitetónicas do imóvel, que desmentem a cronologia romana ainda hoje presente no imaginário das populações locais. A ponte era originalmente composta por tabuleiro em cavalete ligeiro, assente sobre seis arcos de volta perfeita intercalados por imponentes talha -mares com guardas laterais e mirante central, conservando-se nela alguns silhares siglados que igualmente comprovam a construção tardo-medieval.
Em 1950, com a construção da nova ponte rodoviária sobre o Arade, a Ponte Velha tornou-se num espaço pedonal de lazer, tendo recebido diversas beneficiações de caráter utilitário e imediato, e não estilisticamente relevantes, havendo embora que lamentar a supressão de um dos arcos aquando da construção da Avenida Marginal. Hoje em dia, integrada na zona ajardinada ribeirinha, assume sobretudo o estatuto de monumento -símbolo do passado de Silves.»

ZEP define limites
Segundo a mesma portaria, na agora fixada ZEP, terão de ser respeitados alguns critérios no que respeita ao uso dos solos e à construção na zona envolvente e em alterações aos edifícios já existentes.
Estabelece também regras no que respeita à colocação de publicidade e determina a criação de uma área de sensibilidade arqueológica.

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