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CDS quer medidas de auxílio às empresas itinerantes do sector das diversões

Através de um projeto de resolução, os deputados do CDS-PP – João Gonçalves Pereira, Telmo Correia, Cecília Meireles, Ana Rita Bessa e João Pinho de Almeida – propõem que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
1 – Adote medidas que levem em conta a especificidade do sector das empresas itinerantes de diversão, cuja paragem nas atividades poderá prolongar-se durante todo o seu período sazonal anual;
2 – Adeque as moratórias fiscais e de créditos à paragem destas atividades;
3 – Determine a suspensão da validade de todos os documentos relativos a esta atividade, em particular certificados de inspeções dos equipamentos de diversão e seguros;
4 – Dê cumprimento à Resolução da Assembleia da República n.º 80/2013, aprovada por todos os partidos, que “recomenda ao Governo o estudo e a tomada de medidas específicas de apoio à sustentabilidade e valorização da atividade das empresas itinerantes de diversão”.

Em comunicado, o CDS lembra que a  “suspensão de atividades económicas devido à pandemia da COVID-19 lançou o setor das diversões itinerantes, constituído por mais de 800 microempresas, numa crise profunda.
Estas empresas têm, na sua esmagadora maioria, uma atividade sazonal, o que significa que o sector está paralisado praticamente desde outubro do ano passado, cumprindo o chamado período de carência – a sua atividade habitual devia ter sido retomada no passado mês de março, o que não aconteceu devido à crise gerada pelo novo coronavírus.
Festas, feiras e romarias agendadas até final de junho foram canceladas, e idêntica medida já foi assumida por alguns municípios, juntas de freguesia e outras entidades promotoras de eventos em relação aos meses de julho, agosto e setembro. Ou seja, se nada se alterar, a paralisação das empresas itinerantes de diversão poderá durar 18 meses, até final de março do próximo ano.”

Para o CDS, as “medidas do Governo de auxílio a este sector são manifestamente insuficientes. Contemplam, a nível de impostos e apoios financeiros, os próximos três meses, e a nível bancário (moratórias) os próximos seis, mas os empresários queixam-se que já não conseguem cumprir agora, muito menos o poderão fazer daqui a seis meses se nada for feito.
Devido à especificidade do sector, a receita atual destas empresas é nula e permanecerá assim enquanto o risco de contágio pelo SARS-CoV-2 continue a obrigar à suspensão da sua atividade.”
“Grande parte destas empresas são compostas pelo agregado familiar, e, se não forem adotadas medidas de apoio direto, muitas não conseguirão sobreviver”, defende o CDS.

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