PÁGINA ABERTA: O COVID-19 e a Globalização

Tenho esperança que a crise que estamos a viver, que jamais tínhamos experienciado e só comparável à da Peste Negra do longínquo século XIV, irá deixar sequelas nas mentes colectivas e, designadamente, na própria Economia e modo de produção dos países.
Dito de outro modo, presumo que nada irá, depois, ser como dantes.

Subordinada ao mesmo tema da pandemia do Covid-19 e suas consequências nas famílias, no país e no mundo, ouvi a entrevista concedida pelo General Ramalho Eanes à jornalista Fátima Campos Ferreira.

Durante a mesma, o general, na sua qualidade de cidadão e apesar da sua formação castrense, pontilhou, aqui e além, as suas afirmações esclarecidas e sóbrias com alguns assomos de comoção, designadamente, quando foram referidas circunstâncias em que, por falta de material suficiente, os médicos, por não poderem acorrer a todos, serem forçados a escolhas dramáticas de quais os doentes que devem viver …, tendo afirmado, neste ponto, que, se tal ocorresse entre ele – já um velho – e um jovem, lhe cederia, de bom gosto, a primazia de preservar a vida.

Não me surpreendeu, minimamente, esta reacção solidária e sentida, num militar que já afrontou situações bem dramáticas, às quais resistiu estoicamente, visto que ela é a marca distintiva das pessoas verdadeiras.

Jamais a actual pandemia teria tomado proporções tão generalizadas a praticamente todos os países do mundo, não fora ter ao seu dispor o veículo mais propício e poderoso para se expandir, que dá pelo nome de Globalização, o qual comporta, como principal característica, a mobilidade de pessoas e bens, ao longo de todo o planeta, levada ao extremo de uma rapidez impensável, num passado ainda recente.

Não é necessário ter formação académica em Economia, mas ser apenas um observador atento, para acompanhar, nos últimos decénios, as várias consequências gravosas que a Globalização trouxe ao mundo – desde logo, no chamado Aquecimento Global -, desde o seu início, na década de 80 do século passado, em que foi, especialmente, apadrinhada e incentivada pelos governantes norte-americanos e ingleses do tempo, respectivamente, o Presidente Reagan e a Primeira-Ministra Thatcher.

Qualquer leigo se questiona como é possível que os recursos limitados do nosso Planeta resistam ao saque desenfreado defendido pelos paladinos da Globalização, a qual traz no seu ventre a acéfala doutrina de um economicismo muito duvidoso, que defende que cada empresa – para ser considerada bem sucedida – deverá sempre superar, no ano seguinte, o resultado positivo que teve no ano anterior, num crescendo imparável.
Se o igualar apenas, será “castigada” pelos mercados bolsistas, como um mau desempenho.

Toda esta dinâmica suicida da Globalização, numa agressão constante à sustentabilidade dos recursos finitos da Terra e da sua própria habitabilidade para nós, humanos, com qualidade de vida, tem vindo a ocorrer, de um modo muito preocupante, desde logo, pelo aumento exponencial da poluição, com a produção desenfreada do dióxido de carbono, cuja libertação em excesso induz o Aquecimento Global, que, entre outras múltiplas consequências, provoca o degelo dos glaciares, com a subida do nível dos mares em vários metros e correspondente submersão permanente de extensas zonas de costas, em todo o mundo, assim como a acidificação dos oceanos pela dissolução (e reacção) do CO2 nas águas, gerando ácido carbónico, facto que conduzirá à dissolução da carapaça calcária dos crustáceos e bivalves.

Uma vez que a harmonia de todos os elementos do nosso Planeta Azul foi estabelecida, ao longo de milhões de anos, qualquer desequilíbrio feito numa das suas partes terá consequências imediatas, por cadeia, em todas as outras, sendo que uma das consequências mais perversas do Aquecimento Global será, porventura, a perturbação da chamada CIRCULAÇÃO TERMOALINA, também designada por CINTURÃO TERMOALINO MUNDIAL.

A CIRCULAÇÃO TERMOALINA é uma larguíssima circulação oceânica contínua das grandes correntes superficiais (quentes) e profundas (frias), que percorrem todos os oceanos
.
É interessante o seu percurso, ao longo dos principais oceanos.
Corre, em profundidade, como corrente fria, no Pacífico, de Sul para Norte, emerge à superfície, a Norte do Pacífico, transformando-se em corrente quente, vira para Sul, passa ao Norte da Austrália, continua pelo Índico, contorna o Sul de África, vira para norte, sempre como corrente quente, em direcção ao Golfo do México, sendo que, aí, toma a direcção leste, atravessa o Atlântico, constituindo a célebre Corrente Quente do Golfo, passa ao largo da nossa costa – dando origem ao micro clima da nossa Sub-Região Oeste, cuja excelência frutícola, devido à influência da Corrente, é sobejamente conhecida -, continua para norte, passando ao largo das costas do Reino Unido, subindo, ainda mais, a uma latitude superior para, de seguida, flectir para o Sul e afundar, tornando-se corrente fria, que segue, em profundidade, para o Sul, passando ao largo da costa nordeste do Brasil, continuando o seu percurso para Sul, passando ao Sul do continente africano e bem longe deste, quase perto da Antárctica ( Pólo Sul ), sempre como corrente fria, prosseguindo em frente, à mesma latitude, passando ao Sul da Austrália para, de seguida, já em pleno Pacífico, flectir para Norte e, na parte mais setentrional deste oceano, emergir à superfície, transformando-se em corrente quente, a qual flecte para Sul, completando, assim o seu circuito, à volta do planeta, que dura quase mil anos a completar-se.

Esta Corrente, à volta do globo, transporta oxigénio, nutrientes e calor por todo o mundo e é vital para a saúde de toda a vida na Terra.
Os nutrientes são o fitoplâncton (alimento de toda a vida animal dos mares), o qual consome dióxido de carbono e liberta oxigénio, como resíduo da sua fotosíntese, em quantidades colossais.
Como é, principalmente, nas correntes frias que existe a maior concentração de fitoplâncton, são elas que, nas plataformas continentais, proporcionam as zonas mais ricas da vida marinha e, obviamente, do pescado.

A saúde e bom funcionamento da CORRENTE TERMOALINA depende essencialmente de dois factores, que funcionam como uma espécie de motores, para que a corrente se mantenha activa :

1 – A salinidade da água (que lhe dá maior densidade e a faz descer para as profundezas, gerando as correntes frias)
2 – A temperatura (que é transmitida, por radiação solar, designadamente, ao nível do Equador)

Sempre que um destes dois quesitos for seriamente alterado, isso acarretará fortes problemas no comportamento da corrente.
Pode dar-se um exemplo e ver-se os efeitos de uma dessas alterações, no Pacífico.
De tantos em tantos anos, há uma corrente quente, que se move de Oeste para Leste.
É o famoso EL NIÑO, responsável pela alteração do clima, em grande parte do planeta.

Para se ver até que ponto a CORRENTE TERMOALINA é importante para o nosso planeta, refira-se uma situação extrema que os cientistas registam como um fenómeno que ocorreu, na Terra, há cerca de 250 milhões de anos, conhecido pela GRANDE EXTINÇÃO DO PÉRMICO, a maior de que há memória na Terra, em que o número de seres vivos sofreu um desaparecimento quase total no mar e em mais de metade em terra.
Teve na sua origem um período de crescente aquecimento global.
Com a crescente subida das temperaturas, os mares aqueceram tanto que a água fria deixou de se afundar nos pólos, pelo que o elo crucial e normal da CORRENTE TERMOALINA foi quebrado.
Dito de outro modo, a diferença de temperatura das águas, no Equador e nos Pólos, diminuiu enormemente.
Como resultado, a CORRENTE TERMOALINA parou, o mar ficou estagnado e ficou quase sem vida.

Estabelecendo uma analogia com a corrente eléctrica, digamos que deixou de haver uma “diferença de potencial” do mais para o menos – no caso vertente, das zonas frias para as quentes.

Ainda no âmbito da crítica que sempre tenho feito aos excessos imparáveis das chamadas “maravilhas” da Globalização, vistas no longo prazo, convirá sopesar, por um lado, algumas das vantagens que a mesma oferece com, por outro lado, um, dentre vários outros dos seus “pecados”, que é o de, manifestamente, cilindrar, como uma rasoira, e uniformizar o encanto e a riqueza da diferenciação das culturas dos vários povos, ao longo do mundo, embora algumas ainda vão resistindo, sendo que a mesma resiliência não poderá ser garantida, nas gerações vindouras.

Falo dos modos de viver, na sua relação pura com a Natureza, sem contaminação com a cultura do homem branco, dos Papuas, na Nova Guiné, das inúmeras tribos de índios, na Amazónia, dos Berberes dos desertos do Norte de África, das tribos dos Pigmeus ou dos Hotentotes, no seio recôndito do continente africano, dos Aborígenes australianos, dos Polinésios da Oceânia, dos Lapões no Norte da Península Escandinava e da Finlândia, dos Inuítes do Canadá, dos nativos havaianos, dos Coriacos do Norte da Sibéria ou, enfim, dos bravos povos índios das tribos norte-americanas (Apaches, Comanches, Navajos, Cheyenes, Moicanos, Sioux e outros), cujos legítimos representantes vivem agora confinados a humilhantes reservas, como se forem quaisquer outros seres não humanos, em vias de extinção, que pesam na consciência do homem branco e cuja “espécie” convirá preservar.

Embora a segregação de alguns destes povos tenha tido lugar antes do aparecimento da Globalização, esta aparece como a estocada final na genuinidade das suas culturas.

Alguns poderão afirmar que esta é uma visão crítica demasiado idealista da interferência descaracterizadora da Globalização, nas culturas dos Povos indígenas, ao longo do mundo.
Eu afirmo que não é, de todo, se atendermos ao que está em jogo e se nos perguntarmos que tipo de mundo queremos deixar para os nossos vindouros, como herança que nos não envergonhe.
É essa a pergunta muito simples que cada um deverá fazer, no nosso foro íntimo, à dose de bom senso que ainda resta em nós.

Talvez por alimentar poucas esperanças na mudança de mentalidade do “homo technologicus”, é que mantenho a minha crítica severa à Globalização e a esta vertigem cega, na carreira pela busca incessante de um “progresso” funesto, que irá ter, inevitavelmente, consequências dramáticas no futuro de todos nós, a médio e longo prazos.

Clarifico que esta minha visão não corresponde a nenhuma apologia ao retorno do homem à Idade da Pedra, mas é tão-só um apelo – infelizmente, pregado no deserto da arrogância, da inconsciência e da ganância -, para que se reconsidere, em nome, que mais não seja, dos nossos descendentes e, acima de tudo, por respeito a este maravilhoso Planeta Azul, nosso único Lar no Universo.

Texto de José Domingos

Veja Também

PÁGINA ABERTA: A atriz

A actriz O rosto no espelho. Os olhos, sem maquilhagem, revelam agora visíveis sinais de …

Um Comentário

  1. A minha filha, que, por norma, é muito focada nas tarefas em que está envolvida e para quem outros assuntos, a passarem-se mesmo ao lado, parece estarem a anos-luz, surpreende-me – ou melhor, já não me espanta -, quando, por vezes, me interpela, sobre aspectos a que eu supunha estar totalmente alheia.
    “Oh pai, porque é que tens o “defeito” de emendar tantas vezes as coisas ? “ – pergunta.
    Eu olho para ela, sorrio, e tenho de reconhecer que tem razão, mas este é, sem dúvida, um “vício” que, desde sempre, me acompanha, e não há que esperar melhoras …
    Podia ser mais grave.

    Sou um humilde escriba, que vou, toscamente, alinhando algumas palavras, mas pareço não ter sido o único a cometer esse “pecado”.
    Também o magnífico Eça, no seu perfeccionismo incorrigível – já os seus manuscritos estavam nas mãos do editor para envio à tipografia -, não poucas vezes, os aperfeiçoava, pela enésima vez, com uma última alteração, que o livreiro teria, a contragosto, de levar em conta.

    “Enésimo” pode considerar-se um neologismo e representa uma corruptela do termo matemático “n-ésimo”, em que “n” indica a posição genérica de um objecto arrumado por uma determinada ordem e “ésimo” o sufixo de ordinais, como “vigÉSIMO”.

    Para não variar …, irei retornar ao presente artigo, com uma pequena adenda, que me não ocorreu, quando o escrevi e que não é de somenos importância.

    Escrevia eu sobre o grave impacto que tem sobre os oceanos a descontrolada emissão de CO2 actual e acrescentava que este gás, em excesso na atmosfera, se combina com a água do mar, baixando o seu pH, isto é, acidificando-a, mediante a formação de ácido carbónico, o qual, por sua vez, reage com o calcário das conchas dos bivalves e crustáceos, fragilizando-as ou, mesmo, destruindo-as.

    Porém, por lapso, não mencionei a pior de todas as consequências da acidificação dos oceanos, que é a que se centra no ataque aos corais marinhos.

    Os corais, cujo chamado exoesqueleto ou carapaça é formado por carbonato de cálcio, são animais que se reúnem, como todos sabemos, em colónias que formam recifes, sendo o mais conhecido a Grande Barreira de Coral, na costa nordeste da Austrália, que pode ser visto de satélite, devido à sua grande dimensão.
    Estes organismos constituem o correspondente marinho das florestas tropicais, em terra, pela diversidade de vida que acolhem e a que dão guarida.

    Os corais são animais, que existem há cerca de 250 milhões de anos, de uma importância fundamental para a saúde e vida nos mares.
    São hospedeiros de microalgas, que com eles vivem em simbiose, numa associação de mútuo benefício, em que as microalgas geram, por fotosíntese, o alimento daqueles e que recebem dos corais as condições para que possam viver e crescer no seu interior.

    As várias cores dos corais são resultado das tonalidades dos diferentes tipos de algas, que neles habitam, não podendo viver uns sem os outros.
    Os corais são seres de uma extrema sensibilidade às diferenças de temperatura, pelo que um pequeno aumento da mesma pode conduzir à sua morte, tomando a cor branca, pela perda das algas, que lhes dão o cromatismo característico.

    Constituem verdadeiros berçários, onde milhares de espécies piscícolas e outras nidificam e encontram condições para se desenvolver em segurança e onde vivem ao abrigo dos predadores.
    Uma grande maioria das espécies marinhas depende, pois, dos recifes de corais para sobreviver, pelo que a destruição do seu exoesqueleto calcário conduziria ao desaparecimento de grande parte da vida do mar, com todas as consequências dramáticas daí resultantes, seja do ponto de vista da saúde do oceano, seja em termos económicos, porque sem recifes de corais o equilíbrio dos biomas marinhos seria seriamente afectado, incluindo, obviamente, o próprio pescado disponível para a alimentação humana, que diminuiria, abissalmente.

    O fenómeno químico que poderá ter lugar, a médio prazo, nos recifes de coral, mercê da acidificação dos oceanos pode ser representado pela reacção que, abaixo, indico :

    1 – REAGENTES : o ácido carbónico (resultante da dissolução / reacção do CO2 atmosférico com a água do oceano) + o carbonato de cálcio (do esqueleto dos corais)
    2 – PODUTOS DA REACÇÃO : iões de cálcio (dissolvidos na água) + iões de carbonato (dissolvidos na água) + água + dióxido de carbono

    H2 CO3 + CaCO3 → Ca2+ + CO32- + H2O + CO2

    Como é fácil de ver, as carapaças de carbonato de cálcio que protegem crustáceos e bivalves, assim como o que forma o exoesqueleto dos corais poderá desaparecer, gradual e dramaticamente, ficando dissolvido na água do mar, sob a forma de iões e de dióxido de carbono, com todas as sequelas para a vida daqueles seres.

    Por este caminhar para o abismo, que o homem, inexoravelmente, insiste em trilhar, levado pela ganância de pilhar até à exaustão as riquezas do planeta, numa acefalia incompreensível, por este caminhar, dizia, que ninguém duvide que o que nos espera – ou melhor, aos nossos vindouros – é o quadro acima apresentado, isto é, um suicídio programado da espécie humana ou, no mínimo, o caminho para uma qualidade de vida tão deplorável, que proporcionará um tempo em que eu não quereria viver.

    Afirmou-se, inicialmente, que a actual pandemia teria tido origem num morcego ou num pangolim, vendido num mercado de alimentos frescos, em Wuhan, na China.
    Porém, a culpa poderá ser, acima e antes de tudo, da invasão e exploração crescentes de espécies selvagens e dos seus habitats.

    Como afirma Jorge Palmeirim, investigador no Departamento de Biologia Animal da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, “a destruição de ecossistemas naturais está a aumentar a probabilidade da passagem de agentes patogénicos para o homem”.
    O também presidente da Liga para a Protecção da Natureza sublinha que o risco de outros vírus se espalharem é cada vez maior, sobretudo nos países asiáticos e africanos, onde várias espécies selvagens são vendidas para consumo alimentar, mortas ou vivas, juntamente com animais domésticos, em jaulas que não impedem a troca de fluidos.
    Esta realidade “potencia um tremendo caldeirão de vírus que, de outra forma, não chegariam ao homem”, explica.
    “Muitas dessas espécies selvagens estão imunes a esses vírus nos seus ecossistemas, contra os quais desenvolveram defesas, mas, quando são introduzidas no consumo humano, abre-se a porta para pandemias como aquela a que estamos a assistir, sendo que, em plena era da Globalização, se espalham rapidamente, pelos quatro cantos do mundo”. – diz ainda.

    Outro especialista reforça a ideia de que “sempre que se desregulam ecossistemas, há consequências”.
    Elas estão à vista.
    E adverte que “Um dos maiores crimes que continuam a ser praticados, mesmo em Portugal, é a introdução de espécies exóticas”, dando, como exemplo, a introdução, há décadas, de espécies de coelhos vindas da América, que trouxeram a mixomatose, que já está a afectar também as lebres.
    Relembrou o caso paradigmático da Peste Negra, cuja fonte de transmissão proveio de ratazanas, outra espécie selvagem para o homem, alertando para que os mercados de frescos chineses são, devido à sua cultura gastronómica e farmacopeia empírica, tradicional e duvidosa, uma verdadeira Caixa de Pandora.

    Retenhamos, finalmente, para reflexão, uma afirmação do lúcido filósofo e ambientalista Professor Viriato Soromenho Marques, a propósito da difusão, por todo o mundo, da pandemia do Covid-19 :
    “A Natureza está a responder à forma como gerimos a nossa pegada no mundo e é curioso como a mais pequena partícula de vida conseguiu paralisar o sistema humano, tão complexo”.

    O facto acima referido por Soromenho Marques constitui, na verdade, um verdadeiro enxovalho para a arrogância do homem, que supõe que tudo domina, assim como um pequeno lembrete que, de vez em quando, a Natureza nos envia de que foi ela quem nos criou e cuja sabedoria é infinitamente superior à de nós, pobres humanos. – acrescento eu.

    A premonição que aqui deixo é que, garantidamente, outras pandemias irão surgir, no decurso do tempo.

    É nestes momentos que gosto de relembrar uma frase lapidar que jamais esquecerei :

    “SE QUISERES DOMINAR A NATUREZA, DEVES OBEDECER-LHE”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *