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Memórias 20º aniversário: “Um ano de Terra Ruiva”

Na secção “Memórias” iniciamos a publicação de uma série de textos variados que foram publicados ao longo dos 20 anos do Terra Ruiva, que se assinalam neste mês de Abril 2020. 

“Um ano de Terra Ruiva” é o Editorial da diretora Paula Bravo, publicado na edição nº 12, de Abril de 2001.

 

UM ANO A FAZER O TERRA RUIVA

Isto acontece quase constantemente: olhamos para o lado, vamos vivendo a nossa vida na luta do dia a dia e, subitamente, o miúdo da vizinha já anda, o outro já quer a chave de casa e mesmo os nossos, se olharmos atentamente, estão diferentes.

Pensamos, como o tempo passa… E nesse pensamento há nostalgia e orgulho. Pois é isso que sinto hoje, quando esta edição do Terra Ruiva estiver nas suas mãos. Eu e todos os outros membros desta equipa que, dia após dia, tem feito este jornal.

Estamos orgulhosos porque o Terra Ruiva faz, nesta edição de Abril, o seu primeiro ano. E também nos sentimos um pouco nostálgicos porque o tempo passa… e com ele um pouco de tudo o que somos, as oportunidades do que poderia ter acontecido…

Mas o que interessa hoje aqui registar é que fazemos o nosso primeiro aniversário e nada do nosso percurso feito até agora nos entristece.

Oh, claro, temos passado por todos aqueles problemas que são comuns em projectos jovens: temos dificuldades financeiras, discutimos nas reuniões do jornal e também entre nós, não temos tido os apoios que desejávamos e nem aqueles que achamos merecer, não temos no concelho grandes empresas desejosas de fazer publicidade, vemo-nos aflitos para cumprir os prazos porque todos nós temos muito que fazer, (e mesmo assim arranjámos sempre maneira de nunca ter falhado a nossa edição em todo este ano), queremos fazer mais e melhor e nem sempre é possível, e nem sempre ficamos contentes com o resultado do nosso trabalho, MAS…

… mas estamos cá, a festejar o nosso primeiro aniversário e você está aí do outro lado, o nosso leitor, se calhar a barafustar porque nunca mais arranjamos dinheiro para pagar um papel que não enrole tanto e que não fique tão amarelo nas mãos, ou porque não estivemos na escola do seu filho a dar conta daquela iniciativa que ontem lá houve, ou não fomos ao espectáculo do grupo de teatro, ou pior ainda, nem tão pouco anunciámos o jogo, o encontro que houve na outra colectividade, e não falámos nada sobre aquele buraco que há na sua rua, ou sobre a sua aldeia que ainda não tem água… MAS…

… mas para que isso aconteça, precisamos da sua ajuda. Precisamos que nos avise do que vai acontecer, com alguma antecedência, precisamos que nos escreva a contar o problema que sente, precisamos que nos apoie com a publicidade da sua empresa, seja ela grande ou pequena, precisamos que você, o seu clube, a sua colectividade assine o nosso jornal (mil escudos por ano), precisamos que faça chegar o nosso jornal aos seus familiares que vivem no estrangeiro, precisamos que você nos elogie e nos critique quando julgar necessário,  precisamos da SUA AJUDA.

… e encerra-se aquele quase perfeito círculo que explica a magia do jornalismo. Há dias, num encontro em que participei sobre a imprensa, organizado na Escola Secundária de Silves, um dos grandes jornalistas portugueses, Adelino Gomes, explicava a um aluno: “ser jornalista é ter a possibilidade de viver muitas vidas”.

Fazer este jornal é ter a possibilidade de viver a vida de todos os que habitam neste concelho. Vidas que não terão nenhum outro espaço a não ser num jornal como este, dedicado às questões locais. E é porque estas vidas são as nossas e são únicas que entendemos ser importante fazer o Terra Ruiva. E fazemo-lo o melhor que somos capazes: com a razão e o coração.

Por isso, o nosso orgulho. O nosso contentamento. E o nosso “MUITO OBRIGADO” a todos os que nos têm ajudado, muito especialmente a todos os que têm colaborado inserindo publicidade nas nossas páginas. OBRIGADO a todos os que nos enviam notícias, informações.

E um OBRIGAAAAAAAADOOOOOOOOOOOOO também muito especial ao Carlos C., Francisco, Jorge A, João P., Aurélio N., Jorge C., José Paulo, Rui F., Anabela, Mónica, Joaquim, Manuel C., Manuel N., Luís, Maria José, Luísa, Zé T., José D., Carlos F., Aurélio C., Rui S., Élia, José P., Firmino, José D., Lourenço e a muitos outros que têm dado o seu contributo escrevendo nestas páginas.

E antes que esta festa de aniversário se torne muito sentimentalista toca a erguer o copo e fazer um brinde ao nosso, ao seu TERRA RUIVA! Tchim, tchim!!!

Paula Bravo

Os colaboradores permanentes no 1º ano do Terra Ruiva

 

 

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