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DECO Informa: “Agora que passamos mais tempo em casa, continuar a ser vantajosa, a tarifa bi-horária”?

Delegação Regional do Algarve

CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR / DECO

“Agora que passamos mais tempo em casa, será que continua a ser vantajosa a tarifa bi-horária?”
A DECO INFORMA…

Fizemos os cálculos para um casal e dois filhos, com uma potência contratada de 6,9 kVA e que tinham o cuidado de ter 40% dos consumos nas horas de vazio. Ao estimarmos que, não só deixa de ser possível manter 40% do consumo nas horas de vazio, como a família irá gastar mais eletricidade diariamente (cerca de 20% mais), constatámos que a fatura pode subir 25 euros por mês.

Se só existisse transferência de consumo para fora de vazio, a fatura subiria cerca de 10 euros. Mas como se acaba por lavar mais vezes a loiça, ter mais luzes acesas, abrir-se com maior frequência o frigorífico, por exemplo, irá haver um aumento no consumo total que estimamos que se possa traduzir em cerca de 25 euros mensais.

Para não penalizar quase um milhão de famílias que aderiram à tarifa bi-horária, propomos que, durante este período de crise, se estabeleça a possibilidade de estes consumidores pagarem como se tivessem a tarifa simples.

Mesmo os consumidores com tarifa simples irão sentir o aumento na fatura. Uma família com uma potência contratada de 3,45 kVA e um consumo anual de 1900 kWh, irá pagar mais cerca de 6 euros mensais, com um aumento de 20% do consumo.

O consumo de gás, natural ou de botija, também irá aumentar porque, por exemplo, haverá mais refeições a serem feitas em casa e um maior número de banhos. Se o consumo de gás natural subir 20%, a fatura mensal de um casal que gaste 138 m3 anuais (de Lisboa e com tarifa regulada) aumentará cerca de 2 euros. Já no caso de um casal com dois filhos com consumo anual de 292 m3 e a mesma tarifa, a fatura, subirá 4 euros.

Uma solução para aliviar o orçamento, passa por esticar o limite do primeiro escalão até aos 500 m3 por ano, atingindo o segundo escalão: uma medida que ajudaria mais de 90% das famílias.

Ao aplicarmos o mesmo aumento de 20% no gás de botija, uma família que precise de uma garrafa de butano por mês, irá precisar de comprar uma segunda, antes do final do mês. Pode traduzir-se numa despesa adicional de 5 euros mensais. Para podermos monitorizar os preços, aconselhamos que os comuniquem na plataforma “Poupe na Botija”.

Ao acompanharmos a evolução dos preços, conseguimos estar atentos a eventuais aproveitamentos por parte dos operadores. Claro que é fundamental que a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) se mantenha atenta e atue caso haja aumentos de preços. Afinal, numa altura em que o petróleo está a desvalorizar, qualquer aumento é pura especulação.

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