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Fusão entre as Caixas Agrícolas de Messines e Silves são tema de Carta Aberta dirigida aos sócios da Caixa Agrícola de Messines e São Marcos da Serra – Com correção e esclarecimento

No próximo domingo, dia 16 de fevereiro, pelas 10h, os sócios da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra e os sócios da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Silves vão ser chamados a decidir o futuro destas entidades bancárias.

No mesmo dia e à mesma hora, uns, no Auditório Francisco Vargas Mogo, em São Bartolomeu de Messines e outros no Auditório da Santa Casa da Misericórdia de Silves, irão analisar o único ponto da ordem de trabalhos da Assembleia Geral Extraordinária: “Informar, apresentar e discutir a intenção da fusão” das duas Caixas Agrícolas.

Sobre este assunto, publicamos a ontem (dia 11 de fevereiro) Carta Aberta, da autoria do nosso colaborador Aurélio Nuno Cabrita, dirigida em particular aos sócios da Caixa de Crédito de São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra.

Entretanto, hoje (dia 12 de fevereiro) recebemos da Caixa Agrícola de S. B. Messines, um pedido de correção, no sentido de esclarecer os sócios e os leitores que esta Assembleia em causa tem apenas um caráter informativo, e não deliberativo. Como aliás consta na Ordem de Trabalhos: “informar, apresentar e discutir a intenção de fusão”. Como disse ao Terra Ruiva, o presidente do Conselho de Administração, Carlos Vargas, esta é apenas uma assembleia de “esclarecimento dos sócios”, sendo que a decisão será tomada mais tarde, numa assembleia deliberativa. 

Carta aberta aos Sócios da Caixa Agrícola de S. B. Messines e de S. Marcos da Serra

É no próximo domingo, às 10:00, no Auditório da Caixa Agrícola de Messines, que os cerca de 2 800 sócios são chamados a definir o futuro daquela instituição bancária. Na verdade é também o futuro da vila e freguesia de S. B. de Messines que está em causa. A Caixa Agrícola tem desempenhado um papel âncora no desenvolvimento da freguesia a todos os níveis, do agrícola, ao económico-financeiro, sem esquecer o cultural, cumprindo os desígnios do seu fundador – Francisco Vargas Mogo. Nos anos da crise a instituição fez a diferença e não raras vezes substituiu-se aos poderes públicos na defesa e promoção da cultura, no restauro de arte sacra, no apoio a iniciativas desportivas, de convívio, ou na disponibilização do magnífico auditório.

Não será exagero dizer que há muito que a maioria das atividades desenvolvidas em Messines têm o apoio do Crédito Agrícola.

Foi também a Caixa que custeou a recuperação integral da ermida de São Pedro, ou que vem a apoiar o Carnaval, a União Desportiva Messinense, os Bombeiros, ou o Centro de Dia (lar). A publicação de livros, só para dar mais um exemplo, de que o meu último trabalho é tributário. Em suma a Caixa possibilitou que em Messines se fizesse aquilo que os messinenses quiseram que se fizesse. O seu apoio monetário permitiu a autonomia da localidade, a “independência” financeira na execução e implementação de atividades de e para a terra.

Em 2009 os sócios rejeitaram por larga maioria o que agora se propõe, a fusão com a Caixa Agrícola de Silves. Em Março de 2010 quando se realizaram as eleições para a instituição surgiram duas listas, a A, que defendia a fusão, obteve 406 votos, já a B, contra a união, por considerar que esta não defendia os interesses da instituição e dos messinenses 635. Propunham os vencedores, face à abrangência geográfica limitada da instituição (unicamente as freguesias de Messines e de São Marcos da Serra), dotá-la com as pessoas mais capazes, mais credíveis e mais isentas para fazer face aos desafios do mercado. Propunham por isso estratégia, ou melhor «garantir o futuro da Caixa», com «muita dedicação, competência, seriedade e ética», conforme se pode ler no jornal Terra Ruiva, n.º 108, de Fevereiro de 2010, ao que concluíam «porque senão o destino está traçado».

Dez anos depois, são os sócios chamados a ouvir a nova proposta de intenção de fusão, vantagens e desvantagens, sem esquecer o destino do edifício bancário, agora e no futuro, numa provável união de todas as Caixas Agrícolas do Algarve. Mas também o que foi feito ou não na última década que levou, de novo, ao designado «destino traçado».

Uma reunião que definirá para o bem ou para o mal não só o futuro da ímpar instituição bancária, como da freguesia de S. B. de Messines. Têm pois os sócios uma palavra a dizer, pelo que todos deverão comparecer para escolher em consciência. Afinal o seu veredicto será definitivo – eis o momento.

 

 

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