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Biblioteca Municipal de Silves divulga Projeto de Promoção de Leitura

A Biblioteca Municipal de Silves dinamiza, por mais um ano, o seu Projeto Anual de Promoção da Leitura para alunos do 1º ciclo, desta feita com o título “Leituras En(cão)tadoras”.

“ A iniciativa é dirigida aos alunos do 1º ciclo das várias escolas do concelho e, inspirando-se na curta-metragem de animação “PIP”, da autoria de Bruno Simões e encomendado pela Southeastern Guide Dogs (que conta a história de um pequeno cão que quer tornar-se um cão-guia), pretende abordar temas como a superação, a resiliência e a autoestima, além de sensibilizar e seduzir as crianças para a importância da leitura e para o papel transformador que uma biblioteca pública representa na partilha de valores e no acesso à leitura, à informação e ao conhecimento.

Na visita ao projeto “Leituras En(cão)tadoras”, as crianças ouvem a história intitulada “O Ponto”, do escritor canadiano Peter Reynolds, a qual pretende ser uma estratégia para ensinar as crianças, de forma lúdica e através da leitura, que por mais pequenos e incapazes nos sintamos, podemos sempre alcançar o que queremos se os nossos objetivos forem claros.

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Um Comentário

  1. Vivemos um tempo em que o vício compulsivo dos jogos digitais monopoliza, morbidamente, muitas crianças e adolescentes e os afasta do saudável apelo pelos livros, com todas as nefastas consequências daí advenientes, em termos da lastimável iliteracia que grassa em largas franjas da população portuguesa actual.
    Nada melhor do que o hábito da leitura para combater a preocupante situação acima referida.

    Dantes, era a praga do analfabetismo.
    Hoje, é a iliteracia, que leva a que muitos dos nossos concidadãos, independentemente da sua idade, tenham dificuldade em interpretar o sentido de um texto, as ideias nele contidas e, muito menos, as mensagens subliminares, que, por vezes, estão vertidas nas entrelinhas.

    A leitura propicia a aquisição vocabular, que, por sua vez, enriquece a nossa capacidade de expressividade lexical, permitindo-nos transmitir ideias e pensamentos que viviam dentro de nós e para os quais nos faltavam os veículos de suporte necessários : as palavras.

    A palavra é, sem qualquer dúvida, a conquista mais nobre e distintiva do Homem, o único ser que consegue verbalizar o seu raciocínio, mediante um aparelho fonador, que apenas ele possui, para que concorrem, numa conjugação ideal e única, os vários órgãos bucais.

    A compreensão das graves consequências da ausência do hábito de ler é simples.
    Do mesmo modo que os músculos se tornam flácidos e se atrofiam, se não forem utilizados, também os neurónios se definham, diminuem em número e reduzem, drasticamente, as nossas capacidades de criar pensamentos abstractos, encurtando o nosso campo de raciocínio a pouco mais do que um primarismo pragmático.
    A leitura, bem pelo contrário, tal como o exercício físico, alarga o campo mental e confere-lhe profundidade.
    Pode mesmo dizer-se que opera milagres.
    Além da maior abrangência cultural que nos oferece, faz de nós cidadãos mais conscientes dos seus direitos e deveres e, acima de tudo, mais interventivos na função cívica que a todos obriga, num Estado que se quer de Direito.

    O hábito de ler poderá ser para alguns, de início, algo constrangedor.
    Transformar-se-á, porém, a breve trecho, no prazer da descoberta de novas realidades, que desconhecíamos, que sentimos que nos enriquecem e não mais dispensaremos.

    As saudosas Histórias aos Quadradinhos, a que, actualmente, se chama Banda Desenhada, é um bom princípio para a introdução no hábito da leitura, em suporte de livro.

    A palavra enriquece-nos, não apenas lendo, mas ouvindo-a, desde a mais tenra idade.
    Um dos melhores legados que poderemos oferecer às nossas crianças, mesmo ainda no berço, é a oferta diária, na hora de dormir, da leitura de um conto infantil, que irá povoar os seus sonhos e fazer delas seres que guardarão, no seu imaginário, memórias felizes dos tempos dourados de infância.

    Nas geladas noites dos Invernos de antigamente, quando, lá fora, o vento rugia, irado, com longos silvos e fortes rajadas e a chuva caia, incessante e copiosa, em grossas bátegas, quem, dos mais antigos, não se recorda de nos juntarmos, à volta do calor aconchegante da lareira, ateada com achas de azinho, e ouvirmos dos mais velhos histórias de bruxas, gigantes, fadas, anões, princesas mouras encantadas e de homens com pés de lobo, os lobisomens, que rondavam as aldeias, em noites de lua cheia, lendas que nos deixavam maravilhados e de olhos arregalados, num misto de temor e encantamento ?

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