Dezembro, mês de repensar a família

Dezembro, é mês de Natal e esse facto leva-nos de reencontro à família. Os que estão longe regressam, sempre que possível, ao lar de origem, os que estão por cá preparam a noite de consoada para receber quem chega. Estão, assim, criadas as condições para repensarmos as nossas relações familiares e fortificar as raízes, ultrapassando diferenças e mágoas, originadas pelas opções se foram fazendo ao longo dos caminhos da vida. Somos o resultado das opções que fazemos, pelo que podemos sempre mudar de rumo, no que depende exclusivamente de nós, quando este não nos leva a um espaço de felicidade e nos afasta da essência.
Nas duas últimas edições do Terra Ruiva falámos da importância de deixarmos partir o que é velho, o que já não nos faz falta, o que em nada contribui para a nossa felicidade, aproveitando os ensinamentos do caminho já percorrido, mas encerrando ciclos e permitindo que novos se iniciem. Este processo deve também ser feito nas relações familiares. Esta é a nossa base e, como tudo, quando não é mimada e cuidada, fica mais frágil.
Que melhor prenda neste Natal para os nossos familiares e amigos, que o nosso AFETO e o nosso TEMPO? De que valem afinal os objetos se eles estiverem vazios de afeto e apenas cumprirem a tradição ou obrigação de se dar algo? De que servem afinal, quando apenas pretendem preencher os espaços vazios que se deixaram ao longo de mais um ano?

“A família é o lugar onde as mentes entram em contato entre si. Se essas mentes amam umas as outras, o lar será tão bonito quanto um jardim florido. Mas se essas mentes entrarem em desarmonia umas com as outras, será como uma tempestade que destrói o jardim.” – Buda

O sangue nos une, mas são os caminhos que escolhemos percorrer que nos juntam ou separam. A cada nova geração que se inicia, devemos continuar a construção de novas pontes. Cada filho é uma fonte de aprendizagem para cada mãe e cada pai. Eles nascem de nós, mas não nos pertencem, são a via pela qual aprendemos a ser melhores pessoas. Saber cuidar, saber caminhar à frente, atrás, ao lado, é um desafio constante. Criar pontes entre todos, não só com aqueles a quem o sangue une, mas também com os que pela força dos afetos nos acompanham, é um dos maiores desafios, e também uma das maiores recompensas. Uma Família, num sentido lato, porque aqui se juntam os amigos que com ela se fundem, constrói-se ao longo da vida, e deve ser o melhor dos laboratórios para se aprender a SER PESSOA. Nela devemos aprender a amar, a respeitar, a acreditar em nós, a confiar, a partilhar, a ser solidário, a dar e receber.
Partilhemos neste Natal o verdadeiro espírito da época e ofertemos Afeto, Tempo, Partilha, Gratidão,…
Um Feliz Natal, em Família para Todos!

“Quer fazer algo para promover a paz mundial?
Vá para casa e AME a sua família.” – Madre Teresa de Calcutá

 

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