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Apresentado o livro “O Reyno das letras”, de Patrícia de Jesus Palma

Decorreu no passado dia 9 de novembro, na Biblioteca António Ramos Rosa, em Faro, a apresentação da obra “O Reyno das letras – a cultura letrada no Algarve: o lugar do impresso (1759-1910)», da autoria de Patrícia de Jesus Palma.
O livro, publicado sob a chancela da Direção Regional de Cultura do Algarve, teve por base a tese de doutoramento da autora em Estudos Portugueses, defendida com a nota máxima, em 2016, na especialidade de História do Livro e Crítica Textual, na Universidade Nova de Lisboa, agora reformulada para o efeito.
Trata-se de uma publicação há muito aguardada no panorama cultural algarvio, como demonstrou o vasto público anónimo e representantes de diversas entidades que assistiram ao lançamento, que, com avidez esgotaram todos livros disponíveis na sessão e muitos não granjearam o seu exemplar.

A autora, como referiu João Luís Lisboa, orientador da tese e apresentador do livro, elaborou um trabalho excecional pela vastidão de informação recolhida, disciplina e pela procura constante de soluções para os problemas que surgiram no percurso de estudo, justificando assim a dimensão da obra que se aproxima das 700 páginas. Um trabalho ímpar, que desfaz vários preconceitos e mitos há muito enraizados sobre o Algarve, nomeadamente de uma região culturalmente ausente, antiquada e isolada, atributos fundamentadamente refutados, pela sólida investigação, inventariação de dados, análise e reflexão da autora. Patrícia Palma reconstituiu a rede de bibliotecas religiosas, mas também de outras instituições públicas e privadas, procurou professores, elencou escolas, estudou a indústria tipográfica e a imprensa, bem como a correspondência particular. Em suma o livro constitui uma obra imprescindível para todos aqueles que estudam ou se interessam não só pela cultura na província Sulina, como nacional, como salientou durante a apresentação Adriana Freire Nogueira, diretora Regional de Cultura.

Nascida a 1 de maio de 1981, Patrícia Fátima Martins de Jesus Palma é natural de São Marcos da Serra, tendo-se licenciado em Estudos Portugueses pela Universidade do Algarve. Em 2008 concluiu o mestrado em Estudos Portugueses – Literatura Portuguesa Contemporânea, na Universidade Nova de Lisboa, com a dissertação «A produção literária impressa no Algarve durante os séculos XIX e XX – autores e tipógrafos». Como a própria lembrou, foi durante a apresentação desta dissertação que nasceu a ideia de estudar os cerca de 18 % de algarvios alfabetizados, quem eram, o que liam, que elite constituíam, trabalho possível pela bolsa de doutoramento que entretanto recebeu da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Patrícia Palma também é fundadora do Lugar Comum, um projeto colaborativo de investigação, consultadoria, ação cultural e educativa com o qual promove e organiza atividades em parceria com outros profissionais e instituições, tendo como objetivo o acesso e fruição cultural. Nesse intuito tem desenvolvido várias atividades no Algarve, e em particular em S. Bartolomeu de Messines, onde reside.
O seu nome encontra-se igualmente associado à criação de um Museu da Imprensa na capital algarvia, como notou na sessão, por entre elogios, o presidente da Câmara Municipal de Faro, bem como ao projeto da Hemeroteca Digital do Algarve, do qual é coordenadora científica.

 

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