Chuva chegou forte ao Algarve e concelho de Silves foi dos mais afetados

A chuva intensa chegou finalmente ao Algarve e esta noite fica marcada pela existência de dezenas de ocorrências que requereram a presença dos bombeiros voluntários, embora não haja registo de feridos nem de situações graves.

Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil esta noite os bombeiros do Algarve registaram 55 ocorrências, entre a meia noite e as 11 da manhã, que envolveram 217 operacionais e 74 viaturas. A maioria  das ocorrências  aconteceu no Barlavento, a zona mais atingida, em particular os concelhos de Silves, Lagoa e Portimão.

Inundações e queda de árvores e de estruturas foram as situações que requereram a presença dos bombeiros.

Uma madrugada muito ocupada para a presidente da Junta de Messines (aqui dentro de água) e a sua equipa. – Foto de Maria João Barata

No concelho de Silves a maior inundação deu-se em São Bartolomeu de Messines, uma situação recorrente em períodos de chuva muito intensa em que a água e lama escorrem da serra entupindo as valetas que não conseguem escoar em tempo útil. Desde muito cedo, a presidente da Junta de Freguesia, Carla Benedito e a sua equipa, bem como os Bombeiros Voluntários de Messines têm estado a trabalhar no terreno, decorrendo agora os trabalhos de limpeza das ruas.

Em Silves há também algumas áreas inundadas, na cidade, no Enxerim e também no Poço Frito mas sem qualquer problema em particular. Aqui e também em São Marcos da Serra registou-se a queda de árvores. Na União de Freguesias de Algoz e Tunes, na zona do Barranco Longo também houve inundações que requereram ajuda.

Nas zonas rurais, por todo o concelho há registos de várias inundações e nalguns locais as ribeiras e riachos correm já com força, como se tem visto em vários vídeos que muitas pessoas têm publicado nas redes sociais.

Lembra-se que para o dia de hoje e para amanhã continuam os avisos da Proteção Civil relativamente ao mau tempo, com chuva intensa e vento forte que aconselham cautela. Desta vez, esta situação está a ser provocada pela depressão Elsa que está a atravessar o nosso país.

 

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Um Comentário

  1. Apesar de este comentário não se circunscrever, de um modo restrito, ao concelho de Silves, não deverá ser motivo, para que seja considerado despiciendo, visto que pretende, tão-só, pensar, de um modo mais alargado, o país, que, afinal, somos todos nós, seja os do Norte ou do Sul.

    O dinheiro gasto pelo Estado – por todos nós, contribuintes – com as gravuras de Foz Côa revelou-se, segundo consta, uma espécie de ELEFANTE BRANCO, visto que, após o braço-de-ferro sustentado pelos ambientalistas para salvar as PINTURAS RUPESTRES, tudo aquilo parece estar às moscas ou quase, como costuma dizer-se.

    Não pretendo, minimamente, considerar irrelevante a defesa deste valioso legado dos nossos antepassados, património que temos a obrigação de acarinhar e proteger.
    Só que, sopesando as cíclicas e cada vez mais graves e crónicas carências do precioso líquido, que é a água, seja para a agricultura, usos domésticos, beberagem dos animais ou outros fins, é forçoso que, neste caso específico da água, devamos fazer escolhas drásticas, uma vez que se trata de um bem fundamental para a vida.

    È um facto que as repetidas secas extremas vieram para ficar e agravar-se, com todas as dramáticas consequências para as populações.
    É neste âmbito que se deve equacionar, de novo, a questão pertinente e urgente da construção da BARRGEM DO VALE DE FOZ CÔA.

    Se bem virmos, a construção desta Barragem não será feita contra as PINTURAS RUPESTRES, uma vez que todas as pinturas encontradas já estão devidamente salvaguardadas, em suporte digital, podendo ser vistas, por todos os que as quiserem ver.
    Acresce que, construída a Barragem, embora submersas, elas não se degradarão.
    Pelo contrário, a água conservá-las-á.

    Todos concordaremos quão doloroso foi o desaparecimento da graciosa Aldeia da Luz, sob as águas da actual BARRAGEM DO ALQUEVA.
    Ninguém negará, porém, os incomensuráveis e múltiplos benefícios, que, hoje, seriam indispensáveis e que esta barragem trouxe a toda a enorme área a ela adjacente, proporcionando, por exemplo, a riqueza da prática de culturas, dantes, impensáveis.

    O próprio clima, de extremas amplitudes térmicas da região, é, agora, um pouco mais ameno, visto que beneficia da grande capacidade de armazenamento térmico típica das grandes massas de água, assim como da libertação lenta do calor recebido, na altura mais fria do ano.

    Não será descabido, pois, afirmar que as PINTURAS RUPESTRES, neste caso particular, não se devem sobrepor aos interesses das populações, a fim de que – similarmente à bênção que é a BARRAGEM DO ALQUEVA, no Sul – seja construída, no profundo e enorme VALE DE FOZ CÔA, aquilo que se poderá chamar a ALQUEVA DO NORTE.

    Por vezes, temos de descer à terra para compreender que há outros valores, não menos nobres e pertinentes, como é o da água, que serão, garantidamente, a principal causa das guerras, no futuro.

    Um povo define-se pelo modo como sabe acautelar, com antecipação, os tempos vindouros.
    Neste âmbito, dói, ver-se escaparem para o mar centenas de quilómetros cúbicos de água, num tempo em que a frequência de fenómenos meteorológicos extremos se irá agravar, cada vez mais, com secas mais severas e prolongadas.

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